14/05/2016

REFLEXÕES PARA UMA REFORMA POLÍTICA - INTRODUÇÃO

Interrompido o processo de destruição e degradação a que o PT submeteu a Nação brasileira, temos como passo imediato o dever de expurgar de nossas instituições estes nocivos e incompetentes agentes infiltrados em todas as instâncias. São cupins a corroer as estruturas do Estado. Levará algum tempo, mas é trabalho inevitável e fundamental.

Eu, eleitor de Lula no primeiro mandato, tive, nestes pouco mais de 13 anos, oportunidades várias de me surpreender com quanto tão longe podem chegar aqueles que se veem como paladinos das sociedades, detentores de verdades a serem impostas, defensores, consequentemente, de uma democracia perene e sem alternância de poder. Indivíduos psicopatas, sem qualquer sentido de ética e considerações morais. Seguidores de uma utopia muito louca, qual seja a de um estado laico dominado por praticantes de uma religião política!!!

Eu, cidadão tipicamente de classe média, nascido em família de comerciante de classe média, em jovem, politicamente de centro-esquerda, admirador de Ulisses, Montoro, Mario Covas, e outros, defensor intransigente da meritocracia como agente principal do desenvolvimento, que odiou as práticas da ditadura militar tão intensamente quanto odiou as práticas dos crédulos e utópicos jovens comunistas que, através de uma insana guerrilha, queriam, apenas, substituir a ditadura militar por uma outra, a tal ditadura do proletariado. Foi o que o PT tentou, mas graças a nós, que desentocamos de nossa inércia e preguiça política - finalmente! - e fomos às ruas, estamos devolvendo-os ao lugar de irrelevância e falta de expressão que merecem. 

Não fui o único. Fui parte da maioria de uma classe média que elegendo Lula, fez-se cega para a consequência direta da entrega das instituições ao domínio pelos quadros intelectualmente despreparados dos militantes do Partido dos Trabalhadores que, em primeira instância, tinham como objetivo pendurar-se em algum cabide da burocracia estatal, mesmo que, e preferencialmente, desalojando quem lá estivesse.

A primeira condição para iniciarmos a construção deste novo futuro, é a classe média fazer seu mea culpa pelos momentos que considero os mais infelizes de nossa participação: 1) A reeleição de Lula quando todos sabíamos do mensalão; 2) A reeleição de Dilma quando todos sabíamos que ela mentia desavergonhadamente e os números desastrosos da economia já estavam estampados em toda a imprensa. Este mea culpa é necessário para gravarmos em nossas mentes as razões que respaldaram nosso voto - interesses particulares, desinteresse por se informa melhor, crença em soluções fáceis, aposta em salvadores da pátria etc. -, processo absolutamente necessário para não repetirmos tais erros, pelo menos, nos próximos 25 anos. O Brasil vai precisar deste tempo para recuperar o que perdemos nestes 13 anos.

A segunda condição, é entender que não existe uma única verdade para a solução do que quer que seja.  A única verdade que pode ser considerada é a que diz respeito ao indivíduo. A "minha" verdade e a "sua" verdade, diferentes e particularmente únicas. Entender que a "minha" verdade pode ser uma boa proposta para o problema de hoje, mas um monumental erro se aplicado ao problema de amanhã. Neste sentido, a verdade não só é temporal, como é circunstancial. O conjunto dos diversos fatores que estiverem agindo sobre um fato qualquer da vida particular, familiar, social, política, é que indicarão qual a "melhor" verdade a ser usada naquela determinada circunstância.

Aqueles que me acompanharem nas próximas postagens sobre REFLEXÕES PARA UMA REFORMA POLÍTICA, a todo momento, em todos os temas que abordarei, perceberão que não há solução panaceia. Verá que a questão não está entre Presidencialismo ou Parlamentarismo, entre voto proporcional ou voto distrital, entre financiamento público ou privado de campanha etc.

E como pano de fundo de todas as minhas ideias, encontrará sempre um mantra que repetirei exaustivamente: Chega de mudança. Vamos aperfeiçoar o que temos. Chega de dar 10 passos atrás. Vamos avançar, por menor que seja o passo.

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