quinta-feira, abril 15, 2021

PESQUISA ELEITORAL - FIQUE ALERTA!

"A estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem." 

Atribuído a autores diversos.

Por mais de 40 anos fui publicitário e, tendo criado uma agência, empresário no setor de propaganda. Em várias oportunidades demandadas por clientes, me envolvi direta ou indiretamente com pesquisas (de preferência de marcas, produtos, serviços, de opinião, de intenção de voto etc, tanto quantitativas quanto qualitativas) mas, para deixar claro, nunca trabalhei em uma empresa ou instituto dedicado a elaborá-las, executá-las e tabulá-las. Fui, portanto, mandatário ou representante de cliente para atuar no processo de busca de informações que o ajudassem a tomar decisões.

É da perspectiva de observador, portanto, que trago para reflexão este tema porque será relevante daqui até outubro de 2022 (se tudo correr democraticamente bem, é o que espero), mas já agora, depois da ação do ministro PT-Fachin tornando "o sapo barbudo" elegível, já surgem as primeiras "pesquitas", "pesquisas esquisitas" de intenção de voto, cujo resultado depende da intenção do "patrocinador". Isto é o que vou procurar mostrar com o intuito de ajudá-lo a avaliar o que é reportado, principalmente, na "grande mídia". 

Para "começar os trabalhos" (expressão usada em encontros de amigos bebedores), vejam estas "manchetes":


cu


Acresça estes 5 resultados que obtive em uma pesquisa no novo pai dos burros. Creio que você já há de concordar comigo que, dada as leves diferenças entre cada manchete, elas parecem revelar o desejo inconfesso (?) dos editores.

Prepare-se, portanto, para classificar como... questionáveis os resultados de TODAS as futuras "pesquitas" que vierem a chegar até você por QUALQUER meio, seja imprensa tradicional, seja mídia digital. Eu disse, TODAS, não estou me referindo apenas às pesquisas de intenção de voto, estas apenas vão ficar em evidência pelos próximos 18 meses, mas pululam em profusão por todas as fontes, desde as relativas à saúde, até as que preveem o futuro de acordo com o passado, os astros, os deuses ou sei lá o quê.

Acontece que pesquisas são feitas, muitas vezes, para confirmar o que já se desconfia, ou, muito frequentemente, para corroborar argumentos prévios elaborados por executivos preocupados em defender seus empregos e gordos salários. 

Existem várias etapas entre a intenção de fazer uma pesquisa e a conclusão a que se chega. A maioria delas sujeita a "erros" involuntários ou não, começando pelo briefing. Esta etapa tem por objetivo gerar um documento que identifica quem deve ser pesquisado (nível de instrução, faixa etária, classe de renda etc.), qual o tamanho da amostra, onde pesquisar, o que deve ser pesquisado e qual o nível de profundidade da investigação. Esta primeira etapa, portanto, está sob a ótica, avaliação e premissas da entidade que toma a iniciativa do trabalho: o "Cliente".

A segunda, consequentemente, é a elaboração do questionário onde se definem as perguntas e as alternativas de resposta (quando esta não é "aberta"). Para executá-la, é fundamental contar com um profissional de experiência comprovada e, mesmo assim, é tarefa extremamente delicada, pois lhe é exigida uma atitude moral de distanciamento para não levá-lo a direcionar questões para resultar no que o contratante quer ouvir. Além disso, sendo a língua extremamente maleável, proporciona "cascas de banana" a cada novo par de pergunta-resposta a ser definido(1). Tem mais. A própria ordem tanto das perguntas quanto das respostas também devem ser considerada pois, por exemplo, a pressa/impaciência do entrevistado poderá levá-lo a responder qualquer coisa, apenas para se livrar do "incômodo mais rapidamente. 

A terceira etapa é a realização efetiva. É o trabalho de campo que será feito por pessoas, seres humanos, motivados ou imotivados, totalmente frios e isentos no momento da entrevista, ou compromissados com ideias que deseja ver "comprovadas". Tem mais. Fatores como o momento em que a pessoa é abordada, o ambiente em que ela está, seu ânimo, sua paciência, também afetarão o resultado. Dá para perceber que uma pesquisa perfeita, totalmente objetiva, isenta de qualquer viés, é bastante... difícil de se obter. Para ser completamente honesta, pelo menos, há que se contar com profissionais de ilibada reputação. 

Terminada a coleta, chega-se à etapa de tabulação das respostas obtidas. Como tudo hoje é feito de modo digital e por programas que apenas computam totais e calculam porcentagens, a tarefa é exclusivamente matemática, e considerando que contra números não há argumento, não há muito o que temer. Já a etapa de análise/interpretação dos números tabulados, pode gerar distorções quanto ao efetivamente observado, dado que se pode sempre adicionar "projeções", "deduções", que não necessariamente a pesquisa revela. Lembremos que a verificação realizada pela pesquisa se refere apenas a um momento específico no tempo. Exemplo: digamos que ao comparar duas pesquisas iguais, com intervalo, digamos de um mês, uma determinada resposta tenha dado um índice de 35% na primeira e 37% na segunda. Não seria nenhum absurdo, a conclusão de que "há uma clara tendência de crescimento" em um específico item pesquisado. Não é absurdo, eu disse, mas é uma hipótese, não uma fato real, pois o resultado pode estar dentro da margem de erro, erro este que poderá ser revelado numa próxima verificação quando o índice poderá vir a ser de, digamos, 33%!!! Tal "constatação" de tendência poderia estar sendo justificada por interesse de proclamar uma sonhada realidade futura. E é aí que, como se diz, mora o perigo.

Portanto, o aforismo citado no início deste artigo, cabe, perfeitamente, para a pesquisa se houver "interesses" escusos envolvidos. Lembremos que os números finais resultantes de um processo de pesquisa, principalmente, eleitoral, serão usados como estatísticas de opinião pela mídia e pelo público/audiência atingido. Como diria uma pessoa querida sempre que quer ver seus argumentos aprovados: "A estatística já provou que...". 

Portanto, meu leitor, fique esperto! Fique com suas próprias percepções do que acontece na política e cheque nos atos de seus possíveis candidatos a coerência com seus discursos. 

Quanto a "pesquitas", lembre-se dos muitos micos que institutos de pesquisa já pagaram em eleições passadas, talvez por tentarem "torturar os números", ou talvez só por simples incompetência.

(1) Você já deve ter se deparado com o que uma vírgula no lugar errado pode fazer!


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quinta-feira, abril 08, 2021

O PROCESSO

 "Não é medo, não há nada a temer. 

O que há é mais uma apreensão imensa e difusa, sem origem e sem causa." 

Personagem Eddie Willers no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand.

Revendo, relembrando: se, por princípio, ninguém convence ninguém de coisa alguma e, portanto, o debate é inócuo, o não debate é essencial quando o outro se nega a ouvir seus argumentos. 

O que temos na política mundial neste início da 3ª década do 3º milênio, é resultado de um processo que ocorre no mundo ocidental há quase 2 séculos. Seu início se dá no pós revolução industrial que trocou monarquias por repúblicas, em tese democráticas, e criou o Estado-Nação definindo fronteiras e intensificando identidades culturais. O combustível para a explosão de "o Processo" ao final do século XX, foi e é o dinheiro de metacapitalistas (os antigos magnatas) ungidos, supremacistas da verdade, que é injetado no motor composto por organizações de todo tipo e mote - desde que comprometidas com a destruição da cultura ocidental como a vivemos até então. A maioria velhotes que se lixam para as consequências que deixarão como legado principal para a humanidade que será mal-formada porque estão "desconstruindo" a identidade de nossos filhos e netos em todas as instâncias. São déspotas no âmago, muito mais perversos que seus militantes esquerdopatas por eles manipulados.

No Brasil, "o Processo" ganhou contornos insanos graças à "feliz" chegada, para os agentes do caos, do Coronavírus, gerador de uma providencial pandemia. Nossos "socinistas" (1) perdedores assumiram, agora sem qualquer pudor, o que só era dito nas entranhas dos bastidores das conspirações, o discurso e a prática do "quanto pior, melhor" para viabilizar a tirada de Bolsonaro da presidência aplicando um golpe "legal" à la Van Dame ou Bruce Lee.

Não importa se Bolsonaro pretende ou não se candidatar à reeleição. Desde o primeiro dia de mandato isto passou a ser irrelevante e, pior, improvável, não por ele, mas porque todos os socinistas, os de carteirinha, os de ocasião, e os oportunistas, vão fazer de absolutamente TUDO para que isto não aconteça. Torço para que os crédulos liberais e/ou conservadores, que acreditavam nas boas intenções do "lobo", tenham entendido claramente o recado de Gabeira (2) antes que sejam devidamente sodomizados. O que está nas linhas e entrelinhas da confissão feita por ele, é o processo que os adeptos da "nova ordem social", da destruição da família, da implantação de uma libertinagem sexual, dos incentivos ao aumento dos preconceitos de todas as espécies pelo sistema de cotas em lugar do mérito, dos coletivismos à base da proposta marxista de "de cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades", chegando até o globalismo estatizante, conceitos agora praticados de maneira escancarada.

Não há, portanto, qualquer chance de diálogo. De negociação. De exercício da democracia. Entendam todos que Ciro Gomes vai continuar a defender seu direito de ser capacho do "bandido de nove dedos"; a amante vai continuar cuspindo asneiras petistas; José Dirceu não vai desistir de "tomar o poder com ou sem eleição(3); o PSOL vai impetrar novos recursos no STF contra qualquer coisa que Presidente propuser, fizer ou disser; os ministros "Supremacistas ungidos" continuarão queimando, um a um, os principais artigos da Constituição mesmo que em evidente contradição a outras decisões da "corte" desde que sirvam a seus propósitos inconfessos, além de insistir em impedir o Presidente de governar; o presidente do monopólio OAB se manterá longe dos filiados compulsórios e fiel a seus amigos esquerdistas; os sindicatos, minguados de verba, farão passeatas antifascistas com meia dúzia de pobres coitados sem direito a sanduíche; os grandes veículos de comunicação, famintos das verbas federais, beirando a falência e perda de concessão, cada dia mais intensamente, manipularão fatos, torcerão palavras, sempre na intenção de servir às intenções da Sociedade dos Perdedores Unidos (SPU); os "antas", em muitas notas de 3 linhas, vão manter sua direção sem rumo mas com conexão firme a mamatas de 8 milhões; o ex-condenado e ex-presidiário, fará discursos à distância (quero ver sair às ruas) enaltecendo mortos, fingindo honestidade sempre na maior cara-de-pau; o Senado vai dar um jeito de descartar os 2,6 milhões de assinaturas para o impeachment de Moraes; Arthur vai tocar na lira uma sonata para boi dormir enquanto espera o momento adequado para servir de instrumento golpista; governadores afeitos a uma ditadurazinha, insatisfeitos com apenas 4 mil óbitos por dia, praticarão mais e mais lockdowns para inflar os números e justificar o genocídio sempre atribuído a Bolsonaro; Agripino vai arriar as calças apertadas para os esquerdóides se isso for satisfazer sua personalidade neuro-psicótica; políticos de todo o espectro votarão, como sempre, tentando identificar qual deve ser a opinião a adotar que aumente suas chances de se manter no poder; petistas como Maria do Rosário, Gleise Hoffmann e Rui Falcão serão contra tudo o que for posto a votação na câmara; enquanto Jackes Wagner e Humberto Costa farão o mesmo no Senado; Mandetta manterá sua cara de paisagem para as consequências de sua criminosa determinação de "fique em casa"; Moro, o traidor mau-caráter, se manterá calado debaixo das saias de Mônica, escondido das intenções de Gilmar, até conseguir se candidatar a alguma coisa por qualquer partido; Hulk vai meter seu grande nariz onde não for chamado, até se ver abandonado pelos "amigos" na ilha de Caras ou nas praias do Caribe;  João Amoêdo, presidente do, agora, "partido velhaco", vai continuar publicando posts nas redes sociais sempre com o slogan "impeachment já", desapontando idiotas, como eu, que acreditaram no Novo; cartas, manifestos, notas radicais críticas a qualquer proposição dos ministérios serão divulgadas com estardalhaço pela "intelligentsia", enquanto, paralelamente, farão total silêncio para as realizações positivas do governo; muitas máscaras liberais cairão revelando empresários saudosos das benesses subsidiadas de um BNDES ou de um Estado corrupto onde "aplicar" um contrato cheio de vícios; o grupo Globo, enquanto a direção cuida de derrubar o Presidente antes da renovação de sua concessão, estimula seu jornalismo, através de suas Mirian's, Maju', Guga's e Willian's, a distorcer notícias, não divulgar ações do governo e manifestações pró Bolsonaro, tripudiar do sofrimento de trabalhadores informais, todos de quarentena gourmet no alto de seus apartamentos na zona sul; sociedades médicas se manterão dissociadas dos cidadãos, se recusando a reconhecer os tratamentos preventivos e precoces; catedráticos das universidades federais continuarão a estimular a libertinagem em todos os campi; professores irresponsáveis continuarão doutrinando nossas crianças na ideologia de gênero e promovendo práticas sexuais desde o maternal, alheios à vontade dos pais e de orientações em contrário determinadas pelo MEC; servidores públicos continuarão fingindo que o país não é com eles enquanto seus gordos salários estiverem sendo creditados todo final de mês; integrantes de guardas civis e até mesmo de policiais militares, impedirão trabalhadores de ganhar seu sustento, preferencialmente usando força bruta; cidadãos do mal esconderão vacinas, fingirão aplicar ou aplicarão um líquido inócuo, mas farão de tudo para minar a imunização da população; muitos outros encastelados no poder ou desejosos de a ele voltar ou integrar, farão coisas abjetas em nome da "democracia socinista", mas uma coisa ficará cada vez mais difícil para todos eles: andar na rua. Este é "O Processo". Um conjunto de ações intencionais, irracionais, insanas, incoerentes, às vezes ilegais, por muitas vezes mentirosas, realizadas por uma minoria da sociedade que não aceita um verdadeiro regime democrático, e não aceitará pacificamente não voltar ao poder. Para tal intento, usam de técnicas sofisticadas de manipulação (5) de nossas mentes que, resumidamente, podemos rotular de "negar, negar, negar e atacar".

Enquanto isso, Bolsonaro vai continuar respeitando a Constituição, defendendo a democracia, lutando para acabar com as arbitrariedades de governadores e prefeitos; continuará sendo acusado de fascista, genocida, negacionista, de ser louco e do que mais puder ser inventado para jogar toda e qualquer instituição contra ele; continuará a ser saudado pela população enquanto visita cidades, passeia pelas ruas, cumprimenta eleitor, sempre bem recebido por milhares e milhares da parcela da sociedade que rejeita, por princípio moral, todo este "processo". Ele continuará a falar e discursar a seus apoiadores sempre que possível; e mostrará sua revolta, muitas das vezes de modo tosco ou chulo. Mas nunca deixando de ser franco e de estampar a hipocrisia dos desesperados.

Preste atenção às mensagens explícitas e subliminares a que você está exposto o tempo todo. Conscientize-se de que estamos cercados. Este é "O Processo". Entenda-o e mexa-se. Não há como debater, conversar, discutir, argumentar. Aceite o caráter doentio de "O Processo". Só os cidadãos unidos em manifestações públicas, clamando pela causa da subordinação de todas as instâncias do poder à Constituição e às demais Leis, será possível impedir que o atraso e a ditadura dos "Supremacistas Ungidos" venha a ser instaurada em algum momento entre hoje e a eleição de 2022.

 Porque, se for isso que nos derrotará, então a culpa terá sido toda e somente nossa.(4) 

E nos envergonharemos por não termos lutado.


 (1) Termo que proponho para unir os irmãos siameses: socialistas e comunistas.

 (2) Ver artigo de Gabeira em O Globo em 5/4/21

  (3) Declaração de José Dirceu:


(4)
 Adaptação para o presente de uma fala do personagem Hank Rearden, no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand, uma obra sensacional de 1.200 páginas, escrita em 1957 e mais premonitória que 1984 ou Admirável Mundo Novo!!!

(5) Para os que têm interesse em saber mais sobre "manipulação" e outras questões impostas pela esquerdopatia reinante, indico "Várias Faces da Ordem Mundial", da Vide Editorial. Comprei através da livraria da Bárbara, Canal Te Atualizei.


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segunda-feira, abril 05, 2021

INTRODUÇÃO AO NÃO DEBATE

 

Sabe, acho que não consigo acreditar nisso tudo que está acontecendo agora.

Sei que está acontecendo para valer, mas não acredito.

Fico achando que a loucura é o estado em que a pessoa não sabe o que é real e o que não é. Bem, o que é real agora é uma loucura, e, se eu aceitá-lo como real, perco o juízo, não é?”


Edie Willers, personagem de Ayn Rand (*)

 

Em uma madrugada, provavelmente, de 1966, eu, com 17 anos, e dois amigos, sentados no interior do Aero Willis de meu pai, estacionado na garagem de casa, discordamos até o amanhecer sobre as “verdades” de nossas crenças e também sobre a falta de algumas delas. Considero aquela a última grande discussão sobre “visões” de mundo e de vida em que tenha  me envolvido desde então, pois as poucas que ainda ocorreram foram insignificantes comparadas àquela, pois a partir dali incorporei como princípio imutável que ninguém convence ninguém do que quer que seja quando está em pauta um conflito de visões fundamentais, em especial, religião, política e futebol.

Aceitar a opinião de outro só é possível quando ela corrobora, comprova a minha “verdade”, ou quando ela não me pressiona a encarar eventuais contradições ou hipocrisias que ela possa conter. Concordar com uma visão contrária à minha, até então, é violar minha integridade moral, pois me obriga a abandonar uma convicção extraída das conclusões tiradas dos eventos e circunstâncias da minha vida até ali. Não é possível alguém se deixar convencer, portanto, porque essa admissão implicaria, necessariamente, a admissão de minha ignorância, ou credulidade, ou burrice, frente, normalmente, a uma plateia que me julgará negativamente dali em diante. Basicamente o erro crasso em um debate sobre visões divergentes, é o risco altíssimo de, em um ambiente sem privacidade, sem sigilo, sermos expostos ao ridículo, à vergonha, à chacota. Em tais circunstâncias elevamos a voz, usamos termos chulos e agressivos, nos retiramos tempestivamente do ambiente, ou, no extremo do desespero em manter nossa integridade, partimos para a agressão física. Discutir visões, definitivamente não é uma boa ideia.

Mas as pessoas mudam de opinião, reveem premissas, conceitos, conclusões, todos nós sabemos. Exemplos pipocam à nossa volta o tempo todo, até mesmo em depoimentos públicos de celebridades da vida artística, intelectual e política. Então, por que e quando mudam?

A reação à aceitação de uma opinião não é pela opinião em si, mas pelo contexto em que ela é proposta. Quando assisto uma entrevista ou crônica em um canal digital, por exemplo, e me é apresentada uma visão diferente e eu percebo nela uma visão melhor, ou mais realista, ou mais prática, ou mais óbvia, daquela que sustento, e por mais oposta que seja, estou em uma circunstância em que o diálogo, o debate, a discussão, se estabelece de meu eu comigo mesmo. Esta é a diferença. Não estou sob olhares julgadores, não estou sob a ameaça de ter minha visão achincalhada, posso simplesmente dizer a mim mesmo “é, isso me parece mais coerente, esse a quem assisto me mostrou um lado que ainda não havia percebido”, e ISSO faz toda a diferença. Numa outra perspectiva, temos a fala de um pai que tem que ser combatida, seja  em razão do conflito de gerações, seja porque não “posso dar mole pra esse cara”, enquanto na sala de aula, onde o professor é o Mestre, uma “autoridade” que disserta, sem exigir o confronto, é muito mais fácil nos tornarmos “esponjas” para qualquer proposição, principalmente quando sabe-se que vale ponto na avaliação final.

Uma amiga, funcionária graduada de uma universidade federal, me conta que em conversa com um dos professores, revelou-lhe que fugia de qualquer discussão com simpatizantes do pensamento à esquerda do espectro político, pela impossibilidade de uma conversa construtiva. Em resposta, este professor reagiu com certa indignação dizendo que era “nossa” obrigação (os liberais, conservadores), não se eximir de tais embates sob pena de os deixarmos mais convictos de suas “insanidades”. Me causou feliz surpresa saber que ainda existem funcionários e professores em nossas universidades que não foram atingidos pela pandemia das “verdades” dos defensores da “nova ordem mundial” e que se enchem de pensamentos preventivos e certezas “sem comprovação científica”. Eu lhes dedico meu mais profundo respeito, mas estou com minha amiga e não abro. Ninguém, portanto, convence ninguém, pois a única possibilidade é o autoconvencimento.

Todo esse papo é uma introdução, uma preparação para a próxima postagem quando vou mostrar a guerra em que estamos metidos e, portanto, a inutilidade de perdermos tempo e energia imaginando que os “hipócritas ungidos”, ou os loucos, ou os déspotas, ou os negacionistas, um dia se disporão a uma conversa, a uma troca de ideias. Não o farão, porque negar e atacar, não importa o que, é vital para a tomada do poder, sua única possibilidade de sobrevivência.

  

(*) Reflexão extraída do romance “A Revolta de Atlas”, pág. 593.

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domingo, março 21, 2021

O BEM-ESTAR DA UTOPIA

Os comentários de Aldous Huxley 15 anos depois.

Após o final da segunda guerra mundial, final dos anos 1940, Huxley escreve um prefácio que passa a ser incluso nas novas edições de sua obra “Admirável Mundo Novo” (de 1932), texto que no Brasil só foi traduzido e incluído a partir da edição de 1980 da Abril Cultural.

Ele começa admitindo a existência de erros, falhas literárias, defeitos e “pecados artísticos”, mas que consertá-los seria “vão e fútil”, mas sente a necessidade de avaliar as consequências do desenvolvimento tecnológico (na física, na química e na engenharia), fruto dos anos de guerra, que, em sua visão, trarão “uma série de mudanças econômicas e sociais de rapidez e totalidade sem precedentes”.  

Huxley, naquele final da década de 1940, não fez previsões sobre invenções tecnológicas específicas, pois o que importaria seriam as mudanças sobre o comportamento dos seres humanos, a partir do uso de quaisquer que fossem tais tecnologias,  para o objetivo utópico de “realizar a estabilidade social” pelas pessoas que levam a cabo, por meios científicos, a última e pessoal revolução”.

Huxley é enfático quando prevê que “todos os padrões existentes da vida humana serão rompidos e novos padrões terão de ser improvisados”. Para ele, existiriam conflitos políticos que inevitavelmente levariam a uma concentração maior de poder e ao aumento do “controle governamental”. Tal nível de controle e de tendência a um estatismo mais veemente só poderia ser combatido, detido, com um movimento popular em larga escala pela descentralização e a autonomia do poder”.

O Estado totalitário eficaz para Huxley, “seria aquele em que o executivo todo-poderoso” viesse a controlar “uma população de escravos” que não precisariam ser forçados a nada, “porque teriam amor à servidão”. E Huxley identifica os 3 principais agentes para esta tarefa de “convencimento”: "o ministério da propaganda, editores de jornais e professores" (o grigo é meu).

Huxley mirou no que pressentiu e acertou na mosca ao dizer que no “futuro serão amplos [os] inquéritos patrocinados pelo governo com a participação de políticos e cientistas que verificarão (...) o problema de fazer o povo amar a servidão”.

Para realizar essa revolução, Huxley lista 4 itens, dos quais ressalto o que indica a criação de “um sistema perfeitamente seguro de eugenia” de modo a “facilitar a tarefa dos administradores”.

Até a ideologia de gênero e a promiscuidade liberada foram previstos por  Huxley ao dizer que “com a restrição da liberdade política e econômica (...) tende a crescer a liberdade sexual”.

Nunca uma Utopia foi tão insistentemente propagada quanto a de uma humanidade igualitária na cultura, no comportamento, na moral e na ética a que nós, neste 2021, estamos vivenciando. Huxley reconhece seu erro de previsão quando admite que “a Utopia está muito mais próxima de nós (...) do que há apenas quinze anos atrás”, ou seja, não está no futuro longínquo de 600 anos. Se ele achava “possível que o horror” nos alcançasse “dentro de apenas um século”, hoje, 70 e poucos anos depois desta sua previsão, esta, para nós já, é uma realidade vivenciada.

No último parágrafo do prefácio, Huxley não vê alternativa para o estatismo globalista. A partir desta sua visão, ele apresenta dois caminhos que a humanidade controlada terá como escolha: “certo número de totalitarismos nacionais e militarizados, (...) ou então um totalitarismo supranacional, proveniente do caos social (...) e desenvolvendo-se (...) como a tirania – [o] bem-estar da Utopia”.

Me utilizo deste prefácio de Huxley como introdução ao tema da próxima postagem, quando pretendo refletir sobre o futuro mais imediato da guerra ideológica que o mundo ocidental está envolvido, mas que, nós, brasileiros, estamos assistindo no dia-a-dia intensamente.


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quinta-feira, março 11, 2021

O NOVO ANORMAL: MANIPULAÇÃO DOS FATOS


"Os próprios déspotas não negam que a liberdade seja excelente; mas a querem apenas para si mesmos e sustentam que todos os outros são totalmente indignos dela."

Alexis de Tocqueville

Nesta postagem vou usar um exemplo ligado à política, mas não vou falar de política.

Se a Era Digitrônica antes da pandemia já nos apresentava um "novo mundo", agora, depois das mudanças de hábitos impostas por nossos governadores em mal alegado combate à pandemia de COVID-19, nos traz muito, muito mais que um "novo normal" como inicialmente imaginamos e inocentemente previmos nos primeiros meses de 2020. Muito além das novas práticas cotidianas de asseio, distanciamento social e uso de máscara, nos assediam digitalmente em nossos celulares com práticas moralmente duvidosas que nos levam a refletir sobre quais serão as regras que nortearão, daqui pra frente, o nosso comportamento  ético em sociedade. Uma coisa já é certa: o nosso antigo normal está sendo violentamente corrompido e, para gáudio da esquerdopatia, sendo "desconstruído" pelas beiradas e substituído por um "novo anormal".

A natureza humana abarca todo um espectro de alternativas que vão desde indivíduos psicologicamente razoáveis, até aqueles que habitam o extremo da psicopatia com pitadas de esquizofrenia (1), passando, como sempre, pelos crédulos contumazes, inocentes úteis a ambos os extremos, e não esquecendo dos que hoje são chamados de isentões. Lembremos que na massa todo indivíduo é um bárbaro. Mas vou me ater ao extremo mais doentio. 

A difamação, a acusação eivada de falsidade, a manipulação de fatos, a descontextualização de falas no intuito de iludir desavisados, a maquiagem que embeleza o feio e a vilania, não são novidades nesta nova Era, pois sempre integraram o processo de aperfeiçoamento da civilização. O novo é (1) o potencial das ferramentas digitais de edição dos fatos, (2) o poder de disseminação das mensagens (em sentido amplo) para, literalmente, o mundo todo,  (3) a quase total impunidade para os falseadores/manipuladores, e (4) a facilidade que estes têm de abarcar apoiadores/seguidores expressa na quantidade de "likes".

Propagar o falso, o ignóbil, até então, tinha um limite muito estreito de consequências dado que a disseminação sempre estava sujeita a uma relação um-para-um, fosse via presença física, fosse através de uma ligação telefônica, fosse pelo envio de uma correspondência. Tais recursos redundavam em uma taxa de expansão muito lenta, permitindo tanto a reação, a tempo, à calúnia, ou ao que fosse, quanto por morte do tema ao findar o interesse na replicação. 

A Digitrônica, ao criar a relação um-para-muitos-milhões, simplesmente retirou do quadro de alternativas possíveis, tanto a possibilidade de reação a tempo, quanto de obsolescência da mensagem, pois, tal como os elefantes, a "internet nunca esquece".

Vários aspectos da nova Era podem, e devem, ser analisados (como Inteligência Artificial, privacidade, infinidade de informações na nuvem, censura oficial judiciosa, censura não governamental nas plataformas etc.), mas me atenho ao que diz respeito à dimensão da digitrônica, o suficiente para projetarmos um futuro em que nossos valores e nossos padrões de comportamento serão radicalmente diferentes dos que aprendemos e praticamos até hoje. E quando uso "nós" estou me referindo à humanidade composta por nossos descendentes muito mais do que a nós, viventes do presente. Fiquemos razoavelmente tranquilos, portanto, não estamos imunes a cair em desgraça, mas a probabilidade é pequena, bem menor que contrair a COVID!

Não me alongo mais. Apresento o que me motivou a tratar deste assunto. 

Recebi o vídeo a seguir no dia 9 de março de 2021, o "day after" da decisão de PT-Fachin anulando todas as sentenças já formadas e firmadas contra o "barbudo de 9 dedos". Aguardo você assistir antes de prosseguir:


Enquanto assistia e até o fim, tinha a impressão de que alguma coisa estava errada, não casava, não era... crível. É notória a fama de "cachaceiro" do velhinho, mas é razoável imaginar que um "cumpanheiro", estando ao seu lado seja lá em que recinto, era pessoa de sua confiança. Não dá para acreditar que tal indivíduo, não sendo um bolsonarisa, gravaria um recado para seguidores em momento tão significativo estando o personagem... bêbado? Pior ainda, imaginar que ele distribuísse tal "flagrante" nas redes sociais. Difícil de admitir tal desatino. Tendo esta percepção, fui ao Youtube e digitei "manda recado seguidores instagram". Eis o que encontrei.

 

Ficou surpreso? Saiba, portanto, que isto, e coisa ainda pior, pode acontecer com você se um demente resolver transformá-lo em alvo da ira por qualquer fala ou ato que você um dia venha cometer. Nem é preciso editar no sentido de "cortar e colar". Basta "dilatar" o tempo do vídeo e você fica... de porre. Difamar não é preciso, nunca foi, mas agora é muito fácil!

Só que...

O engano não ficou nisso. Ao olhar a data do vídeo descobri que este "recado" foi para seus seguidores quando ele saiu da prisão em 8 de novembro de 2019!!! Ao mentecapto imoral que fez uma edição arrastando o tempo do vídeo para criar a impressão de embriaguez, se associou outro desprovido cognitivo que aproveitou um outro evento para trazer de volta tal façanha pelo simples motivo que "difamar é preciso" para atender um intelecto malcheiroso que não consegue elaborar argumentos para sustentar suas crenças e valores. 

Atenção!!! Não sou lulista, espero que as próximas eleições joguem esse corrupto cínico para o limbo da história, mas, o quanto minha coragem intelectual permite, evito ser hipócrita. Não sou canalha, não sou bandido, e tenho princípios (2) dos quais não abro mão, entre eles o de não ser um "oportunista fanático messiânico" na construção e, principalmente, na divulgação de minhas opiniões.

Finalizando. Descobri a internet em 1996 e me deslumbrei. Frequentando-a diariamente desde então, evoluí meus conceitos sobre liberdade de expressão e seus limites, sobre respeito à individualidade, sobre natureza humana, e sobre regras básicas de convivência sadia. Continuo deslumbrado. É um "admirável mundo novo" tanto em sua melhor expressão quanto na pior delas. Nem nós, nem nossos filhos, estávamos capacitados para absorver a tal tecnologia em tão curto tempo. A rapidez de sua introdução na vida cotidiana foi e ainda é muito mais rápida que nossa capacidade de aprendizado. Nos resta relaxar e dar tempo ao tempo.

E, cuide-se. Não faça/fale/repercuta besteira. Você pode ser a próxima vítima!
 

(1) Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por episódios contínuos ou recorrentes de psicose. Os sintomas mais comuns são alucinações (incluindo ouvir vozes), delírios (convicções falsas) e desorganização do pensamento.

(2) Edmund Burke: Os princípios são a razão reta, expressa na sua forma permanente, e as abstrações são a sua corrupção. A conveniência é a sábia aplicação do saber geral às circunstâncias particulares. O oportunismo é a sua degradação.

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terça-feira, março 09, 2021

SUPREMO TRIBUNAL DA FIRULA

 Firula: substantivo feminino

1. Rebuscamento da fala para enunciar algo simples; circunlóquio, rodeio.

2. No futebol, demonstração de virtuosismo com a bola.

No futebol, a firula acontece, principalmente, quando o jogador precisa dar um drible no adversário com criatividade, seja por simples demonstração de habilidade, seja porque sua única saída é usar suas habilidades. É neste sentido de "drible criativo" que renomeei o STF para entender esta decisão esdrúxula que anula as condenações do ex-presidente. Mas isto não exclui o significado que o termo tem de "rebuscamento", "rodeio", ou seja, mascarar o que realmente se quer dizer. Hipocrisia, portanto.

A firula jurídica que o Ministro Fachin criou é de considerar inválido todo o processo de anos contra nosso "ladrão de 9 dedos" mais estimado, sob o argumento de que... tudo foi realizado em uma jurisdição indevida, ou, algo como alegar um "erro de origem". A firula se dá porque a tese não passa pelo crivo de poucos segundos de reflexão. A operação "Lava-Jato" completaria 7 anos no próximo dia 17, não tivesse seu fim promovido pela PGR em 1/2/21. Ou seja, a Justiça aceitou a legalidade e propriedade das instâncias envolvidas por todos estes anos. Até ontem. Ao anular tudo, Fachin deixa claro que sua ação é uma farsa política a serviço de suas próprias ideias de para onde o Brasil deve se dirigir. Foram milhões de reais gastos para conduzir todos os processos que condenaram mais de uma centena de pessoas que praticaram os mais diversos atos de corrupção passiva e ativa. Fica, então, uma outra questão: quer dizer que o resultado de um julgamento depende de onde ele é realizado e quem são os julgadores? Coloquemos nosso nariz de palhaço.

Ao avaliar que negar a culpa depois do acusado ter sido condenado em duas instâncias seria uma afronta à própria estrutura da Justiça, PT-Fachin usa de uma firula, dá um drible de letra da lei, valendo-se de um detalhe processual para se sobrepor a todo um processo legal, pois o argumento é legal, previsto nos códigos de processos, mas ignorando totalmente os aspectos morais inerentes ao caso.

Já apontei para a escalada das tenções a que nossa vida política está subordinada. Chamo sua atenção para uma realidade ainda não percebida pela maioria. Estamos sob o domínio do poder de uma elite intelectual de esquerda. Em minha visão, a mais relevante razão de voto em Bolsonaro foi o desejo de defenestrar do poder a utopia esquerdista, praticada pelo PT. Ao elegê-lo, passamos a acreditar que tal objetivo tinha sido alcançado. Ledo engano. Trocamos apenas o representante maior do poder Executivo. Legislativo e Judiciário estão sob a vontade e mando de uma corrente de pensamento que vê na limitação da liberdade dos cidadãos o caminho para um globalismo moral jamais imaginado possível de ser alcançado. 

Já apontei para a escalada das tenções a que nossa vida política está subordinada. Chamo sua atenção para uma realidade ainda não percebida pela maioria. Estamos sob o domínio do poder de uma elite intelectual de esquerda. Em minha visão, a mais relevante razão de voto em Bolsonaro foi o desejo de defenestrar do poder a utopia esquerdista, praticada pelo PT. Ao elegê-lo, passamos a acreditar que tal objetivo tinha sido alcançado. Ledo engano. Trocamos apenas o representante maior do poder Executivo. Legislativo e Judiciário estão sob a vontade e mando de uma corrente de pensamento que vê na limitação da liberdade dos cidadãos, na destruição da família e da integridade psicológica dos indivíduos, os alicerces necessário para pavimentar o caminho para um globalismo moral jamais imaginado possível de ser alcançado.

O poder Judiciário, seguindo uma corrente mundial, abandonou seu papel de garantidor da Constituição, e passou a praticar uma justiça ativista, manipuladora da interpretação da lei maior para atender ações políticas, usurpando tanto as atribuições do poder Executivo quanto as do Legislativo. Basta lembrar o caso da nomeação do diretor da Polícia Federal, o inquérito das Fake News, ou inquérito do fim-do-mundo, e a prisão do deputado Daniel Silveira.

O Legislativo, por seu turno, regido sob o manto dos interesses particulares de senadores e deputados em se perpetuar no Poder, se subjugam ao Judiciário pois, se entre todos os que votaram a favor da manutenção da prisão de Silveira alguns até acreditavam ser a prisão a ação correta, a maioria deles o fez a favor de si mesmos, de serem "protegidos" em eventual situação negativa futura que vierem a se envolver (ou que já se envolveram), uma sinalização algo como "olha Ministro, lembre que votei direitinho como Vossa Excelência orientou!".

Acrescentemos aos 3 poderes outros 2, Forças Armadas e grande mídia, e temos um pacotaço dificílimo de desembrulhar. No caso dos militares, uma parte significativa é formada pelos "melancias", verdes por fora e vermelhos por dentro. Como já disse, elas estão divididas com certeza, não se sabe em que proporção, mas dali, de onde muitos esperavam alguma coisa, é de onde não vai sair nada mesmo. E a imprensa tradicional militante, com maior peso no noticiário televisivo, e menor, nos antes denominados, jornais impressos, hoje devidamente digitalizados e inseridos também nas redes sociais, vão continuar a clamar pela volta de um governo corrupto que as ampare financeiramente neste momento de transformação, em que suas audiências,  a cada evento jornazistamente manipulado, vão migrando para mais longe delas. Para tal objetivo, não medem esforços antiéticos.

Repito, estamos hoje sob um governo de direita, conservador, liberal, capitalista, mas sob o "poder" de uma máquina pública - o tal establishment - esquerdista, estatista, progressista, socinista (1), e que não vai abrir mão de fazer "de tudo" para "tomar o poder" em 2022, ou mesmo antes, como é desejo anunciado de José Dirceu.

A ação Pt-fachinosa é somente um passo neste sentido e ela ainda está sujeita a ser revertida se a PGR entrar com uma ação de "agravo regimental", o que levaria a decisão para ser validada ou revogada em julgamento na 2ª turma, onde estão Mendes, Lewandovsky e o próprio Fachin (2). Ou seja, sem chance de reversão. O sapo-barbudo, como o chamava Brizola, está livre, leve e solto para atuar em defesa da falência do país.

Que ninguém se iluda. Estimulados pelo que aconteceu na eleição presidencial nos Estados Unidos, essa massa de "servidores" de si mesmos vai pintar e bordar até outubro/22. Entre muitas outras ações, poderemos ter "pesquisas" com as mais inusitadas previsões de resultados, distribuição de informação e contrainformação pelas redes sociais, dossiês fajutos, manchetes tendenciosas da mídia, mais pedidos de impeachment de Bolsonaro, boicote, não só às reformas, mas a qualquer projeto originado no Executivo etc., até chegar, se for preciso, a executar ações que corrompam as urnas. 

Dois movimentos serão absolutamente fundamentais para enfrentar esta fúria destruidora da intelligentsia ungida: o apoio da população aos paladinos do espectro centro-direita que estão se expondo e se arriscando em mostrar a hipocrisia cínica dos perdedores e esta mesma população exigindo nas ruas um "basta".


1) Socinistas - Corruptela que proponho para empacotar socialistas e comunistas em um só conceito. Corruptela é a "deformação de palavras (...) de forma proposital, como forma de eufemismo (...)". Fonte: Wikipédia

2) Veja mais detalhes nesta matéria da BBC.

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sexta-feira, março 05, 2021

COLOCANDO O PINGO NOS IS DO NEGACIONISMO


A sentença "acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é" é atribuída a Lênin como um dos itens do seu rol de diretrizes para chegar ao poder e um bom exemplo da advertência feita por Orwel.

A prática deste princípio pelos socinistas(1), como proponho identificá-los, nestes últimos 100 anos, tem sido intensa e, na última década, a aplicaram atribuindo o rótulo de "negacionista" a todos os que não pensam como eles e rejeitam suas teses alarmistas. A justificativa mais usada para terem escolhido tal rótulo é a existência de cientistas que não aceitam a explicação de que o planeta está aquecendo por ação exclusiva do homem capitalista - a poluição gerada pela  China, evidentemente, não é mencionada - e procuram mostrar que aquecimento e resfriamento são cíclicos por razões complexas, pois existem fatores muito mais relevantes - por exemplo, as interações gravitacionais dos planetas dentro do nosso sistema solar - do que simplesmente a queima de combustíveis fósseis e outros argumentos - bandeiras e brados com slogans simplistas expostos pela "esquerda burrinha" como a ela se refere o jornalista Celso Lessa. Enfim, se você se der o trabalho de pesquisar sobre o tema via Google, é isto que vai encontrar: o negacionista primeiro foi quem negou o aquecimento global causado pela ação humana. Mas o significado foi abduzido pelas mentes socinistas para separar os humanos em dois grupos: os seus adeptos, os "ungidos" e todos os que com eles não concordam não importando do que se trate.

Um NEGACIONISTA de raiz, original, pela minha ótica, é aquele que começa por negar que é NEGACIONISTA pela simples e "incontestável" evidência de que ELE, tal como seus bajulados "ungidos" ideólogos, detêm a "verdade", não importa do que se trate, e se você não aceita isto, você é o  NEGACIONISTA!!! Simples assim? Sei não! Meio confuso, pois NEGACIONISTA para esse tipo de indivíduo é aquele que nega as "verdades" dele, normalmente narrativas que negam fatos históricos, presentes, e a própria realidade das coisas, da cultura, da psique, da vida e do mundo. 

A gente percebe que está diante de um NEGACIONISTA quando ele começa a expor as tais "verdades" irrefutáveis, inegáveis, mas que se nos apresentam como enormes, gigantescas falácias discursivas, que não resistem às mais básicas perguntas, perguntas estas que os fazem encerrar o papo com uma atitude de cancelamento ou lacração como está na moda, pois NEGACIONISTA que honra as calças, não aceita embate de ideias, argumentos contrários, perguntas incômodas. É então que se revela em toda a sua nudez hipócrita como um real e autêntico NEGACIONISTA

Infinitas, portanto, são as afirmações de um NEGACIONISTA praticante, mas para justificar minha proposição de atribuir o termo a quem realmente o merece, dou alguns exemplos.

Eles negam a biologia, pois ecoam a proposição de uma psicopata(2) que convenceu alguns magnatas a financiar indivíduos e entidades ao redor do planeta que se disponham a propagar o conceito de gênero em lugar de sexo, de forma a respaldar a narrativa de que sexo é uma construção social, pois não nascemos home ou mulher, e devemos passar a nos referenciar como "pessoa com pênis" ou "pessoa com vagina".

Eles negam desejar implantar uma ditadura enquanto defendem os movimentos "antifascistas democráticos" e pacifistas à "moda caralho", como diz um amigo, pois invadem, depredam e subjugam pessoas como fizeram manifestantes antirracistas em um restaurante em Washington, ou seja, negacionismo da liberdade do indivíduo em uma das mais puras manifestações de intolerância fascista.

Negam o direito dos pais de educar seus filhos com base em valores morais e religiosos que acreditam e praticam, pois, para um bom NEGACIONISTA, é do Estado a obrigação de moldar as crianças, da creche à universidade, para que se tornem adultos crentes e praticantes de uma só verdade, a verdade deles, com o objetivo final de igualar a todos pelo único critério possível demonstrado 

Negam a família e sua importância na construção de uma estrutura e valores que dará sustentação para a integridade psíquica para um ser humano chegar à idade adulta e poder fazer escolhas livres e saudáveis. Para este tipo de NEGACIONISTA, um provável solitário e/ou mal-amado e/ou psicopata e/ou provavelmente agredido física e/ou psicologicamente em um ambiente familiar desestruturado, é esta exceção - que para tudo existe - a razão para justificar seus desvios cognitivos.

Mas é este mesmo tipo de NEGACIONISTA  que nega a fragilidade psicológica da criança defendendo uma educação sexual ideológica nas escolas desde a tenra infância, com a meta de "desconstruir" sua identidade biologicamente formada, não se importando com os danos - pois não admite que existam - destas ações na vida adulta futura deste ser humano, não desconstruído, mas DESTRUÍDO.

São NEGACIONISTAS tão estúpidos que negam as evidência biológica das diferenças estruturais da construção e funcionamento dos corpos sem que fiquem minimamente corados ao afirmarem em fenomenal hipocrisia que homem e mulher são construções sociais, mas gays, lésbicas, trans etc. já nascem biologicamente construídos!!!


O NEGACIONISTA nega ser preconceituoso enquanto carrega a bandeira do "Black Lives Matter" (BLM), levantando um braço com seu punho fechado, e postando mensagens desejando a morte de quem não concorda com ele.

O NEGACIONISTA nega as individualidades de cada ser humano em favor de coletivos que geram segregação por cotas que, ao invés de reduzir preconceitos, têm a flagrante consequência de estimular injustiça e preconceito.

Um bom NEGACIONISTA não gosta de história, por isso não sabe que o desenvolvimento da civilização é um processo de movimento pendular que, a partir da ação ego-centrada de todos os agentes da natureza, plantas, insetos, animais, seres humanos e eventos da física e da química, foram, são e serão o fundamental princípio de evolução e diferenciação dos seres e das sociedades. Por se apegar a esta ignorância, é defensor ferrenho da implantação de um regime ditatorial de governança mundial que intenta implantar um comportamento humano igualitário para e assassino da liberdade de se ser o que cada um está fadado a ser.

Um NEGACIONISTA ungido, nega a imperfeição da reprodução genética - o jeito que a Natureza encontrou de criar a diversidade das espécies e dos indivíduos, entre elas a humana - e defender o aborto dos "imperfeitos" como tática para conduzir um processo de "eugenia do bem" em direção a uma futuro onde todos serão "iguais", ou, mais provavelmente, como em Admirável Mundo Novo, onde uns serão "mais iguais" que outros.

Este mesmo NEGACIONISTA sem coragem suficiente para sustentar seu intento de eugenia, defende o aborto como um "direito" da mulher sobre o próprio corpo quando, de fato, nada mais está fazendo do que defender o direito da mulher assassinar um filho. 

NEGACIONISTA na pandemia nega haver alguma eficácia em medidas precoces para combate ao coronavírus alegando não haver comprovação científica de eficácia para medicamentos que, comprovadamente por décadas, não causam efeitos colaterais, ao mesmo tempo, cobra do governo federal a urgente vacinação de toda a população com qualquer vacina, todas sem terem cumprido todas as etapas para um desenvolvimento e, portanto, apresentam um evidente risco em sua aplicação, risco esse admitido no contrato de fornecimento ao constar que o laboratório produtor não terá qualquer responsabilidade no caso de efeitos colaterais futuramente registrados.

NEGACIONISTAS no poder, pertencentes ao espectro da "esquerda caviar", de dentro de seus isolamentos gourmets, ou livres, leves, soltos em praias paradisíacas, negam, a toda uma população, os direitos de ir e vir, de trabalhar (fonte de sustento), de lazer (fonte de saúde mental e física) em nome de um "fique em casa" em ambiente fechado, de baixa circulação de ar, enquanto fingem não ver que as fontes principais de contaminação estão nas aglomerações nos meios de transporte públicos, nos hospitais, nas favelas onde não há possibilidade de distanciamento social em casebres de poucos metros quadrados.

Já os NEGACIONISTAS políticos brasileiros perdedores da última eleição para Presidente, negam as realizações de um governo legitimamente eleito se concentrando em repetir incansavelmente um lema importado que atribui a desafetos a retórica do "racista, sexista, 
homofóbico, fascista e genocida" pois não se conformam com o fato de estarmos em uma democracia e terem que esperar 4 anos para tentar voltar ao poder (ou tomar o poder, como proclamou José Dirceu), mas, com falta de argumentos de sustento de suas críticas, bradam ao vento "impeachment já". 


O NEGACIONISTA de fato, real, ungido e vivente "em outro nível" intelectual, bem acima de todos nós, em essência, nega fatos e defende com veemência radical, NARRATIVAS que, de tanto repeti-las, acredita que um dia vingarão e o elevarão aos píncaros da glória. E do poder, óbvio.




Nota final: Afirmar que a Terra é plana, não é coisa de NEGACIONISTA, é apenas um chiste criado por um gozador que, com certeza está a rir a gosto e se perguntando como tantos idiotas ainda falam nisso. Não, o NEGACIONISTA é um provável ser ungido que, na falta do que fazer, nega que alguns humanos tenham posto o pé na Lua.



Assino a revista digital semanal OESTE. Logo após ter terminado a edição deste post, recebi o emeio com o link para a edição desta semana. O editorial chama a atenção para o artigo da Ana Paula Henkel com o título " O novo Estado onipotente e o reino transgênero" e que nos dá conta de um decreto de Biden que agora só depende de 60 votos no Senado para sua aprovação. Aviso para os que se interessarem em ler: é ASSUSTADOR!



1) Socinistas - Corruptela que proponho para empacotar socialistas e comunistas em um só conceito. Corruptela é a "deformação de palavras (...) de forma proposital, como forma de eufemismo (...)". Fonte: Wikipédia

2) Sobre a distopia da ideologia de gênero veja o vídeo da juíza Andréa Barcelos.





E você, já encontrou um lugar na sua consciência para a lealdade intelectual com você mesmo?

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