sexta-feira, junho 24, 2022

A PSICOPATIA VISTA POR OLAVO DE CARVALHO

Encontrei em meu baú de guardados um artigo de Olavo de Carvalho publicado em 5 de novembro de 2013 em seu blog "Mídia Sem Máscara". O texto foi uma resposta a acusações que ele recebera de 2 jornalistas. O título "Psicopatas" deixa claro o que ele pensava sobre seus detratores. Por considerar oportuno dado o que diariamente ouvimos e vemos das falas e ações de alguns personagens da vida pública atual, é que reproduzo aqui um extrato do que o professor pensava, contendo o que imagino ser de valor para qualquer pessoa que queira entender a personalidade dos atores da encenação política  e que, em suas sinas de preservação do phoder, tratam o povo como marionetes em suas mãos para se portarem de modo à satisfação de seus interesses.

Disse Olavo:


"Todo psicopata é, por definição, psicologicamente invencível. Por mais que você lhe mostre seus erros e prove os seus crimes, ele continuará não só proclamando inocência, mas cantando vitória.

O psicopata não sente culpa, não sabe o que é o arrependimento interior, mas foge da vergonha exterior com uma obstinação inflexível, defendendo com a ferocidade de mil leões o único patrimônio moral que possui: o amor próprio. Aquele mesmo amor próprio que o cristão destrói sistematicamente todos os dias ao confessar seus pecados num tribunal interior (...). Mesmo pego em flagrante, exibida ante os olhos do mundo a prova do seu crime, ele jamais admitirá: “Pequei, necessito do perdão.” Ele jamais sofrerá interiormente por ter feito o mal, por ter prejudicado um inocente, por ter lesado um irmão, por ter arruinado um amigo ou atacado covardemente um inimigo pelas costas. Em vez disso, produzirá do nada os mais extraordinários subterfúgios e racionalizações, (...) para não dar o braço a torcer. Nenhuma lágrima de arrependimento correrá sobre a sua face, nenhum sincero pedido de perdão brotará da sua boca.

Essa é a reação normal de um ser humano, mesmo sem fé religiosa. A religião pode aprimorar a consciência moral, mas só quando esta existe antes disso.

(Os psicopatas) não têm sentimentos morais, mas percebem os dos outros e sabem manipulá-los em vantagem própria. Isso acontece porque, diante de situações que normalmente deveriam tocar os seus corações, (...) com a maior facilidade, eles dissolvem a percepção moral alheia numa pasta confusa de subterfúgios verbais que bloqueiam a certeza intuitiva e a substituem por dúvidas e desconversas  desesperadoramente artificiosas.

Ver os seus sentimentos morais mais pessoais e autênticos ser remexidos, contestados, esfarelados com as artes de uma lógica infernal é, para a quase totalidade das pessoas, uma experiência atemorizante. Daí que, se não conseguem evitar a companhia dos psicopatas mediante uma precaução instintiva, podem acabar cedendo e se submetendo ao domínio da mente mais agressiva, mais veloz, mais maliciosa e mais hábil.

Se identifico no meu interlocutor algo de mais grave, não uma simples doença mental, uma neurose ou psicose, e sim uma psicopatia em sentido estrito, é preciso algo mais do que interromper um debate. É preciso advertir à plateia de que estamos todos na presença de um criminoso."

 

sexta-feira, junho 17, 2022

UM OÁSIS NO BRASIL


Há esperança para os brasileiros se a maioria de nós chegar ao Oásis BP e saciar a sede de liberdade bebendo de suas águas.

Existem na nuvem das redes sociais inúmeros guerreiros da resistência aos insanos ataques de lideranças socinistas – e seus inocentes úteis militantes - contra os valores da civilização ocidental construídos ao longo de milênios, com o único objetivo de destruí-los por completo. Não são poucos como alguns pensam[1], mas sim muitos e que se mantêm no anonimato.

Entre estes muitos guerreiros que bradam diariamente nas redes sociais as bandeiras da lucidez, da defesa das liberdades individuais, da integridade/honestidade intelectual, há os que ainda precisam resistir às ações absurdamente inconstitucionais realizadas por ministros do STF, ou respaldados por eles, tais como censura da palavra, cancelamentos, exclusão de canais, desmonetização, arresto de receitas e impedimento do exercício profissional, a ponto de alguns ter que se asilar em outro país por serem perseguidos políticos.

Mas há um oásis onde podemos encontrar e beber de uma água inodora, incolor, livre de impurezas e excelente tônico para a manutenção da saúde cognitiva. Para os brasileiros que viajam por nossas atuais estradas da mente repletas de estupradores da razão, assaltantes de coerência, criminosos intelectuais de toda espécie, é essencial, não só uma parada, mas uma longa estadia à beira do oásis chamado Brasil Paralelo.

A Brasil Paralelo [2] é uma empresa de comunicação criada por jovens que têm o sonho de contribuir para um Brasil próspero e inclusivo. Não proclama o vitimismo, combate a desinformação com mais informação, mais fontes de referência, mais diversidade e menos mimimi. De todos os conteúdos que você lá encontra, não há um que seja irrelevante para o aprimoramento do entendimento do que realmente está por trás dos fatos que presenciamos diariamente no Brasil.

Esta postagem foi estimulada por 4 vídeos que você deveria assistir. Você pode começar por qualquer um deles, o importante é a complementaridade que você vai perceber e pela síntese que vai extrair sobre a realidade do que ocorre, principalmente, nos diversos setores da cultura disseminadores de valores morais.


O Programa Conversa Paralela entrevistou os irmãos André Alba e Gabriel Spider, dois youtubers que vão contar fatos aterrorizantes sobre o que está acontecendo, especialmente, entre as HQs, os Animes e as reconfigurações da personalidade dos heróis que povoaram nosso imaginário que estão sendo realizadas em filmes clássicos  até mesmo pela Disney em “obediência” à esquerdopatia da ideologia de gênero.


Na seção “Originais BP” você encontra a séria “A Sétima Arte”, uma séria de 7 documentários sobre a história e a influência do cinema na cultura ocidental. Aconselho, em especial, o 3º episódio, “O Parasita”, não há problema em começar por ele. 





Na mesma seção, assista “A Face Oculta do Feminismo” e compreenda muito do que está por trás do movimento e suas reais intenções.


E na seção “Insight”, assista “As Ideias Governam o Mundo?”. A resposta talvez seja: depende de quem governa as ideias que, com o uso dos modernos recursos tecnológicos, a cada dia manipulam mais facilmente o que nós, quando espectadores passivos, somos manipulados quanto ao que pensar, opinar e fazer.

  

É isso. Não se deixe marionetar tão facilmente. Resista. Venha para o oásis BP e se integre à resistência.

P.S.: Não tenho nenhum intere$$e na BP, mas todo o interesse em ajudar os que me cercam e me são caros a permanecerem mentalmente sãos e ter certeza de que não estão loucos nem vendo fantasmas.

  

[1] Conheça alguns dos Estoicos da Resistência à Corrupção da Inteligência, na lista aqui ao lado

[2] Se você ainda não é assinante, assine, serão os 10 reais mensais mais bem gastos que você pode fazer. É um preço muito baixo para você se manter na resistência e não se deixar levar por mentiras, narrativas e inversão de valores.


segunda-feira, maio 09, 2022

RUPTURA INEXORÁVEL


A inesperada vitória de Bolsonaro foi um grito de independência de parcela de brasileiros em reação ao domínio político-cultural de 16 anos comandado pelo lulismo e sustentado pelas práticas marxistas e gramscistas dos petistas úteis por 20 anos infiltrados na máquina estatal. Foi uma ruptura na certeza de vitória de quem, já se imaginando no podium com a mão na taça e tomando banho de champanhe, se viu ultrapassado e derrotado pelo concorrente mal avaliado. Como isto pôde acontecer!? se perguntaram. Na busca de explicações, espiaram erros e desatenções, mas não abdicaram da soberba de quem tem “a” verdade, afinal eles têm certeza de serem melhores, superiores, de serem os bons e magnânimos apesar de seus malfeitos que se justificam pelos fins utópicos prometidos (e nunca entregues). O direito de roubar e assaltar os cofres da Nação (melhor dizer, o bolso de toda a população) é a recompensa pelo altruísmo do sacrifício que julgam realizar em nome do “povo”.

 

O que se viu, e se vê, desde a posse de Jair Bolsonaro na presidência da República até hoje, é uma sequência de atos coerentes com suas propostas de campanha e obediência ao compromisso maior assumido com seus eleitores de banir do poder todos os agentes do socinismo[1] e de fechar todas as torneiras que alimentavam seus apoiadores desde que atendidos em seus interesses financeiros. Irmanados pela perda das benesses de um Estado leviatã, formam, hoje, a massa dos “perdedores”.

 

Nestes 40 meses, os “perdedores” de boquinhas estatais (sem descartar os que temem perdê-las) se uniram em defesa de suas vidas pífias e/ou corruptas. Para tal adotaram diversas estratégias, entre elas: acusar o Presidente de qualquer coisa sem necessidade de conexão com fatos; ser contra qualquer coisa que ele fale ou seu governo faça; fazer acusações indiscriminadas a qualquer pessoa que não se alinhe em suas fileiras histéricas; praticar o duplipensar sempre que suas “verdades” não forem convenientes para os interesses imediatos (p. ex.: se proclamar democrata e praticar a repressão à liberdade de expressão[2]; acusar de tirano que age em absoluto respeito à Constituição; etc).

 

Nestes 40 meses, eles fizeram várias tentativas. Iniciaram com acusações diversas a Bolsonaro e, por tabela, a todos os estoicos[3]. Primeiro o chamaram de “autoritário”, “fascista” e “nazista”[4]. Não pegou. Com a pandemia aproveitaram para acusa-lo de “genocida”. Não pegou. Ingressaram com pedidos de impeachment alegando motivos rasteiros. Não pegou. Criaram uma CPI para arranjar alguma coisa que o comprometesse, mas escondendo os desvios dos recursos enviados pelo governo federal para estados e municípios. Não pegou contra ele, mas desviou o foco das atenções para longe de governadores e prefeitos. Criaram um inquérito (sem fim, mas “do fim do mundo”[5]) construído sobre ilegalidades e arbitrariedades para tentar calar (com cancelamento, prisão e desmonetização) a divulgação de “inconvenient news” e “ataques” à democracia ou atos antidemocráticos sem nunca especificar tais “atos”[6]. São ações em curso, mas ainda sem dar o resultado desejado. Na possibilidade cada dia mais real de Bolsonaro se reeleger, e como preparativo para um “plano B”, “convidaram” institutos de pesquisa para fazer aferições periódicas para “informar” os eleitores quem é o candidato que lidera a opinião pública (ou do “consórcio”, é a mesma coisa) e, paralelamente, criminalizaram qualquer questionamento à vulnerabilidade das urnas eletrônicas inclusive com ação de interferência de ministros do supremo em processos dentro do legislativo sobre o tema. Não bastando, o TSE tornou sigiloso o documento que aponta falhas e sugere medidas protetivas elaborado pelas Forças Armadas. Para saber o resultado vamos ter que esperar mais alguns meses. No momento tem ministro no STF procurando “pelo em ovo” para impedir que Bolsonaro se candidate. Imaginaram fazer isso alegando que a motociata seria campanha antes do prazo, mas aí o Lula fez a besteira de chamar a Daniela para um showmício onde ela fez a besteira de fazer campanha pró Lula antes do prazo. Foi mal!

 

Tem muito mais, apenas citei alguns fatos para evidenciar o processo dos perdedores. Mas existe uma outra estratégia como pano de fundo, qual seja a de divulgar a narrativa de que Bolsonaro está armando um golpe (Atenção: fazer de tudo para derrubá-lo não é golpe!!!). A primeira ação tática desta estratégia foi o STF impedindo o Presidente de exercer seu direito constitucional de designar o Diretor da Polícia Federal[7]. A esperança era (e continua a ser) de que tal ação provocaria uma reação drástica e explosiva do Presidente que seria tratada como tentativa de golpe. Esta esperança de reação continua a ser alimentada com o perdão dado por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira que está permitindo ao (na verdade, estimulando o) Xerife Mor da Nação a esticar mais a corda para ver se Bolsonaro cai na armadilha.

 

A mais nova (mas sendo esquentada em banho-maria desde a fala de Gilmar Mendes em Lisboa em 2021) é a da mudança do sistema de governo para um negócio não explicado que chamam de semipresidencialismo[8]. A “ideia” ganhou nos últimos dias a adesão inconteste de Rodrigo Padilha, o protetor das imoralidades e ilegalidades que alguns ministros do Supremo cometem dia sim e outro também. Qual é a jogada? Não há como derrotar Bolsonaro? Simples, a gente deixa ele se eleger como um “semi” presidente, um Rei Bobo da Corte, corte essa que será, evidentemente, ocupada pelos praticantes do phoder financiados pelos banqueiros tupiniquins e metacapitalistas da Nova Ordem Social.

 

Creio que você já pode notar que as táticas são muitas e veem de muitas frentes e fontes, não só do judiciário ou da “pequena grande” mídia em “consórcio”. As big techs estão sendo estimuladas a entrar no jogo com a promessa de terem seus mercados e ganhos preservados se colaborarem com movimento pró-perdedores. Cancelamentos, desmonetizações e até mesmo o extremo de banir da plataforma ativistas estoicos, impedindo-os de exercer o direito incontestável de trabalhar e obter sustento.

 

Depois da 1ª ruptura realizada pela eleição de Bolsonaro quebrando a hegemonia do pensamento marxista no centro do poder e trazendo o país de volta ao caminho da livre iniciativa e da defesa dos valores duramente conquistados pela civilização ocidental, estamos em uma escalada inexorável para a 2ª ruptura. Não vejo qualquer alternativa: ou Bolsonaro chega ao pleito de 2022 soterrando todas as tentativas de derrubá-lo (o que exigirá rupturas para chegar lá), ou a tirania "informal" das instituições corrompidas assumirão definitivamente o poder que, do mesmo modo, só será conquistado com rupturas no processo.

 

Evandro Pontes, jurista, em entrevista a Ana Paula Henkel, foi incisivo ao afirmar que “O golpe já foi dado. Tudo o que decorrer dele é mera consequência de um golpe (...). Já estamos na marcha da história para recobrar o sistema que já foi rompido por iniciativa clara e descabida do STF (...)”.

 

Desde que identifiquei algumas características da nova era digitrônica, chamo atenção para o fato de o modelo que praticamos até aqui de exercício da democracia estar desassociado das novas formas e meios de propagação da informação e do conhecimento. O professor Alex Fiúza de Mello[9] disse em entrevista ao jornalista Tito Barata[10]“O modelo político brasileiro é um modelo fracassado”[11]. A relação de poder da elite oligárquica com a massa de cidadãos manipulados em favor de seus intere$$e$ deixou de ser intermediada pelo poder centralizado dos órgãos de impren$a, a chamada Grande Mídia. A oligarquia dominante até 2018 foi defenestrada do poder porque não percebeu que não há mais possibilidade de intermediação controlada, engessada, pasteurizada. Cada cidadão se comunica diretamente com o poder e, enquanto existir resistência teremos à disposição uma tecnologia que nos faz cidadãos mais livres, manifestando opinião livre, aberta, enfática, determinada, sem máscara e sem mordaça. Para os “perdedores” isto é inaceitável!!! Volto ao professor Alex se referindo ao Presidente: “O Bolsonaro tem condição de denunciar a lama que é o Brasil”, mas o próprio professor entende que isto colocaria em risco sua reeleição que é o desejo do Presidente.

 

Enquanto o dia do voto se aproxima, a espiral evolui. As Forças Armadas, até então quietas, parecem não estar gostando da atuação de alguns representantes de instituições relevantes no processo eleitoral. No Valor Econômico (órgão do “consórcio”) encontramos duas notícias: a primeira de que “Ministros do STF sinalizam ao Planalto insatisfação com Moraes” (Será o fim do corporativismo na Suprema Corte e o início do “cada um por si”?); a segunda de que “Ministro da Defesa se reúne com Bolsonaro e comandantes das FFAA” (pouco depois instou o TSE a divulgar as sugestões das FFAA).  Como cereja deste bolo, o próprio Presidente afirmou em sua live que “as FFAA não terão papel de espectador nas eleições”.

 

De ambos os lados, todos de mãos dadas. Ninguém larga da mão de ninguém!!! Nem um passo atrás, pois o orgulho, os interesses, os desejos confessos e inconfessos, os ditos que não podem ser desditos, os feitos que não podem ser desfeitos, obrigam  todos a caminhar para seus destinos inexoráveis.

 

É aguardar para a espiral atingir seu ápice.

 

 P.S.: Alguns dias depois tomei conhecimento do vídeo a seguir.





[1] Socinismo é a expressão que uso para rotular o conjunto das ideias e ações do comunismo e do socialismo.

[2] Se você puder ter acesso não deixe de ler o artigo de J. R. Guzzo na revista Oeste de 6/5/22, “Os inimigos da palavra livre”. Cito este trecho que tem relação com o duplipensar a que me refiro. Diz Guzzo em relação ao uso do termo “desinformação” pela elite iluminada: “Ela serve a um duplo propósito. É um traço de união, ou palavra de ordem para a campanha, entre os adversários da candidatura do presidente da República. É, também, o pé de cabra mais utilizado para se arrombar a porta que protege a liberdade de expressão”. E tendo acesso à Oeste, leia também o artigo de Augusto Nunes, "A Constituição Estuprada".

[3] Como Fiúza, também não concordo com a rotulagem de direita e esquerda. Entretanto, diferente dele, acho obrigatório que se tenha alguma rotulagem para que se possa separar dois espectros do pensamento quando, principalmente, se tem apenas o espaço de um artigo, ou até menos, para se apresentar uma opinião. Neste sentido é que prefiro utilizar os termos “estoico” (em substituição aos que se identificam com  democracia, capitalismo, liberalismo e conservadorismo) e “vitimista” (em substituição aos que se identificam com o comunismo, socialismo, ditadura do proletariados etc.)

[4] Relembro um fato que já contei em outro artigo. Depois de ouvir de um “vitimista” a acusação feita com ênfase de Bolsonaro ser um “autoritário”, fiz a pergunta simples e óbvia: cite um ato autoritário que ele tenha praticado? A resposta, depois de segundos de silêncio, veio enfática: “Não vou lhe responder. Não vou lhe responder.”

[5] Rótulo dado ao inquérito pelo recém aposentado ministro Celso de Mello.

[6] Como vítimas deste inquérito estão, entre outros: Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Allan dos Santos, Bárbara, e Oswaldo Eustáquio.

[7] Naquele momento fui crítico à decisão de Bolsonaro de recuar, influenciado pelos que estavam à sua volta. Hoje entendo que poderia ensejar uma reação dos perdedores que teriam “justificativas” para ataca-lo.

[8] O termo é o que se pode chamar de “criação criativa” dado que não podem chamar de parlamentarismo, pois este, além de já ter sido rejeitado em plebiscito, seria de difícil ingestão pela população mais informada de hoje.

[9] Professor Titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP), com Pós-doutorado em Paris (EHESS) e em Madrid (Cátedra UNESCO/Universidade Politécnica). Reitor da UFPA (2001-2009), membro do Conselho Nacional de Educação (2004-2008) e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (2011-2018). 

[10] Assista a entrevista completa neste link: https://www.youtube.com/watch?v=P25wFOqCgXc

[11] A esta declaração faço apenas uma ressalva. Não se trata do “modelo político brasileiro” de democracia, mas sim do modelo de democracia, não importa de que país.




quinta-feira, abril 21, 2022

O MUNDO EM QUE VIVEMOS

[1]

“A impressão que se tem, pelos fatos ocorridos em público até agora, é que o STF dará, sim, um golpe de Estado para impedir um segundo mandato de Bolsonaro — caso chegue à conclusão que pode dar esse golpe, ou seja, se tiver certeza de que todo mundo vai baixar a cabeça se os ministros virarem a mesa.”

 J. R. Guzzo, em “Estão Querendo Virar a Mesa”, revista Oeste de 15/4/22


Há quase um ano, as pessoas mais próximas a mim, me ouvem dizer que não chegaremos às eleições deste ano percorrendo um caminho normal. Guzzo, no artigo citado, fazendo um paralelo entre os desejos dos perdedores de 2018 quanto a Bolsonaro e o que se propagava quanto à candidatura de Getúlio a Presidente em 1950, lembra a fala de Carlos Lacerda: “Não pode ser candidato. Se for candidato, não pode ser eleito. Se for eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”. Este é o retrato de nossa fragilíssima “democracia”.

De minha parte, em relação a Bolsonaro nestes pouco mais de 3 anos, dá para fazer uma inversão, pois impedido de governar ele já o foi desde o primeiro dia. Se alguém imagina impedi-lo de tomar posse se eleito, não está em juízo perfeito, não tem o menor compromisso com as consequências para o país, é o mínimo a se dizer. Candidato ele o será se nada lhe obstar. Portanto, só restam a seus oponentes duas alternativas: não deixar que seja candidato ou fraudar a contagem dos votos se as pesquisas prognosticarem sua vitória.

Qual o nível de certeza que tenho sobre esta “previsão”? Cem por cento! Justifico.

Desde a primeira atitude de Alexandre de Moraes[2] contra a Constituição Brasileira, eu me pergunto: o que motiva um juiz da Suprema Corte a agir contra a Nação sem qualquer receio de ter suas decisões revidadas, invalidadas, ou minimamente questionadas por instituições que se proclamam defensores da Lei? Uma primeira resposta é atribuir a alguma pressão externa não revelada. Através de ameaças à sua vida e/ou de seus familiares[3] (algo do tipo faça o que estamos lhe mandando ou...!), tal ação teria sequestrado a capacidade de agir e de julgar do referido Ministro. Para quem desconsiderar tal hipótese faço uma proposição. Tente se imaginar estando em uma posição de poder qualquer (não precisa ser no âmbito de funções da justiça) e se pergunte: que razões o fariam agir contra suas convicções morais e contra seus mais caros valores? Que forte razão seria esta que lhe faria capaz de enfrentar o desprezo provável de sua esposa/marido, seus filhos, seus amigos sem entrar em profunda vergonha? Se não viu, veja os vídeos que mostram as opiniões de Moraes no passado e no presente sobre liberdade de expressão. Tem alguma coisa muito estranha na transição de um momento para outro! Será só desvio de caráter? Oportunismo? É só uma pergunta.


Ok, vamos ignorar isso e buscar outra fonte de razões e para tanto vou recorrer a Geraldo Alckmin, o “Picolé de Chuchu” transmutado em “Pimentão Murcho Vermelho de Vergonha”. O que você acha que sustenta o novo “Geraldo Alquimista Amoral”? Você consegue imaginar o que o faz se tornar um “Lambe-9Fingers”, jogar no esgoto suas relações mais preciosas, sua carreira política, mesmo que ela tenha sido pautada por atos escusos, não republicanos, corrupção etc.? Eu não consigo. Tem algo muito, muito forte, eu diria até dramático, por trás do que ele optou por se tornar. Veja os dois vídeos de ex-Alckmim, o "antes" e o "depois", caso precise refrescar a memória. 

 

Prosseguindo. Vamos dar uma olhada na parcela silenciosa dos perdedores. O que estará fundamentando o silêncio em relação às arbitrariedades do STF, instituições  como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa, a própria imprensa em sua quase totalidade, a silenciosa covardia subserviente da câmara dos deputados e do Senado, e muitas outras instituições? O que respalda rotular como fascista e antidemocrático um Presidente que fala e age vigorosamente em defesa das liberdades individuais e do total respeito à Constituição sem que tenha tomado qualquer atitude autoritária, mas tendo adversários que agem diuturnamente para o cerceamento das liberdades e aplaudem as arbitrariedades do STF, em público ataque aos princípios mais básicos da democracia? Quem são os que nos acusam do que eles fazem?[4]

Hoje tenho a convicção de que a tecnologia digitrônica capacitou cada cidadão do planeta Terra - independente de classe social, de nacionalidade e de nível de instrução - a expressar suas opiniões e formar imensos grupos em defesa de desejos e necessidades comuns, corrompendo de forma inesperada, rápida e drástica, a estrutura do modelo democrático e hipócrita sob o qual vivemos a partir da revolução industrial. O modelo “elite e povo” até então era explícito, claro: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A formulação “todo poder emana do povo e por ele será exercido” é a primeira e máxima hipócrita das constituições. Não só da nossa. Ninguém há de imaginar que lá constasse algo como “todo poder emana das elites e em seu nome será exercido para exploração e submissão do povo”. Mas esta é a incômoda realidade. O problema é quando o tal “povo” pode se manifestar com razoável força e, portanto, pode mandar. Mas quem deverá obedecer? Obviamente deveriam ser os mandatários do povo eleitos pelo voto. Eis a incômoda questão fundamental. Estamos, portanto, inseridos em um movimento de corrupção dos valores da civilização ocidental com uma força de destruição que nunca foi possível em nossa história.

A mão do leviatã estatal está queimando e o cheiro de carne tostada impregna os cérebros dos detentores do phoder. A dissonância cognitiva[5] nas mentes oligarcas, provocou uma ruptura de tal magnitude que os conceitos mais elementares têm seus significados invertidos. Quem fala em garantir a liberdade, manda prender quem o critica. Quem defende a democracia, ataca-a com decisões antidemocráticas. Quem fala em direitos individuais, agride, até fisicamente, quem dele discorda. Quem deveria se limitar a falar nos autos, discursa publicamente e no até no exterior, se proclamando do bem e agindo contra os do mal, você. Quem defende o respeito às Leis e à Constituição, é acusado de autoritário e fascista. Comunistas são do bem, holodomor[6] e holocausto são fake news da extrema direita, e prometem, se eleitos, um mundo como Pasárgada, onde Manuel Bandeira imaginou ser “um refúgio de delícias”. Como nada é sem significado e intenção, tudo é em nome do desespero pela perda do monopólio da informação e da boa e fácil agora antiga forma de manipulação das massas através dos convenientes serviços dos veículos servis de imprensa tradicionais.

Não nos iludamos, nem sejamos esperançosos quanto aos acontecimentos políticos dos próximos 6 a 9 meses. Será uma escalada tal qual a erupção de um vulcão: ela só terminará quando a energia que a sustenta tiver sido totalmente consumida. Há como impedi-la sem trauma? Não. Resta-nos resistir, pois toda escalada tem seu ápice seguido do inevitável declínio quando tudo se desgasta e quando a realidade faz caírem as máscaras das narrativas falaciosas. Então terá chegado o momento para forças contrárias ganharem suas batalhas. Por falar em batalhas, podemos ver tal processo como uma guerra. Elas não terminam com a aniquilação total dos inimigos, elas terminam quando um dos lados levanta a bandeira branca em reconhecimento, não da força do inimigo, mas da fraqueza e desgaste de suas próprias forças frente à capacidade de resistência encontrada.

Assumindo a similaridade metafórica com uma guerra entre exércitos, um deles é formado pelos “vitimistas”, os vitimados pela perda das eleições de 2018. São todos os defenestrados do poder em consequência das decisões do Presidente tomadas em total observância às suas promessas de campanha. Identificá-los, portanto, é fácil. Para saber o que torna um “vitimista” raivoso que diz odiar Bolsonaro, basta identificar qual foi a teta que ele mamava e secou. De outro lado estão os “estoicos”, aqueles que em lugar de aceitar uma cota de “quentinhas” do socinista de plantão, preferem ir à luta, enfrentar as vicissitudes e ir atingir seus objetivos com seu próprio esforço e mérito.  Para identificá-los, basta descobrir sua fonte de renda, se é de um encosto em algum mecanismo (benesse) estatal ou se é da determinação e do trabalho.

Persistir em nossas convicções, ter a consciência de que respeitar e lutar pela admissão de que cada um de nós é único, que nossas diferenças têm que ser protegidas e garantidas, e que qualquer que seja a melhor solução política para o equilíbrio da vida em sociedade, a natureza humana tem que ser o sustentáculo para uma vida digna. Esta simples, mas decisiva postura é o passaporte para o ingresso neste exército de estoicos.

Abaixo, uma edição (o vídeo completo está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Pq-Hk32T7lE) feita por mim com recortes do vídeo, gravado no mesmo dia 20/abr/22, de Rodrigo Constantino tratando das mesmas questões deste artigo.

Eu não partilho da possibilidade que o jornalista J. R. Guzzo aventa de “que todo mundo vai baixar a cabeça” e dar salvo-conduto para um golpe dos perdedores. Mas isso só se eu e você nos mantivermos nas fileiras da resistência estoica. Só se ninguém reagir à condenação de Daniel Silveira feita hoje pelos 10[7] (Ameaçados? Raptados?) ministros do STF neste dia em que escrevo.

Fique esperto. Fique determinado. Erga sua voz. A servidão voluntária não é uma boa saída.

Encerrando deixo o depoimento do pastor luterano Martin Niemöller (1892–1984), na Alemanha nazista:

"Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista. Quando eles prenderam os socialdemocratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um socialdemocrata. Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista. Quando eles buscaram os judeus, eu fiquei em silêncio; eu não era um judeu. Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar."

 



[1] Quando estava no 2º ginasial, um professor que me deixou boas lembranças,  nos indicou para ler “O Mundo em que Vivemos”. Devia ter umas mil páginas, nunca o li, mas, na esperança de um dia o ler, o mantive comigo por uns 20 anos. Informação inútil, apenas dando vazão a uma saudade.

[2] Não só ele, Barroso, Fachin e Lewandovski são seus melhores seguidores.

[3] Lembro que rolou nas redes uma ligação de Moraes com o PCC. Ok, as agências de checagem dizem que é falso. De qualquer forma esse artigo aqui acrescenta algumas informações importantes sobre Moraes.

[4] Reportemo-nos aos recentes casos da agressora de Jundiaí a uma funcionária da HAVAN e à procuradora  do Maranhão esfaqueando um boneco representando Bolsonaro.

[5] Um pequeno exemplo desta “dissonância cognitiva” você pode ver aqui.

[6] Holodomor é como ficou conhecido o genocídio pela imposição da fome comandado por Stalin nos anos 1932 e 1933. Por coincidência vi há dois dias um bom filme (não lembro o título) na Netflix sobre a Rússia de Stalin, com Robert Duval no papel principal.

[7] Até André Mendonça, indicado por Bolsonaro, votou pela prisão de Daniel Silveira!!! 



terça-feira, abril 05, 2022

A INACEITÁVEL PERDA DE PODER ou A REAÇÃO DE UMA OLIGARQUIA DERROTADA

Oligarquia: regime onde o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas pertencentes a um mesmo partido, classe ou grupo.  

Cleptocracia: regime onde o poder é exercido por ladrões.

  

Todo grupo que se apodera do poder político é oligárquico e cleptocrático – em menor ou maior intensidade -, mas raramente podemos chamá-lo de "pequeno". As razões são muitas e não tenho capacidade/conhecimento para explorá-los e sintetizá-las todas, nem mesmo acho que interessaria ao Leitor tal digressão. Mas é básico perceber a realidade histórica de que todo poder governamental visa se perpetuar e se valer da apropriação indébita dos impostos para proveito dos oligarcas de primeira classe e de um contingente de privilegiados de segunda classe que recebem benesses para mantê-los na defesa e sustentação dos primeiros – são os conhecidos “inocentes úteis”. As oligarquias, portanto, se constituem obrigatoriamente de dois grupos oligárquicos  complementares, simbióticos, que vou rotular de "ativo" e "passivo", respectivamente. O grupo ativo é o que exerce o poder político conquistado através de discursos demagógico-utópicos de promessas para não serem cumpridas. O grupo passivo é o que sustenta o ativo, composto pelos integrantes do “establishment” – servidores públicos em todas as instâncias – que se beneficiam de privilégios a que a população não tem direito –, e por todas as pessoas físicas e jurídicas capacitadas a prestarem serviços ao governo, qualquer governo, e que não se importam com qual seja o pensamento político desde que elas se mantenham beneficiárias do destino dos recursos do Tesouro Nacional. A principal característica dos agentes passivos é sua flexibilidade e resiliência às circunstâncias, se adaptando ao modus operandi de quem detém o poder político. Mesmo servidores militantes mudam de lado rapidinho desde que tudo “permaneça como antes...” em seus holerites e “direitos adquiridos”.,  É do jogo! É um fato. Portanto, sem crítica.

Uma vez no poder, os oligarcas passam a reger tanto os destinos da nação, quanto os nossos destinos particulares, pois praticamente todos os governos republicanos do Brasil tiveram um pendor irresistível para o estatismo e a preservação dos privilégios com o chapéu dos contribuintes. Entre estes temos subsídios a setores da economia, contratos superfaturados, salários dobrados em relação à média de mercado acrescidos de penduricalhos a título de  "ajuda de custo", aposentadoria integral, direitos vitalícios etc.

E aqui chego ao busílis desta postagem: Bolsonaro que, uma vez eleito cumpriu e cumpre com promessas de campanha – as que não cumpriu é porque não deixaram – como a de mandar para a rua a oligarquia aboletada por mais de 20 anos no phoder, foi além e simplesmente ignorou as regras de até então, quebrou paradigmas, e rompeu com os oligarcas ativos, e parte dos passivos, de modo radical, mas não com todos os passivos, pois a maioria destes está no serviço público e serão necessários alguns anos para que o processo de substituição se concretize. Não sem razão, portanto, Bolsonaro vem apanhando, nestes mais de 39 meses de governo, de todos os atingidos: dos "Supremacistas Ungidos do Talibã Federal"; dos Sinoadores, comparsas protetores dos Iluministros e depostos de seus currais financeiros; da esquerda corrupta (caviar ou mortadela) sonhadora com uma boquinha no “sistema”; daqueles que se servem do público em lugar de servir o público; da mídia saudosa do gordo leite das tetas federais e minguando em audiência e relevância por conta da digitrônica;  de outros sanguessugas do Estado espalhados por todas os setores e regiões do país; et caterva. Que ninguém subestime, portanto, a quantidade de gente e instituições que “odeiam Bolsonaro”[1]!!!


Os princípios praticados pelo Presidente para acabar com a putaria generalizada, desencadeou reação e união inevitáveis dos defenestrados que “precisam destruir"[2] Bolsonaro. São muitos, cito apenas uns tantos para dar a dimensão do exército de vitimados perdedores: Marinhos, Frias, Moreira Sales, Marisas, Anittas, artistas carentes de Rouanet, integrantes da intelligentsia nacional infiltrados em todos os espaços da cultura, empresários assumidos corruptores processados pela Lava-Jato, políticos populistas que perderam o controle de verbas, "capitalistas" de meia tigela, na verdade rentistas de olho em inflação e juros altos, e, lamentavelmente, uma juventude submetida à lavagem cerebral com escovão feito de Marx e sabão Gramsciano, sem ter um bit de conhecimento do estrago feito ao país desde a hipócrita Constituição de 88 e muito menos do extermínio em massa que psicopatas como Lênin, Stalin, Mao e outros perpetraram em nome da imposição da "verdade" deles sobre a verdade de cada cidadão, corrompendo a integridade do indivíduo, principalmente, sobre os mais humildes e incultos. Enfim, todos os esquerdistas, pretensos esquerdistas, esquerdistas de oportunidade, de ocasião, todos bajuladores do maior corrupto do Brasil, condenado, descondenado e tornado elegível por um artifício jurídico aplicado pelo "Iluministro" militante petista.

 

É claro que a natureza tosca das falas de Bolsonaro não condiz com o que se espera de um estadista, mas quem disse que tal status intelectual é necessário para se eleger Presidente? Deixemos isso para os diplomatas do Instituto Rio Branco. A Constituição brasileira não faz qualquer exigência neste sentido. A prova é o próprio 9Fingers que sempre se gabou de não ter paciência para ler!!! Alguns atribuem inabilidade de comunicação de Bolsonaro com a elite (será? Ou é só despeito dos “perdedores"?). Se seu vocabulário é o do povo, é porque do povo veio, ao povo se dirige. Isto os falsos puristas e moralistas não suportam, a ponto de se avocarem o direito democrático de tirar Bolsonaro da presidência, sob o perigo “dele ficar mais 4 anos”[3]. E jornalistas ainda se sentem “incomodados” por seu pavio curtíssimo para aqueles que fazem perguntas capciosas e tentam aplicar armadilhas retóricas. Sim, se fosse outro seria mais polido, mais tolerante, mais cortês. Mas aí não seria Bolsonaro. Aí não seria alguém que fez o que fez. Aí teríamos continuado afundados na lama da roubalheira. A prova de que há um movimento coordenado para desestabilizar a governança e, por objetivo maior, derrubá-lo da presidência, é o fato gritante de que hábitos e falas grosseiras, rudimentares, do ex-sindicalista que ficou na presidência por 8 anos, não ensejarem a menor reação da grande comunidade de perdedores das benesses do poder.

 

"Perdeu mano!" Essa recusa em aceitar a derrota - típico de quem odeia democracia -, esta intenção de rebelião antidemocrática, neuroticamente apoiada na repetição paranoica, cognitivamente disfuncional de que Bolsonaro ameaça a democracia, é acusado de autoritário quando é quem pede respeito à Constituição, que é um genocida, mas que socorreu milhões de brasileiros distribuindo auxílio emergencial durante a pandemia, mostra que, realmente nossa democracia está realmente em perigo porque está sob ataque de ex-integrantes de uma oligarquia  cleptocrática, derrotada, contrariada e, agora, amotinada pela inaceitável perspectiva de continuar longe do phoder.  

 

2022! 2 passos à frente, nem 1 passo atrás!



[1] Dia desses alguém me disse que odeia Bolsonaro porque ele é autoritário. Quando retruquei perguntando para listar duas ou três atitudes autoritárias dele, recebi a seguinte resposta: “Não vou lhe responder” e repetiu “Não vou lhe responder”.

[2] Nas “belas” sincericídias palavras de Ciro Gomes.

[3] Idem.

domingo, março 27, 2022

LEONARDO DA VINCI (1452/1519)

No canal Homem de Honra, no Youtube, achei um vídeo com diversos pensamentos/opiniões de Leonardo Da Vinci. Selecionei o que tem ligação com nossa realidade e acrescentei um pequeno comentário

"O estudo sem desejo estraga a memória e não retém nada do que absorve."

[Este se aplica ao volume de informação que nos empurram pelas redes sociais?]


"Nada fortalece tanto a autoridade quanto o silêncio."

[Hummm!!! Será que estamos silentes?]


"Eu amo aqueles que podem sorrir em apuros, que podem sentir força na angústia e se tornar corajosos pela reflexão."

[Estamos refletindo sobre o que acontece no phoder? Falta-nos coragem para reagir?]


"A maior decepção que os homens sofrem é com suas próprias opiniões."

[Penso que muitos deveriam estar deixando de serem ventríloquos de falas alheias e criarem suas próprias visões e opiniões.]


"É mais fácil resistir no começo do que no final."

[Há que agirmos agora, antes que amarguemos uma covardia que nos condenará.]


"Perceba que tudo se conecta a todo o resto."

[STF com TSE, Senadores com Ministros do Supremo, Sindicatos com ONGs, Magalu com PT, artistas com Lei Rouanet, grande mídia com verbas públicas, jornalistas com manutenção de seus empregos, ...]


"Todo conhecimento tem origem em nossas percepções."

[Mas nossas percepções são obtidas somente dos fatos que "eles" querem nos apresentar e como querem apresentar. Fique esperto.]


"Acordei apenas para ver que o resto do mundo ainda estava dormindo."

[Eu me sinto assim, mas estou tentando fazer algum barulho para tirar um ou outro do sono, porque já é hora de acordar.]


"Nada pode ser amado ou odiado sem antes ser conhecido."

[Esta é a mensagem para aqueles que dizem (e me disseram) que "odeiam" estando tão distante do conhecimento do alguém odiado quanto uma formiga de Alfa Centauri.]


"Não punir o mal equivale a autorizá-lo."

[É o que nossos iluministros vêm fazendo há mais de 3 anos.]


"Pobre é o aluno que não supera seu mestre."

[Desesperador saber que os jovens de hoje são impedidos/proibidos de se arriscarem a ser melhor que seus "mestres".]


quinta-feira, março 03, 2022

PARA O BEM DOS MEUS DESEJOS

"Quando o sol da cultura está baixo, até os anões lançam longas sombras."

Karl Kraus, dramaturgo, jornalista, ensaísta, aforista e poeta austríaco. 

 Assista este breve vídeo antes de ler o artigo.


Não tenho dúvida de que aqueles que imaginam existir uma alternativa estão praticando uma cegueira voluntária, tal como Étienne de Lá Boétie[1] visualizou a servidão de um povo em algum momento de sua História. Não fazem por mal, não fazem por burrice, nem mesmo por falta de informação. É tão somente uma recusa em enxergar fatos que possam provar que estão errados. É humano, pois reconhecer que se passou anos acreditando em uma mentira fere dolorosamente o orgulho. Poucos são aqueles que conseguem superar o sentimento de vergonha interior que isso causa.


Tal como em outros países, periodicamente somos convocados a exercer o direito, e no nosso caso, a obrigação de votar, mas aqui acontece um fenômeno que há muitos anos vemos no comportamento de eleitores que proclamam estarem cansados, frustrados, decepcionados com a política e os políticos. No dia da eleição, uns nem saem de casa, pois são os que “não gostam de política” e irão compor a taxa de abstenção (eles apenas esquecem que viverão sob as decisões dos que forem eleitos pelos que gostam). A outra parte até se dirige à seção eleitoral, mas imbuídos de uma rebeldia adolescente, ilógica e hipócrita. Entre estes, há os que se “eximem de responsabilidade” e votam em branco, ou anulam o voto digitando um número inexistente na lista de candidatos. No passado, quando escrevíamos o nome do candidato em uma cédula, alguns votavam em personagens fictícios como o “Cacareco”[2] em 1959. Com o fim das cédulas, os rebeldes passaram a dar o voto a personagens reais, mas folclóricos, como Tiririca, Juruna, e Alexandre Frota, o ator de filmes pornográficos, ou até mesmo em indivíduos de conhecida e extensa ficha corrida[3]. Neste 2022, depois de constatar que a aposta em 9Fingers é como comprar carro usado do “maior corrupto que este país já teve”, os perdedores inventaram uma terceira via - uma ideia-panaceia salvadora - na esperança de conseguirem enfiar na goela de quem possa estar com Tico & Teco em recesso e assim angariarem uma quantidade de votos que os elejam.

Feita esta necessária introdução, vamos à franqueza amarga e cínica de Ciro.

Em sua fala podemos identificar algumas informações absolutamente relevantes para avaliarmos o que está acontecendo especificamente no Brasil (abstraindo de fatores externos). A mais importante, obviamente, é a afirmação de que “temos de destruir Bolsonaro”. Nossas instituições estão tão absurdamente degradadas, apodrecidas, que um pré-candidato à presidência faz, este sim, um grave ataque aos princípios democráticas e o distribui em vídeo na Grande Rede sem que nenhuma entidade de governo ou privada, ou mesmo um cidadão de reconhecida credibilidade, venha a público rebater a absurda agressão a todos os cidadãos brasileiros. Este é o ponto, porque acusá-lo de estar promovendo um ataque ao Estado Democrático de Direito como, principalmente, nossos iluministros gostam de dizer, e pelo menos enquadrá-lo no “inquérito do fim-do-mundo”, não cabe, pois Ciro integra a lista dos possíveis escolhidos a sentar na terceira cadeira ou a entrar nas hostes de lambe-botas do decrépito, e claramente senil, 9Fingers, o “Sleeping Jo” dos trópicos. Nunca “na história deste país” vale tanto a regra do aos amigos todos os direitos e liberdades; aos inimigos a lei, e/ou a lacração, e/ou o cancelamento, e/ou a desmonetização, e/ou a prisão, ou tudo isso e mais umas bordoadas no cárcere.


Foto de comemoração do "acordão".
“Nós temos que destruir Bolsonaro” é o maior e mais claro ataque, este sim, às instituições democráticas. Maior até mesmo que o de Barroso ao criminalizar qualquer debate sobre a segurança das urnas eletrônicas. E quando ele usa o pronome “nós”, está querendo arrebanhar todas as vertentes do pensamento político que não se afinam com o liberalismo e o conservadorismo, ambos representados por Bolsonaro. Óbvio que fazem isso em proveito próprio! Tal construção fraseológica mostra o estado de total desespero dos perdedores de 2018, e é uma convocação para que todos se unam e, temporariamente, passem ao largo de todas as suas diferenças (afinal, é por um objetivo maior!). O que Ciro está vendendo é que 9Fingers está morto (só não deixam ele saber)[4] e, ipso facto[5], rei morto, rei posto, e “eu me apresento”. Na minha percepção, portanto, em prol da “destruição de Bolsonaro” está em processo um grande acordão, onde cada um (candidatos e partidos, a maioria abdicando de concorrer) irá apresentar/negociar suas “demandas” e, de acordo com as pesquisas, irá escolher quem concorrerá a que - na improvável vitória, todos serão aquinhoados com o atendimento ao que foi previamente estabelecido.

O que também precisa ser analisado, é a frase complementar “se não ele fica aí 8 anos!!!”. Esse é o desespero: ficar mais 4 anos à mingua, quiçá mais possíveis 8 anos! Eles precisam destruir Bolsonaro. É questão de vida ou hibernação por mais 12 anos! O instituto da  alternância de poder defendido por alguns democratas, significa para Ciro um “teatro das tesouras”, onde agora é minha vez, depois você, e depois eu “traveiz”. Repito, não se surpreenda se fizerem de tudo para acabar com a reeleição via um casuísmo qualquer a partir de já. Depois eles desfazem o feito. Tenho a impressão que estão até dando uns caraminguás para quem trouxer ideias para impedir Bolsonaro de ser candidato. Tentaram atribuir irregularidades na campanha da chapa Bolsonaro/Mourão; tentaram a CPI da COVID; impetraram mais de uma centena de pedidos de impeachment;  nada colou. Até aqui.

A intenção de votar numa terceira via, portanto, é brincar com as consequências de um regime corrupto-socinista. Alguém pode argumentar que nos quase 30 anos de regime liderado pela esquerda não foi tão ruim assim. Na superfície, com certeza. Na profundidade sequestraram a nação para satisfazer desejos próprios e você só está se dando conta agora. Foi um trabalho de profissionais do crime organizado, cujo único intelectual que denunciou o estrago que estavam fazendo na cultura foi Olavo de Carvalho[6]. É preciso entender que a geração que está em idade para chegar ao poder político foi “cultivada”, “prostituída” no “atrasismo”[7] das ideias do presidiário Gramsci, hoje um defunto exaltado no Brasil e... sei lá mais onde!. PSDB e PT sabiam o que estavam fazendo, no que estavam investindo (Olavo ressaltou que para eles "é mais importante solapar as bases morais e culturais do adversário do que ganhar votos"). Revolução do pensamento se faz dominando a cultura, no silêncio pra ninguém perceber. Os “produtos” humanos desta fábrica já estão aí, prontos e mal acabados,  agora precisam ir a mercado a preços módicos. Só isso. 

Encerrando, quero aproveitar para tratar um pouco da questão do controle da mídia insistentemente proclamado por 9Fingers, para desespero da claque petista. Controlar  que é dito ao povo sempre foi central para os governantes, mas depois do advento da era digitrônica, gerenciar/censurar a profusão de conteúdo e canais se tornou um processo sofisticadíssimo. Nós estamos muito assanhadinhos com o “poder de fala” que adquirimos. Quando tudo pode ser não só questionado, mas imediatamente questionado e propagado, controlar todas as mídias quanto ao que pode ou não pode ser falado, deve ou não deve ser publicado, é instrumento essencial para a permanência no phoder. “Malditas sejam as redes sociais”, vociferam os desejosos de poder absoluto. Os grandes players do mercado da comunicação no Brasil estão calados frente às ameaças de 9Fingers pelo simples fato de que pouco importa o que publicam, o que eles querem é o dinheiro do Estado, seja o dono do veículo, seja o profissional das redações. Esse negócio de liberdade de opinião é falácia para embalar povo, veículos de comunicação se lixam pra isso. Basta lembrar os quase 200 jornalistas da Folha que assinaram uma “carta aberta à direção”[8] pedindo a censura do que não querem ver publicado, como as opiniões expressas em um artigo do historiador Antonio Risério, que lembrou o óbvio: existem negros que praticam racismo contra brancos! E neste exemplo real se revela o cruel mundo que se avizinha: jornalistas não se importam em vir a ser censurados pelo Estado, pois entendem ganhar aval para censurarem o que bem desejarem, para o bem de $eus$ desejos.

É isso. Fique mais atento e, se for o caso, coragem para reconhecer eventuais avaliações erradas passadas.


2022! 2 passos à frente, nem 1 passo atrás!


[1] Conheça aqui o “Discurso da Servidão Voluntária”.

[2] Saiba quem foi neste link.

[3] Em 2018, foram cerca de 147 milhões de eleitores, sendo que na eleição para presidente só foram computados votos de 73% deles. 40 milhões de eleitores, de algum modo, não exerceram o voto.

[4] Se você não concorda com essa minha percepção, veja este pequeno vídeo.

[5] Expressão latina que significa “como consequência natural desse fato”.

[6] Em “A Nova Era e a Revolução Cultural” ele diz: “Um grupo de ativistas sem escrúpulos apropriou-se dos meios de difusão cultural para fazer deles o trampolim de suas ambições políticas, fechando os canais por onde pudessem fazer-se ouvir as vozes adversárias e impondo a todo o País a farsa gramsciana da “hegemonia”.

[7] Essa é minha proposta para rotular mais apropriadamente a filosofia da esquerda que se autodefiniu como “progressista” quando o pacote de ideias que apregoam só resultariam, se implantada, num grande atraso civilizacional.

[8] Acesse esta matéria do Jornal da Cidade sobre o evento.

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LEMBRE-SE: 

O objetivo principal deste blog é expor a hipocrisia que nos cerca e envolve, nos cega e conduz, e nos ajuda a tocar a vida de um jeito "me engana que eu gosto".