15/04/2016

TRIUNVIRATO DA HIPOCRISIA

ou 

MENSAGEM ADAPTADA (só um pouquinho) AO BRASIL DE ABR/2016

O texto a seguir foi, mais que inspirado, copiado de documento divulgado alguns anos atrás, com pouquíssimas adaptações aos dias de hoje. Tente descobrir, antes de chegar ao final, quem assinou o original. Entre colchetes, meus comentários.

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Abre aspas.

O Brasil quer mudar. Mudar para crescer, incluir, pacificar. Mudar para conquistar o desenvolvimento econômico que hoje não temos e a justiça social que tanto almejamos. Há em nosso país uma poderosa vontade popular de encerrar o atual ciclo econômico e político. [Verdade pura manifesta nas ruas.]

(...)


... anos depois, o povo brasileiro faz o balanço e verifica que as promessas fundamentais foram descumpridas e as esperanças frustradas.

Nosso povo constata com pesar e indignação que a economia não cresceu e está muito mais vulnerável, a soberania do país ficou em grande parte comprometida, a corrupção continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se assustadoras. [A corrupção foi para a extratosfera.]

O sentimento predominante em todas as classes e em todas as regiões é o de que o atual modelo esgotou-se. Por isso, o país não pode insistir nesse caminho, sob pena de ficar numa estagnação crônica ou até mesmo de sofrer, mais cedo ou mais tarde, um colapso econômico, social e moral. [Hoje, é pior, não estamos estagnados, estamos andando para trás à velocidade de 4% ao ano, e o colapso já ocorreu, infelizmente.]

O mais importante, no entanto, é que essa percepção aguda do fracasso do atual modelo não está conduzindo ao desânimo, ao negativismo, nem ao protesto destrutivo. [Não, com certeza. O brasileiro continua um povo pacífico apesar das ameaças de um dirigente da CONTAG bradar ameaças dentro do Planaldo, e sem constrangimento, na presença da presidente da República, que não o recriminou.]

Ao contrário: apesar de todo o sofrimento injusto e desnecessário que é obrigada a suportar, a população está esperançosa, acredita nas possibilidades do país, mostra-se disposta a apoiar e a sustentar um projeto nacional alternativo, que faça o Brasil voltar a crescer, a gerar empregos, a reduzir a criminalidade, a resgatar nossa presença soberana e respeitada no mundo. [É este anseio que nos move a pedir a queda deste governo.] 

A sociedade está convencida de que o Brasil continua vulnerável e de que a verdadeira estabilidade precisa ser construída por meio de corajosas e cuidadosas mudanças que os responsáveis pelo atual modelo não querem absolutamente fazer. 

(...)

Será necessária uma lúcida e criteriosa transição entre o que temos hoje e aquilo que a sociedade reivindica. O que se desfez ou se deixou de fazer em (...X) anos não será compensado em (...X) dias.

O novo modelo não poderá ser produto de decisões unilaterais do governo, tal como ocorre hoje, nem será implementado por decreto, de modo voluntarista. Será fruto de uma ampla negociação nacional, que deve conduzir a uma autêntica aliança pelo país, a um novo contrato social, capaz de assegurar o crescimento com estabilidade. [Devemos rir ou chorar?]

(...)

À parte manobras puramente especulativas, que sem dúvida existem, o que há é uma forte preocupação do mercado financeiro com o mau desempenho da economia e com sua fragilidade atual, gerando temores relativos à capacidade de o país administrar sua dívida interna e externa. É o enorme endividamento público acumulado no governo (...) que preocupa os investidores.

Trata-se de uma crise de confiança na situação econômica do país, cuja responsabilidade primeira é do atual governo. Por mais que o governo insista, o nervosismo dos mercados e a especulação dos últimos dias não nascem das eleições. [Exatamente, crise de confiança em todas as instâncias da República, diga-se.]

Nascem, sim, da graves vulnerabilidades estruturais da economia apresentadas pelo governo, de modo totalitário, como o único caminho possível para o Brasil. Na verdade, há diversos países estáveis e competitivos no mundo que adotaram outras alternativas. [Isso, e lamentamos que esta cruel e verdadeira observação, não tenha sido seguida pelo atual governo.]

Não importa a quem a crise beneficia ou prejudica eleitoralmente, pois ela prejudica o Brasil. O que importa é que ela precisa ser evitada, pois causará sofrimento irreparável para a maioria da população. Para evitá-la, é preciso compreender que a margem de manobra da política econômica no curto prazo é pequena. [Existe dano mais irreparável que o desemprego somado à inflação? O atual governo acabou. Melhor seria para todos a renúncia de Dilma.]

(...)

Como todos os brasileiros, quero a verdade completa. Acredito que o atual governo colocou o país novamente em um impasse. Lembrem-se todos: (...) o governo, para não admitir o fracasso do seu populismo cambial, escondeu uma informação decisiva. 
[E com isto conseguiu vencer as eleições de 2014.]

(...)

Superando a nossa vulnerabilidade externa, poderemos reduzir de forma sustentada a taxa de juros. Poderemos recuperar a capacidade de investimento público tão importante para alavancar o crescimento econômico. [Mas há muito mais a fazer para colocar o país nos trilhos do desenvolvimento.]

(...)

A volta do crescimento é o único remédio para impedir que se perpetue um círculo vicioso entre metas de inflação baixas, juro alto, oscilação cambial brusca e aumento da dívida pública.

O atual governo estabeleceu um equilíbrio fiscal precário no país, criando dificuldades para a retomada do crescimento.
[O déficit acumulado nos anos de 2014 a 2016, ultrapassará a casa dos 200 bilhões de reais!!!]

(...)

A questão de fundo é que, para nós, o equilíbrio fiscal não é um fim, mas um meio. Queremos equilíbrio fiscal para crescer e não apenas para prestar contas aos nossos credores. [E por que não o respeitaram?]

Vamos preservar o superávit primário o quanto for necessário para impedir que a dívida interna aumente e destrua a confiança na capacidade do governo de honrar os seus compromissos. [A dívida de 2013 de 2,12 trilhões de reais, saltará (é a previsão) em 2016 para o patamar de 3,3 trilhões. Simplesmente um crescimento de 50%!!!]

Mas é preciso insistir: só a volta do crescimento pode levar o país a contar com um equilíbrio fiscal consistente e duradouro. A estabilidade, o controle das contas públicas e da inflação são hoje um patrimônio de todos os brasileiros. Não são um bem exclusivo do atual governo, pois foram obtidos com uma grande carga de sacrifícios, especialmente dos mais necessitados. [Nada mais verdadeiro no discurso, e mais falso na prática.]

(...)

Há outro caminho possível. É o caminho do crescimento econômico com estabilidade e responsabilidade social. As mudanças que forem necessárias serão feitas democraticamente, dentro dos marcos institucionais. [Isso, "dentro dos marcos institucionais", não de pedaladas fiscais.]

Vamos ordenar as contas públicas e mantê-las sob controle. Mas, acima de tudo, vamos fazer um compromisso pela produção, pelo emprego e por justiça social. [É tudo que os brasileiros querem.]

O que nos move é a certeza de que o Brasil é bem maior que todas as crises. O país não suporta mais conviver com a idéia de uma [(...)quarta] década perdida.

Fecha aspas.

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O texto foi, como disse, copiado com alguns parágrafos suprimidos por irrelevantes, com raríssimas adaptações aos dias atuais, da "Carta ao povo brasileiro", distribuída à imprensa em 22 de junho de 2002, por nada menos que Luiz Inácio Lula da Silva, que sempre falou o que era importante para lhe garantir o poder, independente de qualquer coerência com o que quer que seja.


FORA COM O TRIUNVIRATO DA HIPOCRISIA: 
FORA DILMA, FORA PT, FORA LULA!!!

Para os que desejarem conferir: Carta ao povo brasileiro.

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