29/08/2018

REFLEXÕES CAÓTICAS: Elite Subsidiada II

O tema educação está nas pautas das entrevistas aos candidatos à presidente da república. Em especial, a gratuidade do ensino universitário. Não foi diferente ontem (28/8/18) com Bolsonaro na GloboNews.

Em maio de 1994 enviei mensagem à seção Cartas do Leitor de O Globo com o título Elite Subsidiada,  esta a razão de titular este post como Elite Subsidiada II. Daquela destaco esta frase: Que situação estapafúrdia é essa em que defendemos o direito de o pobre ter curso superior se ele nem ao menos sabe ler por falta de salas de aula, professores e material escolar?  Vinte e quatro anos depois, continuamos subsidiando ricos, mas gastando 6% do orçamento (50% acima da média dos países da OCDE), e com 7 milhões - dos 35 milhões de estudantes dos ensinos fundamental e básico - com defasagem de 2 ou mais anos causada por diversas razões (dados desta semana divulgados pelo UNICEF).

Em 1970 ingressei na USP. Minha escolha teve 2 motivos: fazer uma faculdade de excelência e sair de casa, criar asas, por este motivo as opções do Rio foram descartadas por muito próximas. Meu pai era um comerciante de classe média, mas já naquele momento tendo sua renda reduzida à metade do que houvera sido até 5 anos antes. Mesmo assim, ele faria, com prazer, um esforço para pagar uma faculdade particular. Eu, portanto, usufrui desta benesse do Estado em detrimento de alguém que efetivamente não poderia pagar nada. Tal como meus muitos colegas de classe cujos carros importados estavam estacionados à frente da faculdade.

Então o governo criou o financiamento estudantil (FIES) fazendo a alegria das universidades particulares que proliferaram em quantidade e baixa qualidade. Nunca entregamos tantos diplomas universitários a tantos analfabetos funcionais. E o problema não para por aí. Tenho a história de uma pessoa muito próxima que entrou para o sistema, poucos meses depois se acidentou gravemente, teve que interromper o curso, voltou meses depois, e hoje, ganhando pouco mais que o salário mínimo e tendo que contribuir significativamente com gastos da família, resolveu abandonar de vez, não sem antes ter que comparecer ao Banco do Brasil para negociar o pagamento de uma dívida de R$ 7.500,00 com o sistema por um diploma que jamais terá.

Nossos formuladores de políticas de educação esqueceram de levar em conta a realidade da vida de milhões de brasileiros. Este meu conhecido não vai se formar, não porque não tenha este sonho, é que a realidade dele é muito mais enfática do  que o discurso dos políticos.

E hoje, 30/08/18, o MEC divulga dados que nos dão conta de que mais de 70% dos que concluem o ensino médio não atingem o nível básico de conhecimentos em português e matemática. Provavelmente eles irão se integrar ao contingente crescente de analfabetos funcionais. A política de dar qualquer ensino desde que aumente a estatística simplista de mais gente nas escolas, só produz mais cidadãos frustados, pois serão preteridos pelo mercado de trabalho que optará, SEMPRE, pelos mais capazes. Como prêmio, tais "formandos" receberão a dívida do FIES a pagar em suaves prestações a serem deduzidas de seus salários em empregos de nível técnico se conseguirem.

Neste evento de divulgação dos estudos do MEC, o próprio ministro da Educação, Rossieli Soares, reconhece que o ensino médio está "no fundo do posso".

E assim vamos ficando cada vez mais para trás em relação aos países desenvolvidos, desenvolvidos porque descobriram o segredo do crescimento do desenvolvimento econômico que leva ao aumento da qualidade de vida.

Até quando vamos continuar na mediocridade da esquerdopatia crônica?

Encerrando, assistam aos vídeos abaixo:






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22/08/2018

REFLEXÕES CAÓTICAS: As Ideias de Bolsonaro

No discurso político para angariar votos vale dizer qualquer coisa. Nesta eleição, curiosamente, todos os candidatos à presidência da República, estão dizendo praticamente a mesma coisa. Políticos à esquerda e à direita nunca estiveram tão próximos. Mas não surpreende, dado que o país está chegando ao fundo do poço, fundo que nunca chega por definitivo. 

Confira abaixo os nove pontos defendidos por Paulo Guedes, o provável ministro da Economia de  Bolsonaro caso venha se eleger presidente. Apenas os itens 6, 7 e 8 podemos dizer que são exclusivos de Bolsonaro, os demais estão inseridos na fala de todos, diferindo apenas no modus operandi. De minha parte, considero apenas os itens 6 e 7 fundamentais e básicos para todos os demais. Entre colchetes, minha avaliação sobre a dependência para viabilidade da proposta.

1. Reforma Política: adoção de cláusula de votação em bloco, conforme programa de cada partido, para garantir a governabilidade.
[Depende de negociação com o Congresso.]

2. Reforma Fiscal: Corte efetivo de gastos, para viabilizar a queda estrutural dos juros e das despesas de rolagem da dívida pública.
[Depende de negociação com o Congresso.]

3. Previdência: Realização/ampliação da reforma do atual sistema previdenciário e criação de sistema de capitalização, com contas individuais, para novos participantes.
[Depende de negociação com o Congresso e de superação da resistência dos prejudicados.]

4. Benefícios: Corte de privilégios do funcionalismo e fim de isenções fiscais e de empréstimos subsidiados concedidos por bancos públicos para grandes empresas.
[Depende de negociação com o Congresso e de superação da resistência dos prejudicados.]

5. Reforma administrativa: Redução do número de ministérios, para modernização e racionalização da máquina pública.
[Depende de superação da resistência dos prejudicados.]

6. Federalismo: Fortalecimento da federação, com descentralização de recursos e atribuições do governo federal para os estados e os municípios, com o objetivo de aumentar a eficiência de políticas públicas.
[Depende de superação da resistência dos prejudicados.]

7. Banco Central: Independência de gestão e mandato de quatro anos para a diretoria não coincidente com o mandato do presidente da república.
[Depende de negociação com o Congresso.]

8. Desestatização: Privatização de estatais e concessões de serviços públicos, com uso dos recursos para reduzir dívida pública.
[Depende em grau elevado de superação de resistências da opinião pública.]

9. Reforma tributária: Simplificação do sistema com redução de alíquotas e ampliação de base de tributação.
[Depende de negociação com o Congresso e de superação da resistência dos prejudicados.]

Bolsonaro é um dos dois únicos candidatos que, se eleito, pode acrescentar um décimo item nesta lista, qual seja o início de um processo de desaparelhamento de todas as principais instituições do país, hoje impregnadas por uma extrema esquerda que tanto mal já nos fez.

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14/08/2018

REFLEXÕES CAÓTICAS: Pequenas Notas Destes Últimos Dias

Pequenas notas coletadas por aí nos últimos dias.

1) O MDB está buscando sub-celebridades com potencial de serem “puxadoras de votos” para aumentar suas bancadas no Legislativo. Em complemento, informa o Estadão que "quase 90% dos deputados estaduais de São Paulo vão concorrer à reeleição". E uma pesquisa do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) mostra que dos 513 deputados federais, 497 são candidatos à reeleição e com 75% de chance de vitória. É nossa esperança de uma renovação na política minguando, minguando, minguando... 

2) O PCC, para dar variadas ajudas aos seus "filiados", cobra destes uma mensalidade no valor de 950 reais. Mas quem paga somos nós, honestos-otários cidadãos trabalhadores pagadores de impostos, já que nosso governo socialista destina a cada um o tal "auxílio-reclusão" cujo valor é de 1.389 reais!!! Ei, presta atenção, é 46% maior que o salário mínimo!!!

3) Ainda no embalo do PCC, há dois anos um membro dessa "distinta" organização foi integrado ao Conselho de Defesa dos Direitos Humanos de São Paulo.

4) Para qualquer coisa que desejamos reivindicar ao Estado, temos que apresentar documentos, certidões etc., sem o quê não aceitam nossa inscrição, demanda, requerimento etc. Entretanto, parece que o STJ vai aceitar o registro da candidatura de um presidiário, em total descumprimento da lei da Ficha Limpa!!! Esperemos para ver.

5) Nós carecemos de verdadeiras práticas democráticas. Precisamos nos espelhar no MTST que tem nos seus estatutos a seguinte pérola: "o critério principal para a conquista da moradia é a participação nas lutas e assembleias".


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