06/04/2016

A SAÍDA, QUAL SERÁ A SAÍDA?

"Nunca antes na história deste país" um único indivíduo conseguiu fazer uma nação inteira sangrar por tanto tempo, mesmo sendo investigado pela justiça, mesmo depois de perder toda a sua legitimidade e aprovação popular, e, até mesmo, depois de ameaçar colocar brasileiros contra brasileiros em uma guerra civil,  justificada unicamente pela recusa em deixar o poder. Sim, estou falando dele. 

Onde estão as razões que alicerçam os fatos a seguir:

A eleição de 2014 não é impugnada, mesmo depois de comprovado pela realidade que Dilma se elegeu sobre um conjunto de mentiras ditas à nação.



Lula proclama que "estão todos acovardados", apontando especialmente deputados, senadores e juízes da suprema corte, acrescentando que todos estão à espera de uma solução que a todos salve. Os salve por quê? O que fizeram que Lula sabe e não diz? Tem a todos no bolso comprados com dinheiro de propina paga por ele?

Lula nunca soube de nada sobre o mensalão ou sobre qualquer outro assunto. Diz que foi traído mas não diz nem por quem, nem por quê. Tem sitio, mas não é dele, é de "amigos". Tem triplex, mas não é dele, é de "amigos". Tem contêineres cheios de presentes ganhos no exercício da presidência, e por isso precisa da ajuda de "amigos" para pagar o armazenamento. Tem filhos com mentes geniais, que ganham milhões daqui e dali, à custa do próprio esforço. Investigado pela Lava-Jato, pego em conversas espúrias ao telefone com "companheiros", mas ninguém tem coragem de mandar prendê-lo por mandar "que enfiem no c*" o processo contra ele.

Dilma Rousseff não é acusada de responsabilidade sobre os casos Pasadena e Belo Monte, mesmo tendo sido Ministra das Minas e Energia, Presidente do Conselho da Petrobrás, Ministra da Casa Civil e, finalmente, Presidente da República. Ela nunca soube de nada, é culpa exclusivamente de Cerveró, o diretor, pelo que se deduz, mais "incompetente" que a Petrobras já teve.

Nada acontece ao PT, mesmo depois de ter se apossado da Petrobras, Eletrobras, fundos de pensão de estatais, destruído a todos em nome e benefício de um projeto insano de poder, mesmo que, hipócrita e mentirosamente, continuando a afirmar que foram "contribuições legais".

Nada acontece a ninguém, no executivo e no legislativo, mesmo estando estampado em todos os jornais a afronta aos brasileiros com as negociatas em curso - variando de 400 mil a 2 milhões de reais - entre membros dos dois poderes para salvar Dilma de um impeachment.

Num mundo atual, interdependente, interconectado, em que agilidade e reações rápidas são uma premissa básica para se manter competitivo e em desenvolvimento, simplesmente nada temos como recurso para destituir uma presidente desaprovada por 90% dos eleitores, paralisada pela sua turrice, agarrada a seu mentor como tábua de salvação e em completa dissociação do clamor das ruas, dos infortúnios impostos aos mais pobres e das prioridades do País.

Nada acontece para reverter a queda do país em um abismo  político e econômico que não se vê o fim, mesmo tendo sido provado os erros de uma política inconsequente e irresponsável que promoveu desonerações tributárias e gastos muito além da conta que deixarão o País, em 3 anos, pelo menos 10% mais pobre.

Se todos se locupletaram, como indica a interminável operação Lava-Jato, depois de todos acusados e presos (quantos anos à frente?), como resolveremos nossa orfandade política consequente e inevitável?

Como ficará o Brasil até que o impeachment de Dilma venha a se efetivar, sabe-se lá quando? Nossos nervos suportarão por meses acompanhar tal processo ansiando pelo seu fim? Os agentes econômicos continuarão paralisados, de braços cruzados, ou encaminhando pedidos de falência, fechando as portas?

Como ficará o Brasil se o processo de impeachment não for instaurado? Como Dilma continuará governando? Como se comportarão investidores internacionais, empresários nacionais, trabalhadores brasileiros com e sem emprego? Como nos aguentaremos, nos arrastaremos, até outubro de 2018?

Qual é a saída para este "impasse como nunca visto na história"?

Novas eleições? É uma impossibilidade na medida em que dependeria de um auto-flagelo (renúncia de todos, executivo e legislativo) que não ocorrerá.

Renúncia de Dilma? Não é impossível, mas é improvável como ela, em sua visão de estadista de 5ª, já sinalizou.

Qual será a saída? O que podemos fazer além de ir para as ruas? Não deixar de ir para as ruas. Não deixar de expressar nossa fé em nós mesmos, cidadãos brasileiros. Não deixar de mostrar que não queremos o que aí está. 

Fora Dilma! Fora PT! Fora Lula!

Um comentário:

  1. É possível que Lula consiga reunir (comprar) 172 votos de deputados para barrar o impeachment de Dilma? Sim. É possível porque ele conhece muito bem com quem está negociando. A prova é de que em 1993 ele definiu o congresso tal como ele vê e fez uso disto para o mensalão:

    "Há no congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesses"

    "Qual será a saída? O que podemos fazer além de ir para as ruas? Não deixar de ir para as ruas. Não deixar de expressar nossa fé em nós mesmos, cidadãos brasileiros. Não deixar de mostrar que não queremos o que aí está"

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