domingo, agosto 15, 2021

REFLEXÕES: ESTRATÉGIAS E TÁTICAS DO PTdoG

Antonio Gramsci, o finado presidiário-psicopata italiano, é tratado pelos socinistas como um padrasto dos filhos de Marx. Como sabemos, padrasto não é clone de pai, ele apenas toma o lugar daquele, mas com ideias próprias sobre como “educar” seus não-filhos, seus apenas enteados. De herança, ele assume apenas os objetivos, quais sejam os de “formar” adultos à sua imagem e semelhança. Entretanto, o conteúdo do que é transmitido é, no máximo, inspirado nas ideias do verdadeiro pai, mas os métodos são outros. Este é o caso das instruções deixadas por Gramsci.

O PT, como outros partidos e movimentos em outros países ocidentais, tornou as ideias de Gramsci o centro de sua cartilha doutrinária. Como estamos vivendo tempos bicudos, nebulosos, controversos, nesta postagem ofereço ao Leitor algumas poucas ideias do pensamento gramsciano para uma melhor compreensão das ações dos principais atores nesta tragédia[1] ao estilo grego que estamos assistindo, e que, em nosso caso, reúne “deuses do Olimpo”, “tirania judicial” e implantação de um regime de exceção[2] ao melhor estilo das tragédias de Sófocles e Ésquilo. Isto, agora, quando, em tese, há um governo de “direita”. Imagine quando o PtdoG “tomar” de papel passado o poder?

A prisão de Roberto Jefferson me fez entender que uma ruptura institucional já aconteceu, o que me lembrou a afirmação de “Daniel”[3] de que não é necessário para si e seus “companheiros” vencerem uma eleição para “tomar” o poder pois, na verdade, sua frase escondia o fato de que já o “tomaram” na medida em que estão infiltrados em todas as instituições em tal intensidade que já as controlam[4]. A ruptura, portanto, já se deu, só falta proceder à troca da guarda.

A seguir divido o conteúdo em 3 partes: as afirmações do próprio Gramsci e as referências, avaliações, observações de dois de seus mais ferrenhos opositores, o professor Olavo de Carvalho[5] e o filósofo Roger Scruton[6].

Seguem as notas, lembrando que entre colchetes são anotações minhas.

 

ANTONIO GRAMSCI – 1891/1937

“Os jornais são aparelhos ideológicos cuja função é transformar uma verdade de classe num senso comum, assimilado pelas demais classes como verdade coletiva – isto é exerce o papel cultural de propagador de ideologia. Ela embute uma ética, mas também a ética não é inocente; ela é uma ética de classe.” [O que significa que na visão dele a humanidade padronizada está muito acima do direito à liberdade.]

“A conquista do poder cultural é a prévia da conquista do poder político.”

“O mundo civilizado tem sido saturado com cristianismo por 2.000 anos, e um regime fundado em crenças e valores judaico-cristãos não pode ser derrubado até que as raízes sejam cortadas.”

“Nós vamos destruir o Ocidente, destruindo sua cultura. Vamos nos infiltrar e transformar a sua música, sua arte e sua literatura contra eles próprios.” [Estratégia que vem sendo adotada desde os anos 60 no Brasil, através da doutrinação em todos os níveis educacionais, nas leis ruanês, no fomento a ONGs, Sindicatos e Movimentos Sociais. Estamos assistindo ao resultado.]

[Ele sintetizou a proposta acima, assim:] “Não tomem quartéis, tomem escolas e universidades, não ataquem blindados, ataquem ideias.”

“Você destrói a família; você destrói a escola; você destrói a Igreja; você destrói os Sindicatos, a não ser o seu próprio. Você destrói os Partidos políticos, a não ser o seu próprio. Você destrói o Estado; você destrói a Economia. Aí você toma o Estado e acaba com a oposição. Acabando com a oposição você conquista toda a sociedade.” [Quem não enxerga o PT praticando todo dia estas máximas, está precisando urgentemente de um “oculista intelectual”.]

“Devemos nos infiltrar dentro da Igreja, dentro da comunidade educativa lentamente e ir transformando e ridicularizando as tradições que se tem sustentado historicamente, a fim de ir destruindo e formando a sociedade que nós queremos.” [Esta é a revelação mais dramática, pois ela rompe com o processo de desenvolvimento civilizatório gradual que se processa sob pequenos incrementos ao longo de gerações, e propõe um novo status imposto à totalidade da humanidade por uma pequena elite de intelectuais liderando um exército de inocentes úteis.]

“Odeio os indiferentes. Viver significa tomar partido.” [E o que o “indiferente” se importa com a opinião de Gramsci e seus vassalos? Por que a heterogeneidade dos seres humanos têm que vestir a camisa de força do que os gramscistas gostam ou não?]

 

OLAVO DE CARVALHO[7] – (1947/...)

“A geração derrotada pela ditadura militar (...) reviu sua estratégia (...) [e recuou] do combate político direto para a zona mais profunda da sabotagem psicológica. (...) é mais importante solapar as bases morais e culturais do adversário do que ganhar votos.”

[O PT] “produz o mal para no ventre dele gerar o ódio, e no ventre do ódio o discurso de acusação”.

“Se Lenin foi o teórico do golpe de Estado, Gramsci foi o estrategista da revolução psicológica que deve preceder e aplainar o caminho para o golpe de Estado. (...) A revolução gramsciana está para a revolução leninista assim como a sedução está para o estupro.”

[O gramscismo] “está mais interessado (...) na ênfase na educação primária”.

“Jornalistas, cineastas, músicos, psicólogos, pedagogos infantis e conselheiros familiares representam uma tropa de elite do exército gramsciano.”

“No campo das técnicas psicológicas, nunca se investiu tanto na busca de meios para subjugar a consciência individual, quebrar sua autonomia, forçá-la a repetir mecanicamente o discurso coletivo.”

“A corrupção petista não é [só] financeira: é uma corrupção política, moral e psicológica. Ela consiste em perverter até o fundo os meios de atuação política e mesmo cultural, os critérios de julgamento e a consciência moral dos indivíduos e das massas.”

“A decadência da policia federal coincide com a sua infiltração maciça por agentes do PT e da CUT.”

“Nenhuma revolução socialista se fez até hoje sem genocídio, que chegou, no caso chinês, à extinção de dez por cento da população local.”

“Cuba apresentava em 2001 uma taxa de um espião do governo para cada 28 habitantes.”

“Um público que está contaminado de doutrinação marxista até a medula não tem, por isso mesmo, a menor ideia de que está sendo doutrinado.”

[Olavo cita Eric Voegelin:] “Intelectuais iluminados não são curiosidades inofensivas. São maníacos perigosos.”

[Já em 2002 Olavo dizia:] “Aí aqueles que vetam e boicotam a difusão de ideias que os desagradam não sentem estar praticando censura: acham-se primores de tolerância democrática.”

“De acordo com Gramsci, para a imposição de qualquer ideia primeiro os adeptos da ideia “ocupam os espaços”, apropriando-se de todos os meios de divulgação; depois conversam entre si e dizem que as conclusões da conversa expressam o consenso universal.”

“Não é que o gramscismo seja pacifista. Apenas, ele não admite violência antes do momento certo. (...) Ele é como a aranha que anestesia a vítima antes de matá-la.”

“Gramsci ensinou a seus companheiros que a mentira e o fingimento não eram apenas um instrumento tático, por obrigatório e consagrado que fosse, mas sim a própria natureza íntima, a essência e a chave do processo revolucionário como um todo.”


ROGER SCRUTON[8] – (1944/2020)

“Os comunistas têm a convicção de que é possível modificar a realidade modificando as palavras.”

“O desejo por uma ordem moral objetiva é uma exibição de má-fé e uma perda da liberdade sem a qual nenhum tipo de moralidade seria concebível.”

“Como em todas as ideologias, a principal tarefa é persuadir as ordens mais baixas a aceitá-la.”

[Os intelectuais ungidos fazem uma] “distinção entre ciência e ideologia: meu pensamento é ciência, o seu é ideologia; meu pensamento é marxista (...) o seu é “idealista”; meu pensamento é proletário, o seu é burguês (...)”.

“Gramsci [achava que] da união entre intelectuais comunistas e as massas (...) emergirá uma nova forma de governo por consenso.[??????] Para o realista que pergunta como, nessa sociedade do futuro, os conflitos serão acomodados ou resolvidos, Gramsci não tem resposta.”

[Outra pergunta que Gramsci não responde é:] ”Por que é melhor que as massas sejam dominadas por uma elite intelectual que por uma hegemonia de honestos burgueses?”

“Gramsci esperava substituir a cultura burguesa por uma nova e objetiva hegemonia cultural.” [Mas como pode haver “hegemonia cultural” a partir da heterogeneidade dos seres humanos?]

“A ideologia, na análise marxista clássica, (...) é o sistema de ilusões por meio do qual o poder adquire legitimidade.”

“A hipótese comunista não pode ser testada e refutada. [Pois] é uma declaração de fé no incognoscível, no inominável, na errância do nada”.

“A ideologia é um conjunto de doutrinas, na maior parte de assombrosa imbecilidade, criadas para fechar as avenidas da investigação intelectual. (...) A ideia de “ditadura do proletariado” não pretendia descrever uma realidade; pretendia pôr fim às indagações, de modo que a realidade não pudesse ser percebida.


[1] Wikipédia: No sentido vulgar, tragédia, desgraça e drama são sinônimos.

[2] Wikipédia: O Estado de Exceção é uma situação de restrição de direitos e concentração de poderes que, durante sua vigência aproxima um Estado democrático de um Estado autoritário.

[3] Codinome de José Dirceu quando integrante da UNE.

[4] Em 2012 Olavo de Carvalho chamou a atenção para o fato de que “nenhum momento poderia se apossar do Estado se primeiro não se tornasse mais poderoso que ele”.

[5] Livro “A Nova Era e a Revolução Cultural”. de Roger Scruton.

[6] Livro “Tolos, Fraudes e Militantes”.

[7] Como complemento/aprofundamento da compreensão sobre o gramscismo, acesse o “extrato” que fiz de minha leitura de “A Nova Era e a Revolução Cultura”, ou ler o próprio livro, obviamente.

[8] Como complemento/aprofundamento da compreensão sobre o gramscismo, acesse o “extrato” que fiz de minha leitura de “Tolos, Fraudes e Militantes”, ou ler o próprio livro, obviamente.

Um comentário:

  1. O pai da Revolução Cultural, engravidou e gerou filhotes que se autodenominaram pensadores da Escola de Frankfurt e que de forma vil criaram a Teoria Crítica que sequestrou e mantém como reféns as maiores universidades do mundo, principalmente as dos EUA. Então se perguntarem o porquê da queda da democracia americana, a divisão do povo brasileiro, a deturpação da realidade, criminosos transformados em vítimas ou heróis, entre tantas outras mazelas, Ela começa em Gramsci.

    Excelente texto Paulo. Para entender e escrever sobre Gramsci é preciso ter nervos de aço.

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