quarta-feira, maio 19, 2021

FUI MAL!

Ontem, 18/5/21, repassei, para vários de meus contatos, uma mensagem, recebida no WhatsApp, relativa a uma pesquisa sobre a marca Toyota. Pouco depois de repassar para alguns, desconfiando de que poderia ser falsa, parei de repassar mas, evidentemente, já era tarde. O que digo a seguir é muito mais que um "mea culpa", é o reconhecimento de uma realidade da atual Era Digitrônica para a qual ainda temos muito a aprender e muito a interiorizar como atitudes padrão, principalmente, no uso de celular.

Desconfiar, por princípio, de toda mensagem cujo remetente não se conheça, ou que tenha sido repassada (ou seja, mensagem que não tenha sido criada por quem a enviou) mesmo o remetente sendo de suas relações. Não respeitar esta regra, foi meu primeiro erro. Quem me enviou foi um amigo que, além de só ter veículos Toyota há mais de 15 anos, faz trocas em média a cada 2 anos numa mesma concessionária, fato que me fez ignorar todo e qualquer cuidado. Por esta razão, simplesmente assumi a mensagem como "inocente" e verdadeira. Consequentemente, relaxei e... cliquei.

Quaisquer que sejam os apelos, evitar participar de pesquisas via internet (celular ou computador). No caso de ter interesse pelo que está sendo proposto (p. ex., pesquisa sobre projetos de lei da Câmara dos Deputados), primeiro se questionar se realmente é relevante responder e, se o fizer, fazê-lo diretamente no site da entidade produtora/organizadora e, preferencialmente, não pelo celular, mas pelo computador, onde, provavelmente você tem um antivírus para acionar. Meu segundo erro foi, portanto, ignorar tudo isso. Relaxei e... cliquei.

Levar em conta, antes de "encaminhar" qualquer mensagem, que seus contatos (amigos, familiares, prestadores de serviço, etc.) mais provavelmente não têm os mesmos interesses que os seus. Sacou? Saquei, mas... ignorei!

Não bastassem as artimanhas dos fraudadores para nos pegar, por conta de uma pandemia associada a uma política de implantação do medo, estamos enfiados, entediados, dentro de casa, jogando paciência no celular (neste meu caso), e, não tendo o que fazer, "procurando sarna para me coçar", fiz... merda. Então,... cliquei e... fodeu!

Fodeu porque depois de achar ter feito merda, liguei para meu amigo para me certificar. Pedi que ele entrasse em contato com a concessionária e a resposta foi... "É falso e, provavelmente, é vírus!". Fodeu!

Me desculpar com aqueles que foram destinatários e abriram a mensagem como eu, é minha obrigação, mas não resolve p**** nenhuma. Espero sinceramente que você não tenha sido tão imbecil quanto eu fui. Mas caso você tenha cometido o mesmo erro, respire, penitencie-se perante os deuses, prometa a si mesmo internalizar a desconfiança como padrão de comportamento básico na lida com esses diabólicos dispositivos, e obrigue-se a alertar e instruir os seus para os perigos e armadilhas que a "rede" nos traz.

Para terminar, pesquisei no Google "mensagem toyota é vírus" e o que vem como resposta é uma enxurrada de denúncias de golpe deste tipo (faça você também a pesquisa). De qualquer forma, adianto Neste link a descrição do que interesse ao caso aqui relatado. Importante observar que só quem chegou até o final e instalou o aplicativo é que parece estar sujeito a ter dados "roubados" (não foi o meu caso).

Fui! Mal.


sábado, abril 24, 2021

ENTENDA, NÃO É POLÍTICA, É UMA GUERRA PELO PHODER!

 "A força, a fraude e o saque, é só o que eles conhecem!" (1)

"Nesta guerra, a cada embate se joga uma moeda; se der cara, eles ganham, se der coroa, nós perdemos." (2)

Neste início dos anos 2020, não estamos vivenciando um debate de ideias sobre sistemas econômicos e políticos. Não, não é isso. Estamos sendo obrigados a combater em uma guerra que visa exclusivamente a tomada do phoder, o controle do dinheiro, da riqueza, e, para tal intento, a submissão do cidadão, e isto, não necessariamente pelas urnas"(3). É um fato "escarrado e cuspido" em nossa cara a todo instante. Esta postagem será uma tentativa de mostrar esta realidade àqueles que ainda guardam certas dúvidas, dúvidas do tipo "mas será que é isso mesmo?", "será que não é só teoria da conspiração?", "será que tem gente capaz de mentir, distorcer fatos, editar criminosamente falas, sem nem mesmo se importar com coerência, só para atacar por atacar?". Nem me alongo, só preste atenção no conteúdo deste vídeo da Paula Marisa postado em 21 ou 22 de abril/21. E para melhor compreensão do que vou expor, é aconselhável que você tenha lido antes a postagem "O Processo".

Depois de mais de um século e meio de infiltração silenciosa do arcabouço de princípios socinistas em todas as camadas da estrutura do Estado e das instituições de algum modo dele dependentes (sindicatos, ONGs, associações profissionais, movimentos "sociais", etc.), um verdadeiro cozinhar em fogo brando para a implantação de uma economia planejada pelo Estado, portanto centralizada, e portanto, dependente de um governo ditatorial, eis que se atinge o ponto em que eles entendem "chegada a hora" de ir pro pau... Brasil. Chega de tergiversar. "Vamos à guerra!!! Para o tudo ou... tudo.

Tenho assistido meus comentaristas políticos preferidos e cada dia mais os critico por ainda darem "trela" ao que falam indivíduos de todas as entidades (liste as que lhe vier à cabeça) da sociedade à esquerda do espectro político. Se este ignorante que vos escreve percebe esta evidência, não posso acreditar que tais profissionais, viventes e sobreviventes da atividade diária de avaliar os fatos políticos, ainda não perceberam a inutilidade de suas análises frente ao que realmente está acontecendo!!! Só posso entender o tempo que eles dedicam a criticar ou contra argumentar o que diz um presidente da OAB (petista); um governador como Agripino (petista de ocasião) ou um Flávio Dino (comunista); uma Marina Silva do PSOL (petista magoada) ou Freixo, seu companheiro mal intencionado; qualquer um dos ungidos ministros Supremacistas da Justiça, rasgadores da Constituição; ou uma mídia representada por Veras, Mirians, Mainardis e mesmo seus editores antibolsonaristas obedientes a seus patrões desmamados das tetas do Estado; ou, cerejas deste bolo estragado, com Caetanos, Felipes, Joyces e Frotas; só posso entender, repito, como sendo o dever de justificar o salário que recebem. Que justifiquem, é honesto. Mas que deixem de identificar lógica onde só há determinação em guerrear, lacrar, desconstruir e destruir. E esta guerra não é passatempo de videogame, ela é real, ela está acontecendo dentro de sua casa, na rua, no seu trabalho, na sua mente. Em uma guerra real, para "tomar o poder" (3), o inimigo TEM QUE ser derrotado, aniquilado, de preferência, morto. Como afirmei em "O Processo", qualquer coisa que eles digam tem apenas um propósito: "NEGAR.. E ATACAR!"

A moeda da comunicação digital, símbolo da era digitrônica, de um lado mostra o cidadão que tem sua voz potencializada e liberada, podendo expressar suas ideias e opiniões para o mundo em seus próprios termos e intensidade, sem, em tese, regulação de ninguém. Do outro lado está a arma que dá poder de ataque àqueles que não desejam ouvir, mas tão somente negar direitos ao discordante e negar até mesmo a si mesmos em suas incongruências, pois elas estão a serviço da aniquilação do  outro, e é o que importa.

Mas temos uma outra realidade a enfrentar. Esta parcela da população que está sendo atacada, ou seja, os liberais, conservadores ou não, não têm medo de guerrear, mas o querem fazer dentro de regras acordadas em alguma convenção de Genebra(4). Essa visão "inocente" nos levará inevitavelmente ao precipício, pois, o inimigo não tem qualquer gota de escrúpulo e limite para suas ações(5). Ou abrimos mão desta premissa ou "locupletemo-nos todos"(6).  

Mas sem partir "para a ignorância", ou usar de recursos não-democráticos, nos restam, sem prejuízo de outras, no curto prazo, algumas ações, se não de contra-ataque, pelo menos de resistência. 

A primeira, é simplesmente assinar toda e qualquer manifestação nas redes sociais com um "Bolsonaro 2022". E se você é um que está "decepcionado" com ele, chamo sua atenção para dedicar mais atenção para entender o que está acontecendo e imaginar o que poderá advir se a "direita" (simplificando) não se mantiver no poder para além de 22 (Atenção: não existe outra opção que não Bolsonaro).

A segunda, é defender o governo, junto aos indecisos ou "decepcionados", em todas as oportunidades que tiver (mas sem debate, é inútil). Nenhum pessoa minimamente reconhecedora das capacidades do ser humano, do direito à sua liberdade de condução da vida e de opinião, contrária à estatização dos meios de produção, contrária ao fim da propriedade privada, contrária à destruição da família e à pornorização da educação infantil e juvenil, pode aceitar que este governo, que o representa (é preciso lembrar, infelizmente), ser destruído de modo tão abjeto.

A terceira, é, neste 1º de maio, ir às ruas proclamando aquilo que suas convicções lhe mostram ser mais importante para ser exposto como mensagem ao Presidente. Este próximo sábado terá que entrar para a história como a maior manifestação de rua jamais vista! Não creio que venhamos a ter outra chance.

Encerro citando algumas passagens de A Revolta de Atlas (romance com 1216 páginas, mas que todos estes a quem me dirijo, deveriam ler).

"Não existem fatos objetivos. Toda reportagem não passa da opinião de alguém. Portanto, é inútil escrever sobre fatos." (7)

"Se nós, que somos os que fazem, os que produzem, (...) suportamos silenciosamente o castigo a que nos sujeitam por causa de nossas virtudes, que espécie de “bem” queremos que triunfe nesse mundo?" (Personagem Rearden) (8)

"(...) o fato é que o homem é um ser cuja consciência tem poder de escolha. (...) O homem cujos atos contradizem as suas convicções, não passa de um hipócrita barato. (...) O homem que se recusa a julgar, que nem concorda nem discorda, que afirma não haver absolutos e acredita desse modo se esquivar das responsabilidades – esse homem é responsável por todo o sangue que [poderá vir a ser derramado] no mundo. (...) Todo ato na vida do homem depende da vontade (...). As hordas de selvagens jamais constituíram obstáculos para os homens que marcham sob o estandarte da mente." (Personagem John Galt)

"(...) eles não poderiam ganhar de nós [se] não tivéssemos entregado o mundo a eles." (Personagem D’Anconia)



(1) Fala do personagem John Galt no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand, se referindo aos que, no romance, estão no poder.

(2) Inspirado em formulação feita por Rodrigo Constantino.

(3) Em 2018 José Dirceu pontificou: "(...) é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. 

(4) Wikipedia: "As Convenções de Genebra são uma série de tratados (...) que definem os direitos e os deveres de pessoas, combatentes ou não, em tempo de guerra."

(5) Lênin, em discurso: "(...) É chegada a hora de levarmos adiante uma batalha cruel e sem perdão (...).

(6) Atribuída ao jornalista Sérgio Porto, o criador do personagem Stanislaw Ponte Preta.

(7) Esta frase é atribuída, no romance A Revolta de Atlas, a um "famoso editor", o que me leva a suspeitar que o pensamento foi realmente manifestado por um "famoso editor" de meados da década de 1950 quando ele foi escrito. 

(8) Ajustei esta citação ao tempo presente.

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quinta-feira, abril 15, 2021

PESQUISA ELEITORAL - FIQUE ALERTA!

"A estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem." 

Atribuído a autores diversos.

Por mais de 40 anos fui publicitário e, tendo criado uma agência, empresário no setor de propaganda. Em várias oportunidades demandadas por clientes, me envolvi direta ou indiretamente com pesquisas (de preferência de marcas, produtos, serviços, de opinião, de intenção de voto etc, tanto quantitativas quanto qualitativas) mas, para deixar claro, nunca trabalhei em uma empresa ou instituto dedicado a elaborá-las, executá-las e tabulá-las. Fui, portanto, mandatário ou representante de cliente para atuar no processo de busca de informações que o ajudassem a tomar decisões.

É da perspectiva de observador, portanto, que trago para reflexão este tema porque será relevante daqui até outubro de 2022 (se tudo correr democraticamente bem, é o que espero), mas já agora, depois da ação do ministro PT-Fachin tornando "o sapo barbudo" elegível, já surgem as primeiras "pesquitas", "pesquisas esquisitas" de intenção de voto, cujo resultado depende da intenção do "patrocinador". Isto é o que vou procurar mostrar com o intuito de ajudá-lo a avaliar o que é reportado, principalmente, na "grande mídia". 

Para "começar os trabalhos" (expressão usada em encontros de amigos bebedores), vejam estas "manchetes":


cu


Acresça estes 5 resultados que obtive em uma pesquisa no novo pai dos burros. Creio que você já há de concordar comigo que, dada as leves diferenças entre cada manchete, elas parecem revelar o desejo inconfesso (?) dos editores.

Prepare-se, portanto, para classificar como... questionáveis os resultados de TODAS as futuras "pesquitas" que vierem a chegar até você por QUALQUER meio, seja imprensa tradicional, seja mídia digital. Eu disse, TODAS, não estou me referindo apenas às pesquisas de intenção de voto, estas apenas vão ficar em evidência pelos próximos 18 meses, mas pululam em profusão por todas as fontes, desde as relativas à saúde, até as que preveem o futuro de acordo com o passado, os astros, os deuses ou sei lá o quê.

Acontece que pesquisas são feitas, muitas vezes, para confirmar o que já se desconfia, ou, muito frequentemente, para corroborar argumentos prévios elaborados por executivos preocupados em defender seus empregos e gordos salários. 

Existem várias etapas entre a intenção de fazer uma pesquisa e a conclusão a que se chega. A maioria delas sujeita a "erros" involuntários ou não, começando pelo briefing. Esta etapa tem por objetivo gerar um documento que identifica quem deve ser pesquisado (nível de instrução, faixa etária, classe de renda etc.), qual o tamanho da amostra, onde pesquisar, o que deve ser pesquisado e qual o nível de profundidade da investigação. Esta primeira etapa, portanto, está sob a ótica, avaliação e premissas da entidade que toma a iniciativa do trabalho: o "Cliente".

A segunda, consequentemente, é a elaboração do questionário onde se definem as perguntas e as alternativas de resposta (quando esta não é "aberta"). Para executá-la, é fundamental contar com um profissional de experiência comprovada e, mesmo assim, é tarefa extremamente delicada, pois lhe é exigida uma atitude moral de distanciamento para não levá-lo a direcionar questões para resultar no que o contratante quer ouvir. Além disso, sendo a língua extremamente maleável, proporciona "cascas de banana" a cada novo par de pergunta-resposta a ser definido(1). Tem mais. A própria ordem tanto das perguntas quanto das respostas também devem ser considerada pois, por exemplo, a pressa/impaciência do entrevistado poderá levá-lo a responder qualquer coisa, apenas para se livrar do "incômodo mais rapidamente. 

A terceira etapa é a realização efetiva. É o trabalho de campo que será feito por pessoas, seres humanos, motivados ou imotivados, totalmente frios e isentos no momento da entrevista, ou compromissados com ideias que deseja ver "comprovadas". Tem mais. Fatores como o momento em que a pessoa é abordada, o ambiente em que ela está, seu ânimo, sua paciência, também afetarão o resultado. Dá para perceber que uma pesquisa perfeita, totalmente objetiva, isenta de qualquer viés, é bastante... difícil de se obter. Para ser completamente honesta, pelo menos, há que se contar com profissionais de ilibada reputação. 

Terminada a coleta, chega-se à etapa de tabulação das respostas obtidas. Como tudo hoje é feito de modo digital e por programas que apenas computam totais e calculam porcentagens, a tarefa é exclusivamente matemática, e considerando que contra números não há argumento, não há muito o que temer. Já a etapa de análise/interpretação dos números tabulados, pode gerar distorções quanto ao efetivamente observado, dado que se pode sempre adicionar "projeções", "deduções", que não necessariamente a pesquisa revela. Lembremos que a verificação realizada pela pesquisa se refere apenas a um momento específico no tempo. Exemplo: digamos que ao comparar duas pesquisas iguais, com intervalo, digamos de um mês, uma determinada resposta tenha dado um índice de 35% na primeira e 37% na segunda. Não seria nenhum absurdo, a conclusão de que "há uma clara tendência de crescimento" em um específico item pesquisado. Não é absurdo, eu disse, mas é uma hipótese, não uma fato real, pois o resultado pode estar dentro da margem de erro, erro este que poderá ser revelado numa próxima verificação quando o índice poderá vir a ser de, digamos, 33%!!! Tal "constatação" de tendência poderia estar sendo justificada por interesse de proclamar uma sonhada realidade futura. E é aí que, como se diz, mora o perigo.

Portanto, o aforismo citado no início deste artigo, cabe, perfeitamente, para a pesquisa se houver "interesses" escusos envolvidos. Lembremos que os números finais resultantes de um processo de pesquisa, principalmente, eleitoral, serão usados como estatísticas de opinião pela mídia e pelo público/audiência atingido. Como diria uma pessoa querida sempre que quer ver seus argumentos aprovados: "A estatística já provou que...". 

Portanto, meu leitor, fique esperto! Fique com suas próprias percepções do que acontece na política e cheque nos atos de seus possíveis candidatos a coerência com seus discursos. 

Quanto a "pesquitas", lembre-se dos muitos micos que institutos de pesquisa já pagaram em eleições passadas, talvez por tentarem "torturar os números", ou talvez só por simples incompetência.

(1) Você já deve ter se deparado com o que uma vírgula no lugar errado pode fazer!


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quinta-feira, abril 08, 2021

O PROCESSO

 "Não é medo, não há nada a temer. 

O que há é mais uma apreensão imensa e difusa, sem origem e sem causa." 

Personagem Eddie Willers no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand.

Revendo, relembrando: se, por princípio, ninguém convence ninguém de coisa alguma e, portanto, o debate é inócuo, o não debate é essencial quando o outro se nega a ouvir seus argumentos. 

O que temos na política mundial neste início da 3ª década do 3º milênio, é resultado de um processo que ocorre no mundo ocidental há quase 2 séculos. Seu início se dá no pós revolução industrial que trocou monarquias por repúblicas, em tese democráticas, e criou o Estado-Nação definindo fronteiras e intensificando identidades culturais. O combustível para a explosão de "o Processo" ao final do século XX, foi e é o dinheiro de metacapitalistas (os antigos magnatas) ungidos, supremacistas da verdade, que é injetado no motor composto por organizações de todo tipo e mote - desde que comprometidas com a destruição da cultura ocidental como a vivemos até então. A maioria velhotes que se lixam para as consequências que deixarão como legado principal para a humanidade que será mal-formada porque estão "desconstruindo" a identidade de nossos filhos e netos em todas as instâncias. São déspotas no âmago, muito mais perversos que seus militantes esquerdopatas por eles manipulados.

No Brasil, "o Processo" ganhou contornos insanos graças à "feliz" chegada, para os agentes do caos, do Coronavírus, gerador de uma providencial pandemia. Nossos "socinistas" (1) perdedores assumiram, agora sem qualquer pudor, o que só era dito nas entranhas dos bastidores das conspirações, o discurso e a prática do "quanto pior, melhor" para viabilizar a tirada de Bolsonaro da presidência aplicando um golpe "legal" à la Van Dame ou Bruce Lee.

Não importa se Bolsonaro pretende ou não se candidatar à reeleição. Desde o primeiro dia de mandato isto passou a ser irrelevante e, pior, improvável, não por ele, mas porque todos os socinistas, os de carteirinha, os de ocasião, e os oportunistas, vão fazer de absolutamente TUDO para que isto não aconteça. Torço para que os crédulos liberais e/ou conservadores, que acreditavam nas boas intenções do "lobo", tenham entendido claramente o recado de Gabeira (2) antes que sejam devidamente sodomizados. O que está nas linhas e entrelinhas da confissão feita por ele, é o processo que os adeptos da "nova ordem social", da destruição da família, da implantação de uma libertinagem sexual, dos incentivos ao aumento dos preconceitos de todas as espécies pelo sistema de cotas em lugar do mérito, dos coletivismos à base da proposta marxista de "de cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades", chegando até o globalismo estatizante, conceitos agora praticados de maneira escancarada.

Não há, portanto, qualquer chance de diálogo. De negociação. De exercício da democracia. Entendam todos que Ciro Gomes vai continuar a defender seu direito de ser capacho do "bandido de nove dedos"; a amante vai continuar cuspindo asneiras petistas; José Dirceu não vai desistir de "tomar o poder com ou sem eleição(3); o PSOL vai impetrar novos recursos no STF contra qualquer coisa que Presidente propuser, fizer ou disser; os ministros "Supremacistas ungidos" continuarão queimando, um a um, os principais artigos da Constituição mesmo que em evidente contradição a outras decisões da "corte" desde que sirvam a seus propósitos inconfessos, além de insistir em impedir o Presidente de governar; o presidente do monopólio OAB se manterá longe dos filiados compulsórios e fiel a seus amigos esquerdistas; os sindicatos, minguados de verba, farão passeatas antifascistas com meia dúzia de pobres coitados sem direito a sanduíche; os grandes veículos de comunicação, famintos das verbas federais, beirando a falência e perda de concessão, cada dia mais intensamente, manipularão fatos, torcerão palavras, sempre na intenção de servir às intenções da Sociedade dos Perdedores Unidos (SPU); os "antas", em muitas notas de 3 linhas, vão manter sua direção sem rumo mas com conexão firme a mamatas de 8 milhões; o ex-condenado e ex-presidiário, fará discursos à distância (quero ver sair às ruas) enaltecendo mortos, fingindo honestidade sempre na maior cara-de-pau; o Senado vai dar um jeito de descartar os 2,6 milhões de assinaturas para o impeachment de Moraes; Arthur vai tocar na lira uma sonata para boi dormir enquanto espera o momento adequado para servir de instrumento golpista; governadores afeitos a uma ditadurazinha, insatisfeitos com apenas 4 mil óbitos por dia, praticarão mais e mais lockdowns para inflar os números e justificar o genocídio sempre atribuído a Bolsonaro; Agripino vai arriar as calças apertadas para os esquerdóides se isso for satisfazer sua personalidade neuro-psicótica; políticos de todo o espectro votarão, como sempre, tentando identificar qual deve ser a opinião a adotar que aumente suas chances de se manter no poder; petistas como Maria do Rosário, Gleise Hoffmann e Rui Falcão serão contra tudo o que for posto a votação na câmara; enquanto Jackes Wagner e Humberto Costa farão o mesmo no Senado; Mandetta manterá sua cara de paisagem para as consequências de sua criminosa determinação de "fique em casa"; Moro, o traidor mau-caráter, se manterá calado debaixo das saias de Mônica, escondido das intenções de Gilmar, até conseguir se candidatar a alguma coisa por qualquer partido; Hulk vai meter seu grande nariz onde não for chamado, até se ver abandonado pelos "amigos" na ilha de Caras ou nas praias do Caribe;  João Amoêdo, presidente do, agora, "partido velhaco", vai continuar publicando posts nas redes sociais sempre com o slogan "impeachment já", desapontando idiotas, como eu, que acreditaram no Novo; cartas, manifestos, notas radicais críticas a qualquer proposição dos ministérios serão divulgadas com estardalhaço pela "intelligentsia", enquanto, paralelamente, farão total silêncio para as realizações positivas do governo; muitas máscaras liberais cairão revelando empresários saudosos das benesses subsidiadas de um BNDES ou de um Estado corrupto onde "aplicar" um contrato cheio de vícios; o grupo Globo, enquanto a direção cuida de derrubar o Presidente antes da renovação de sua concessão, estimula seu jornalismo, através de suas Mirian's, Maju', Guga's e Willian's, a distorcer notícias, não divulgar ações do governo e manifestações pró Bolsonaro, tripudiar do sofrimento de trabalhadores informais, todos de quarentena gourmet no alto de seus apartamentos na zona sul; sociedades médicas se manterão dissociadas dos cidadãos, se recusando a reconhecer os tratamentos preventivos e precoces; catedráticos das universidades federais continuarão a estimular a libertinagem em todos os campi; professores irresponsáveis continuarão doutrinando nossas crianças na ideologia de gênero e promovendo práticas sexuais desde o maternal, alheios à vontade dos pais e de orientações em contrário determinadas pelo MEC; servidores públicos continuarão fingindo que o país não é com eles enquanto seus gordos salários estiverem sendo creditados todo final de mês; integrantes de guardas civis e até mesmo de policiais militares, impedirão trabalhadores de ganhar seu sustento, preferencialmente usando força bruta; cidadãos do mal esconderão vacinas, fingirão aplicar ou aplicarão um líquido inócuo, mas farão de tudo para minar a imunização da população; muitos outros encastelados no poder ou desejosos de a ele voltar ou integrar, farão coisas abjetas em nome da "democracia socinista", mas uma coisa ficará cada vez mais difícil para todos eles: andar na rua. Este é "O Processo". Um conjunto de ações intencionais, irracionais, insanas, incoerentes, às vezes ilegais, por muitas vezes mentirosas, realizadas por uma minoria da sociedade que não aceita um verdadeiro regime democrático, e não aceitará pacificamente não voltar ao poder. Para tal intento, usam de técnicas sofisticadas de manipulação (5) de nossas mentes que, resumidamente, podemos rotular de "negar, negar, negar e atacar".

Enquanto isso, Bolsonaro vai continuar respeitando a Constituição, defendendo a democracia, lutando para acabar com as arbitrariedades de governadores e prefeitos; continuará sendo acusado de fascista, genocida, negacionista, de ser louco e do que mais puder ser inventado para jogar toda e qualquer instituição contra ele; continuará a ser saudado pela população enquanto visita cidades, passeia pelas ruas, cumprimenta eleitor, sempre bem recebido por milhares e milhares da parcela da sociedade que rejeita, por princípio moral, todo este "processo". Ele continuará a falar e discursar a seus apoiadores sempre que possível; e mostrará sua revolta, muitas das vezes de modo tosco ou chulo. Mas nunca deixando de ser franco e de estampar a hipocrisia dos desesperados.

Preste atenção às mensagens explícitas e subliminares a que você está exposto o tempo todo. Conscientize-se de que estamos cercados. Este é "O Processo". Entenda-o e mexa-se. Não há como debater, conversar, discutir, argumentar. Aceite o caráter doentio de "O Processo". Só os cidadãos unidos em manifestações públicas, clamando pela causa da subordinação de todas as instâncias do poder à Constituição e às demais Leis, será possível impedir que o atraso e a ditadura dos "Supremacistas Ungidos" venha a ser instaurada em algum momento entre hoje e a eleição de 2022.

 Porque, se for isso que nos derrotará, então a culpa terá sido toda e somente nossa.(4) 

E nos envergonharemos por não termos lutado.


 (1) Termo que proponho para unir os irmãos siameses: socialistas e comunistas.

 (2) Ver artigo de Gabeira em O Globo em 5/4/21

  (3) Declaração de José Dirceu:


(4)
 Adaptação para o presente de uma fala do personagem Hank Rearden, no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand, uma obra sensacional de 1.200 páginas, escrita em 1957 e mais premonitória que 1984 ou Admirável Mundo Novo!!!

(5) Para os que têm interesse em saber mais sobre "manipulação" e outras questões impostas pela esquerdopatia reinante, indico "Várias Faces da Ordem Mundial", da Vide Editorial. Comprei através da livraria da Bárbara, Canal Te Atualizei.


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segunda-feira, abril 05, 2021

INTRODUÇÃO AO NÃO DEBATE

 

Sabe, acho que não consigo acreditar nisso tudo que está acontecendo agora.

Sei que está acontecendo para valer, mas não acredito.

Fico achando que a loucura é o estado em que a pessoa não sabe o que é real e o que não é. Bem, o que é real agora é uma loucura, e, se eu aceitá-lo como real, perco o juízo, não é?”


Edie Willers, personagem de Ayn Rand (*)

 

Em uma madrugada, provavelmente, de 1966, eu, com 17 anos, e dois amigos, sentados no interior do Aero Willis de meu pai, estacionado na garagem de casa, discordamos até o amanhecer sobre as “verdades” de nossas crenças e também sobre a falta de algumas delas. Considero aquela a última grande discussão sobre “visões” de mundo e de vida em que tenha  me envolvido desde então, pois as poucas que ainda ocorreram foram insignificantes comparadas àquela, pois a partir dali incorporei como princípio imutável que ninguém convence ninguém do que quer que seja quando está em pauta um conflito de visões fundamentais, em especial, religião, política e futebol.

Aceitar a opinião de outro só é possível quando ela corrobora, comprova a minha “verdade”, ou quando ela não me pressiona a encarar eventuais contradições ou hipocrisias que ela possa conter. Concordar com uma visão contrária à minha, até então, é violar minha integridade moral, pois me obriga a abandonar uma convicção extraída das conclusões tiradas dos eventos e circunstâncias da minha vida até ali. Não é possível alguém se deixar convencer, portanto, porque essa admissão implicaria, necessariamente, a admissão de minha ignorância, ou credulidade, ou burrice, frente, normalmente, a uma plateia que me julgará negativamente dali em diante. Basicamente o erro crasso em um debate sobre visões divergentes, é o risco altíssimo de, em um ambiente sem privacidade, sem sigilo, sermos expostos ao ridículo, à vergonha, à chacota. Em tais circunstâncias elevamos a voz, usamos termos chulos e agressivos, nos retiramos tempestivamente do ambiente, ou, no extremo do desespero em manter nossa integridade, partimos para a agressão física. Discutir visões, definitivamente não é uma boa ideia.

Mas as pessoas mudam de opinião, reveem premissas, conceitos, conclusões, todos nós sabemos. Exemplos pipocam à nossa volta o tempo todo, até mesmo em depoimentos públicos de celebridades da vida artística, intelectual e política. Então, por que e quando mudam?

A reação à aceitação de uma opinião não é pela opinião em si, mas pelo contexto em que ela é proposta. Quando assisto uma entrevista ou crônica em um canal digital, por exemplo, e me é apresentada uma visão diferente e eu percebo nela uma visão melhor, ou mais realista, ou mais prática, ou mais óbvia, daquela que sustento, e por mais oposta que seja, estou em uma circunstância em que o diálogo, o debate, a discussão, se estabelece de meu eu comigo mesmo. Esta é a diferença. Não estou sob olhares julgadores, não estou sob a ameaça de ter minha visão achincalhada, posso simplesmente dizer a mim mesmo “é, isso me parece mais coerente, esse a quem assisto me mostrou um lado que ainda não havia percebido”, e ISSO faz toda a diferença. Numa outra perspectiva, temos a fala de um pai que tem que ser combatida, seja  em razão do conflito de gerações, seja porque não “posso dar mole pra esse cara”, enquanto na sala de aula, onde o professor é o Mestre, uma “autoridade” que disserta, sem exigir o confronto, é muito mais fácil nos tornarmos “esponjas” para qualquer proposição, principalmente quando sabe-se que vale ponto na avaliação final.

Uma amiga, funcionária graduada de uma universidade federal, me conta que em conversa com um dos professores, revelou-lhe que fugia de qualquer discussão com simpatizantes do pensamento à esquerda do espectro político, pela impossibilidade de uma conversa construtiva. Em resposta, este professor reagiu com certa indignação dizendo que era “nossa” obrigação (os liberais, conservadores), não se eximir de tais embates sob pena de os deixarmos mais convictos de suas “insanidades”. Me causou feliz surpresa saber que ainda existem funcionários e professores em nossas universidades que não foram atingidos pela pandemia das “verdades” dos defensores da “nova ordem mundial” e que se enchem de pensamentos preventivos e certezas “sem comprovação científica”. Eu lhes dedico meu mais profundo respeito, mas estou com minha amiga e não abro. Ninguém, portanto, convence ninguém, pois a única possibilidade é o autoconvencimento.

Todo esse papo é uma introdução, uma preparação para a próxima postagem quando vou mostrar a guerra em que estamos metidos e, portanto, a inutilidade de perdermos tempo e energia imaginando que os “hipócritas ungidos”, ou os loucos, ou os déspotas, ou os negacionistas, um dia se disporão a uma conversa, a uma troca de ideias. Não o farão, porque negar e atacar, não importa o que, é vital para a tomada do poder, sua única possibilidade de sobrevivência.

  

(*) Reflexão extraída do romance “A Revolta de Atlas”, pág. 593.

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