sábado, agosto 21, 2021

SIM, E DAÍ?

 Eu, cidadão brasileiro, tenho um blog onde publico textos expondo minha opinião sobre diversos assuntos, principalmente sobre política. Você leu e não gostou do que eu disse. SIM, E DAÍ?

Alguém que leu, que não concordou com minhas opiniões, que distorce o que eu disse, pois não está muito interessado em entender meu ponto-de-vista, posta um comentário grosseiro, usando palavras chulas me criticando, me atacando. SIM, E DAÍ? 

O “supremo ungido” que apoiava urnas auditáveis há pouco tempo atrás, mudou de opinião e agora, em flagrante desrespeito ao que prescreve a Constituição, se reúne na madrugada com líderes de 11 partidos e os “convence” a tomarem uma atitude para evitar que uma proposta que viabilizaria a auditagem da totalização dos votos fosse aprovada na Comissão de Constituição e Justiça. SIM, E DAÍ? 

O “supremo ungido”, o “muralha”[1], decreta a prisão de jornalista sem apresentar NENHUMA acusação, em total desrespeito ao que prescrevem as normas dos processos civil e penal. SIM, E DAÍ? 

O mesmo “supremo” invade a autonomia do poder legislativo ao decretar a prisão de um deputado no exercício do mandato detentor de imunidade parlamentar, novamente sem apontar o crime por ele cometido, apenas citando uma vaga acusação de “ataques aos magistrados do tribunal”. SIM, E DAÍ?

Um ministro do TSE, considerada a mais inútil das cortes, “determina o bloqueio do dinheiro pago pelas redes sociais a canais, páginas e sites bolsonaristas por propagarem, na sua autoritária opinião, “fake news”, mas que verdadeiramente são “inconvenient news”[2]. SIM, E DAÍ?

Respaldados nos “supremos ungidos”, qualquer juiz pelo país afora está livre para perseguir cidadãos decretando busca e apreensão, quando não a prisão, desde que sejam desafetos seus ou de seus “amigos” e “cumpanheiros”. O próximo talvez seja... você. Ou eu. SIM, E DAÍ?

Sinadores[3] de uma CPI, mais conhecida por ser um verdadeiro circo dos horrores, não investiga os desvios de verba de governadores, enquanto cria um ato de corrupção supostamente cometido no governo em uma compra de medicamentos que não houve. SIM, E DAÍ?

Um sinador fica apenas rosado – porque vermelho já está -, ao tentar induzir a raríssima audiência da CPI de que é crime indicar um medicamento “sem eficácia comprovada”. SIM, E DAÍ?

Os Ministros da “Suprema Corte”, cuja existência se deve unicamente à função de defender a Constituição, a ignoram descaradamente, em especial os artigos 1º [4], 3º, 4º, 5º (com 58 itens), 15º, 19º, 34º, 52º, 53º, 54º, 55º, 84º, 102º, 136º e 142º. SIM, E DAÍ?

A OAB, no passado uma entidade que cumpria o papel de defensora dos direitos do cidadão e de proteger-nos contra eventuais abusos do Estado, hoje é um dos braços de um partido político que assaltou o país por 16 anos. SIM, E DAÍ?

A grande imprensa brasileira, que já abrigou veículos que, no passado, estiveram ao lado da luta contra o comunismo e por uma democracia de fato, está, hoje, carente do dinheiro público, agindo como falsificadora de fatos em uma derradeira tentativa de controlar a opinião pública com a intenção de voltarem a mamar nas tetas do Estado. SIM, E DAÍ?

Grandes empresas – lideradas por empresários CoCo (Comunistas de Coração) - afastadas do convívio espúrio, nefasto, criminoso, vivendo à sombra de um Estado protetor de cartéis, monopólios e oligopólios, se postam contra um governo liberal, capitalista, descentralizador, desestatizador, porque querem a volta do antigo “status quo”. SIM, E DAÍ?

Integrantes da Polícia Federal, que no auge da Lava-Jato, foram abordados pela minha mulher em um restaurante, que os exaltou publicamente e em voz alta pelo trabalho que vinham executando na prisão de CORRUPTOS de todos os kilates[5], hoje são serviçais de uma cadeia de phoder que se instalou em todos os níveis da hierarquia do Estado brasileiro[6]. SIM, E DAÍ?

Os “supremos” de todos os escalões e phoderes, estão se sentindo livres para arbitrar o que bem entendem. A começar pela nossa liberdade de agir, opinar, se expressar, viver à nossa independente maneira. SIM, E DAÍ?

Eu poderia continuar aqui por páginas e páginas. Mas você já entendeu o que estamos vivendo. No cume do phoder, todos se locupletam. Todos têm rabo preso com alguém. A coisa vai bem enquanto não aparece um Bob Jeff ou um Jair Bolsonaro[7]. Chamo sua atenção para entender que toda a informação a que você tem acesso não tem nenhuma relação com a realidade do que está acontecendo no último andar do phoder. Tudo o que lhe chega é apenas para distraí-lo. Confundi-lo. Enganá-lo. SIM, E DAÍ?

Há um fato real que já mencionei em texto anterior, mas que sinto ser necessário repetir. Quando “Daniel”[8] disse que “vamos tomar o poder e isso não significa ganhar eleição”, a inocência de todos nós achou que era uma ameaça futura, quando, na verdade, de fato, ele estava escamoteando a realidade de que já tomaram o poder faz tempo através do aparelhamento ideológico em todos os órgãos e entidades na hierarquia do Estado. SIM, E DAÍ?

O brasileiro de bem ficou sem instância “superior”. O Estado brasileiro foi dominado pela ideologia do PTdoG, muito bem e facilmente absorvida pelos que se sentem mais confortáveis na servidão da garantia da estabilidade do emprego. Nós crédulos, os inocentes fiéis aos princípios democráticos, os que têm que “ralar” para lhes sustentar com 5 meses de nosso trabalho e renda, não temos a quem e ao quê recorrer. SIM, E DAÍ?

Olhando em retrospecto, para os fatos históricos, para as pretensas “revoluções proletárias”, constatamos um fracasso monumental de tais proposições. Eu, você, nós vemos essa realidade incontestável. SIM, E DAÍ?

DAÍ é que sempre tem pato novo! A história não existe para os que chegam a cada parto. Só nos resta lutar por eles, pois “eles não sabem o que fazem”. Ou acreditamos em nossos valores e vamos às ruas, ou nos conformamos com deixar para nossos descendentes as consequências de nossa omissão.

Temos um compromisso no dia 7 de setembro de 2021.

Pela Pátria Livre!


[1] Como foi rotulado pela revista VEJA.

[2] Para entender esta referência leia o meu texto “Inconvenient News”.

[3] Não é erro de ortografia.

[4] A República Federativa do Brasil (...) tem como fundamentos: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da iniciativa privada e o pluralismo político. Parágrafo Único: Todo poder emana do povo (...). Neste link você tem acesso à íntegra da Constituição.

[5] Kilates servem para definir a pureza do ouro. Uso aqui, portanto, para definir a “qualidade” dos corruptos.

[6] Agora podemos entender a reação dos “supremacistas” ao direito do Presidente nomear um diretor da PF que não lhes seria subserviente.

[7] Curiosa coincidência: BJ e JB!

[8] Daniel, codinome de José Dirceu quando participante da guerrilha.





2 comentários:

  1. Concordo totalmente! Por isso, dia 07/09, nosso compromisso é usar verde e amarelo e ir para a rua. Não só de Brasília, mas de todas as cidades.

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  2. "O brasileiro de bem ficou sem instância “superior”." É o mais preciso diagnóstico para a causa da orfandade brasileira. As mãos que deveriam garantir o cumprimento dos artigos constitucionais é a mesma que reescreve a carta magna utilizando liquid paper.

    "Ou acreditamos em nossos valores e vamos às ruas, ou nos conformamos com deixar para nossos descendentes as consequências de nossa omissão." Ainda há tempo de conquistarmos a liberdade e passarmos adiante para os nossos descendentes.

    By: naosouroboviu

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