22/01/2021

“O pior cego é o que não quer ver.”


Ditado popular.

Se antifascistas cancelam, censuram, depredam (escondendo a identidade) e invadem o espaço privado (em sentido amplo) carregando cartazes com “viva a democracia”,...

Quando perdedores de uma eleição insuspeita, incontestável, têm seus interesses contrariados pelo voto de 58 milhões de eleitores e passam a fazer a ladainha do impeachment com total falta de “leitmovi”, deve-se entender que...

Quando o racismo em vez de ser moralmente condenado é reconhecido por paladinos da igualdade, mas que defendem leis para privilegiar os “mais iguais”, evidenciando uma dicotomia cognitiva que eu não consigo absorver, é obvio que...

Se há uma nítida incongruência quando os mesmos defensores de regimes de cotas para deficientes físicos são simultaneamente a favor do aborto, é porque...

Quando, neste mesmo padrão duplipensar[1], os autoproclamados “progressistas” imaginam promover o progresso apoiando um regime de cotas raciais nas universidades atropelando o critério dos melhores classificados por serem os mais capazes – uma das pré-condições para a promoção do desenvolvimento -, isto acontece porque, é claro,...

Se o Butantan, pressionado por interesses políticos do Dória, grava um vídeo divulgando resultados dando 78% de eficácia para a vacina chinesa, mas logo a seguir vem à tona que a taxa verdadeira é de 50,38%, fica evidenciado que para tal “deslize” ter ocorrido...

Apesar do governo federal ter agido rapidamente em socorro dos cidadãos pelo caos na gestão da saúde no Amazonas provocado pela politicagem explícita dos governantes locais, tendo como principal consequência a falta de oxigênio...

Inspirados nas arbitrariedades cometidas por ministros do Supremo, juízes de todas as instâncias pelo país afora estão tomando gosto por intimar e intimidar integrantes do poder executivo a prestar contas sobre as mais diversas ações em 48 horas, 72 horas, 3 dias, 5 dias... Isto é porque, sempre,...

Rodrigo Maia, presidente da Câmara durante os 2 primeiros anos do governo do Presidente Bolsonaro, fez o que pôde para não pautar e/ou obstruir pautas de projetos do governo, mas o fato de reformas fundamentais como a administrativa, a tributária e a fiscal não terem avançado, evidentemente... 

Se o discurso “ciência, ciência, ciência” não bate com a comprovação científica de que a Ivermectina e a Hidroxicloquina não têm efeitos colaterais observados em décadas, é porque...

O fato do ministro Alexandre de Morais ter decidido “que o governo federal não pode derrubar decisões de estados e municípios”[2] relativas ao combate ao Coronavírus, e lacradores das redes sociais e a grande mídia continuarem martelando que há um genocídio em curso,...

Explosão de prédio em Madri? Claro que... Derrota do Trump? Evidente,... Não importa o quê,...

As hipocrisias listadas acima são ínfimas na obra épica composta e interpretada pela Esquerda Universal. Como um adepto da legalidade[3], das mudanças graduais permitidas pela prática dos valores que sustentam uma real democracia, pela empírica dedução de que a diversidade da individualidade é a maior qualidade da espécie humana, que a liberdade de expressão é o que faz a vida ter sentido, e que se há uma coisa que evito é ser um idiota, não pensar com o estômago porque tenho cérebro a serviço do meu livre pensar, por não engolir pacotes com lacinho rosa, questiono, pesquiso, sempre, e, por isto, sim, vejo muitas decisões importantíssimas para o país de total responsabilidade do governo do Presidente Jair Bolsonaro.

Entre tais decisões cito as que considero mais relevantes e que, contrariamente ao que nos acostumamos ver, cumprem propostas de campanha: a resistência às pressões dos perdedores cujos intere$$e$ foram radicalmente atingidos e que hoje se empenham em trazer de volta "urgentemente" aquele que foi o governo mais corrupto que já tivemos; reestrutura do comando das estatais trocando apadrinhados políticos por gestores e técnicos respeitados; término de obras de infraestrutura inacabadas por incompetência ou roubalheira iniciadas em governos anteriores (outra que você nunca viu); início do desmonte do aparelhamento da máquina governamental - tarefa para, pelo menos, 20 anos para se completar; diversas ações (projetos, decretos, regulamentos etc.) que visam tirar o Estado das costas dos cidadãos e dinamizar a economia; insistência na privatização das centenas de empresas estatais para redução do tamanho do Estado, tarefa que enfrenta fortíssima resistência do funcionalismo; mudança radical nos objetivos e princípios que regem a concessão de financiamentos pelo BNDES.

Só estas, por si só, formam um conjunto que é uma real revolução no "modus operandi" de governança quando se compara com o que prevaleceu nas últimas 3 décadas. Que governo anterior fez algo comparável?

Se tudo correr razoavelmente bem, daqui cerca de 18 meses teremos que nos posicionar sobre a quem vamos apoiar para os mais relevantes cargos políticos da república. É então que nossa capacidade de discernimento será colocada em xeque. Mas... 




[1] Duplipensar é a falta de dissonância cognitiva, ou seja, o sujeito não tem ciência alguma da contradição entre suas crenças.

[2] Ver: https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/04/08/governo-federal-nao-pode-derrubar-decisoes-de-estados-e-municipios-sobre-isolamento-decide-ministro-do-stf.ghtml

[3] Não apoio Jair Bolsonaro, defendo radicalmente o exercício do poder legitimamente conquistado. Quando dou meu apoio ou critico decisões do governo federal, o faço ao Presidente da República. Votei em Lula em 2002 por discordar do que FHC "não fazia"; não votei nem em Lula em 2006 nem em Dilma em 2010 e 2014 porque já estava convencido do mal que o PT fez ao Brasil, mal do qual só vamos nos ver livres se, com muito afinco, os contrários às ideias social-comunistas vierem defender.
















16/01/2021

A HIPOCRISIA DAS PLATAFORMAS, DO ESTABLISHMENT E DOS IDEÓLOGOS

"Não há mais sentido em apelar para nada quando a mente se perdeu na coerência de uma boa ideia. O ideólogo torna-se cínico."

Proposição extraída de "Thomas Sowell e a aniquilação de falácias ideológicas".


Tomei contato e me fascinei com a internet em 1996. No ano seguinte já tinha criado uma lista de distribuição chamada INTERNET MARKETING onde publicava textos com o intuito de ajudar outras pessoas a entender a nova tecnologia. Tais textos me levaram a ser um dos primeiros "articulistas" da nova revista INTERNET BUSINESS (1). Conto isto só para ressaltar que vivi com certa intensidade o engatinhar, a infância e a juventude da Web, desde quando, portanto, o buscador principal era o AltaVista e no Brasil o Cadê (2).

Naquela época e até meados da primeira década do novo milênio, os provedores de acesso desempenhavam também o papel de guardadores dos conteúdos gerados pelos seus usuários, basicamente, clientes que usavam aplicativos de envio de mensagens eletrônicas, os tais e-mails, cujo conteúdo ficava armazenado nos "servidores" da empresa. Já ali, o comportamento irascível se manifestava em mensagens postadas em listas de distribuição com temáticas diversas. Esta constatação logo logo me fez cair fora, pois meu estômago não é muito forte. Algumas destas manifestações incomodaram terceiros gerando demandas judiciais e uma discussão sobre a obrigação dos provedores de não só "censurarem" o conteúdo, como também acatar uma ordem judicial que obrigasse a quebra da privacidade de um cliente. Evidentemente houve reação. A estratégia de defesa foi a de se compararem com os correios (sigilo da correspondência) e até mesmo com as companhias telefônicas (naquela época, em tese, ainda não se gravavam as conversas). Não lhes cabia, portanto, a obrigação de fiscalizar o conteúdo que transitasse pelos seus canais digitais, e ainda alegavam que seria um completo absurdo, além de inconstitucional. 

Assim foi até que a evolução da tecnologia e do agigantamento de algumas poucas empresas se transformassem em "plataformas" de redes sociais espalhadas, principalmente, pelo mundo ocidental. Agora o "busílis" da questão passou a ser outro. Os interesses econômicos passaram a ser tratados na casa das dezenas de bilhões de dólares e, neste nível de "interesse" a política se torna o elemento, a variável, o fator mais relevante em qualquer tomada de decisão. A consequência todos nós estamos vendo. A questão se inverteu, ou seja, se antes o negócio era tirar o corpo fora e dizer que "isso não é comigo", agora  é muito mais um "deixa comigo que eu chuto", pois "censurar é a principal tarefa". Reivindicam até mesmo um alegado direito de tocarem seus negócios do jeito que melhor lhes aprouver, apartados de qualquer aparato legal. Hummmm! Será? Vamos analisar o argumento dos apoiadores deste "direito". Alega-se que as plataformas digitais, só as plataformas, por serem empresas privadas em um regime de livre mercado, podem "excluir" qualquer um por terem o direito de escolher quem as pode frequentar com base tão somente em supostas "fake news" ou na constatação do usuário não ter a mesma opinião política que elas têm. Vejam a hipocrisia. Se eu manifestar nas redes sociais criticando o que você andou postando, tudo bem, a plataforma não se importa. Eu só não posso postar opinião com a qual "eles" não concordem (amplie a extensão deste "eles"). A meu ver, se esquecem do fato primeiro que motivou sua criação, qual seja, oferecer uma ferramenta universal de comunicação entre as pessoas, e não uma ferramenta de comunicação exclusiva de uma corrente política. Lembremos que quando nos associamos a elas, não nos foi perguntado para quem torcíamos, o que seria normal se o detentor do negócio fosse um partido político, um clube de futebol etc. Portanto, para evitar a hipocrisia, a justiça poderia concordar com elas desde que declarassem tanto em suas homepages quanto em seus ilegíveis contratos de uso, suas posições políticas para que pudéssemos nos associar àquelas plataformas com as quais nos identificássemos, o que nos permitiria manifestar nossas opiniões sem sermos "cancelados" a cada postagem. Que tal? 

Só pra deixar claro. Eu posso negar a uma pessoa o acesso à minha casa, até mesmo a um policial que não tiver um mandado de busca (desde que não tenha vindo a mando do Alexandre de Moraes). Acontece que a finalidade da minha casa é a de abrigar e proteger a mim e a minha família e não a de ter as portas abertas para quem quiser entrar, pois isto, evidentemente, contrariaria o objetivo básico!!! Sendo ainda mais explícito, os Correios podem se recusar a entregar uma correspondência por que seu endereço, do remetente, vem da "área suspeita" de ser apoiadora da oposição? As companhias telefônicas podem se recusar a completar uma ligação por que você foi "classificado" como um usuário que fala muito palavrão? Você concordaria com isto? 

Por que o Presidente dos Estados Unidos da América foi excluído de diversas plataformas? Por que nada acontece para impedir tais atos de violência explícita? O fato alegado de que Trump incitou a violência da invasão do Capitólio não se sustenta. Simplesmente ele não fez isso. Mesmo que tivesse feito, ainda assim isto não poderia ser motivo de nenhuma reação antes que um processo fosse instaurado para apurar TODOS os fatos, inclusive quem eram os que realizaram a invasão (mandantes e mandados). A opção por um viés político agora, pelo menos, ficou clara. Não por outro motivo cidadãos pelo mundo afora estão, neste meados de janeiro de 2021, cancelando suas contas nas "canceladoras" e procurando abrigo em plataformas comprometidas com a liberdade de expressão, pelo menos, em princípio. Enfim, um show de hipocrisias para satisfazer aos gostos mais exigentes feitas por indivíduos que se apresentam com a cara mais lavada e sem um mínimo de rubor. Fico por aqui, nem vou mencionar a sordidez das táticas usadas para destruir o PARLER.

Livro mais recente de Sowell.

Chegamos então à questão que salta à indignação: por que ninguém faz nada? Ocorre que esse "ninguém" inocentemente proferido é exatamente o "establishment" (3), a máquina pública que nas últimas décadas veio sendo invadida pelo contingente socialista. No caso do Brasil, há um "esprit de corps" estatal que se agarra à defesa de privilégios angariados ao longo de décadas dividindo os brasileiros em duas categorias: os privilegiados funcionários públicos e os demais. Àqueles, tudo, aos outros, o rigor da lei. Os primeiros não estão nem aí para utopias políticas, o que eles querem é tão somente reivindicar a manutenção de "direitos adquiridos". "Nosotros" também não estamos nem aí para as mesmas utopias, apenas a razão é outra: estamos ocupados, dia-a-dia, em "ganhar o pão", "tocar a vida" e pagar os impostos que sustentam aqueles. Hipocrisia, quero uma para sobreviver! É óbvia sua imediata pergunta: a quem interessam as utopias? Só aos ungidos, evidentemente, mas como estão no poder ou são bajuladores do poder, causam um estrago capaz de atingir gerações, sendo que seus autores não estarão mais por aqui para ver o resultado, nem para serem julgados e condenados. Este é o movimento a que estamos assistindo, infelizmente, e qualquer um que intente mudança neste "status quo", enfrenta a reação de uma massa de mais de 10 milhões de protegidos (4). E este comportamento se dá em toda a esfera de poder, legislativo, executivo e, particularmente, judiciário. Como já disse alguém: de onde você espera que saia alguma coisa, é dali que não sai nada mesmo!

E o que está na base, tanto da promoção e exaltação do pensamento único, quanto do Estado como um bondoso e mão-aberta empregador? A utopia ideológica dos ungidos que criaram uma teoria socioeconômica não a partir dos fatos da vida real, mas a partir de uma "visão" que quer impor globalmente um padrão de comportamento cultural e moral que contraria a inquestionável realidade de que a natureza humana é imperfeita e que o desenvolvimento das nações se dá graças ao intercâmbio de visões e experiências que ocorrem nas relações entre os cidadãos. A reboque desta "visão cega", vem o Estado controlador da economia, provedor do conhecimento de um só viés, e a divisão dos cidadãos entre várias "classes" com as consequentes políticas específicas para cada um, o que, evidentemente, acaba por criar dois grandes grupos, o dos "protegidos" e o dos "ressentidos".

Vamos nos preparar espiritual e mentalmente e aguardar para ver no que isso vai dar. Boa coisa, imagino, não vai ser.


(1) Tudo o que escrevi nesta época você encontra neste outro blog meu.

(2) Em 1994, Berners-Lee fundou o World Wide Web Consortium (W3C) no MIT; tanto  o Altavista quanto o Cadê, o buscador brasileiro, nasceram em 1995, sendo que o  cadastramento dos sites, no nosso caso, era feito manualmente (!!!); e o Google só veio se tornar uma empresa a partir de 1998.

(3) Establishment: A elite social, econômica e política de um país. Eu "odeio" o termo, mas fazer o quê depois de Paulo Guedes ter trazido para o nosso cotidiano tal anglicismo!!!???

(4) Segundo estudo do IPEA publicado em 2020, em pouco mais de 30 anos saímos de 5,1 milhões para 11,4 milhões. Quem foram os governantes no referido período?


12/01/2021

GOD, ZUCK AND JEFF

"A razão pode pouco contra a banalidade da violência irracional." (*)

Todo mundo sabe que Deus (o tal do God pros gringos) não é muito chegado a ficar interferindo em tudo que os homens, ôps, mulheres também, fazem. Já são quase 8 bilhões de almas, cada uma com infindáveis pedidos, que se fosse ter que analisar cada um não haveria eternidade que desse conta. Pior, o povo pede e quer pra agora! Então, não dá. Ele deixa que a coisa corra pra ver no que vai dar. Se ficar muito, muito, muito ruim, ele dá um tapa na nuvem (1), e desarruma de outro jeito.

Já Zuck... Zuck tá phodendo!!! Tá mandando pra... piu-piu. Cancelou, extirpou das nuvens, nada mais, nada menos, que o Presidente dos States, o cara tido até então como o político mais poderoso do mundo!!! Né pouca coisa não! É abusado esse. Mas ousadia é um direito inalienável. O que não pode ser inalienável, é a pretensão de um indivíduo se autoproclamar arauto da verdade e querer que esta "sua" verdade seja aceita passivamente por todos nós. 

Mas Zuck (2), o Iluminado, o Escolhido, um dos maiores "ungidos" que este mundo já viu, não se satisfez. Deletar só Trump? Ah! Muito pouco. "O que mais posso fazer", se perguntou, com certeza. "Que tal eliminar além de desafetos, concorrentes incômodos?", ele deve ter sacado. A ideia que surgiu foi a de acabar com o PARLER, essa plataforma que está abrigando todos os que as outras - FaceBook, Twuitter e Instagram - lacraram, suspenderam, excluíram, censuraram etc. O problema de Zuck, é que ele manda muito, mas não manda em tudo. Para poder realizar seu intento precisava excluir da "nuvem" o concorrente. É aí que...

...Entra o amigo Jeff (3). E Zuck deu uma sorte dos... deuses. Jeff estava no fundo do poço depois de descobrir que Elon (4) acabara de lhe tirar o posto de homem mais rico do mundo, lhe ultrapassando por meros e insignificantes 1,5 bilhão de dólares!!! Mas eis que surge Zuck com uma proposta, digamos, estranha mas... pensando bem... vamos nessa que "eu dou o troco nesse 'tesloucado' e recupero meu orgulho ferido". E deu-se a união Zuck-Jeff. Enquanto Jeff cuidava de desligar os servidores que serviam à PARLER, Zuck cuidou de dizer para os demais fornecedores de serviços do concorrente que se não o detonassem também podiam ir fechando "las puertas" pois "a cá, muchachos, siento mucho, más estarán cerradas".

E assim segue o mundo girando, girando, enquanto no meu tempo a Lusitana rodava. 

É óbvio que isso não vai dar certo. É óbvio que isso vai ter que receber um "basta" já já. É óbvio? Hummm!!! Será?

Me assusta ter dois fatos de tamanha relevância política, de tamanha transgressão a valores enraizados na civilização ocidental, não receberem uma reação repulsiva e instantânea das instituições americanas, o que me surpreende em muito, pois sempre tive a noção de que elas eram muito maiores, mais sólidas que o pêndulo do poder a cada 4 anos.

Para nós, mortais dispensáveis, manipuláveis, nós, os "ignorantes", nos resta usar as únicas armas que ainda nos deixam ter. A prerrogativa de excluir tais plataformas de nossa vida o máximo que cada um puder. De minha parte, comprei o último livro na Amazon na semana passada. De resto, já não uso mesmo os outros citados.

A outra arma que temos é nos manifestarmos onde pudermos e preferencialmente nas ruas, espaço que ainda nos resta. Com ou sem a hipócrita máscara. Com ou sem Ivermectina, o medicamento que ajuda no combate à COVID mas ninguém pode saber. Com ou sem vaChina ou vaciRNA, aquelas que ninguém sabe se toma, ou... toma.

O que estará Deus pensando sobre isso tudo? Aguardemos os próximos acontecimentos.


Para aprofundar um pouco mais nas questões abordadas, veja o comentário do Rodrigo Constantino em  https://www.youtube.com/watch?v=3NUlgJ0djqw e assista este trecho do vídeo do Claudio Lessa:


E com humor, o canal Hipócritas fez este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Q1nB3i3VaPs&feature=youtu.be

(*) Esta citação tirei da contra-capa de uma edição da editora Companhia de Bolso da obra "O Processo", de Franz Kafka que, coincidentemente, estou lendo neste momento. Enquanto não chego ao final da leitura, não posso dizer se a proposição está no texto do Autor ou se é uma conclusão do Editor/Tradutor. Independente da autoria, ela é atualíssima.

(1) Cacetada! Essa metáfora foi celestial!!!

(2) Mark Zuckerberg, fundador do FaceBook.

(3) Jeff Bezos, o fundador da Amazon.

(4) Elon Mursk, o "cara" fundador da Tesla que desbancou Jeff.




08/01/2021

A VELHA E AS NOVAS DICOTOMIAS


"As ideologias pressupõem sempre que uma ideia é suficiente para explicar tudo no desenvolvimento da premissa."

Hannah Arendt

Que a dicotomia direita/esquerda já não explica mais nada, muita gente já sabe mas ainda vai levar um certo tempo até que percebamos e adotemos uma outra que nos dê alguma noção, tanto das motivações dos movimentos políticos dos últimos 60 anos, quanto do que está por vir após a nação mais próspera do planeta se aventurar na intensificação de uma opção pelo socialismo em sua pior formulação (se é que isso é possível).

Os rótulos dicotômicos nos são úteis para super sintetizar um conjunto complexo de motivos e processos que sem eles, nossa vida seria impossível, ou, pelo menos, um inferno incompreensível. A velha dicotomia trazia toda a complexidade político-econômica para uma formulação simples: direita e esquerda. Entre os primeiros, os capitalistas gananciosos, entre os segundos, os comunistas estatizantes. Sob este rótulo, viveram os cidadãos do século XX entre tantos trancos, barrancos e guerras.

Capa do livro sobre a obra de Sowell

Assistindo as crônicas do Rodrigo Constantino, descobri Thomas Sowell, americano, negro, economista, professor universitário, filósofo político, escritor de dezenas de livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade, e em plena atividade aos 90 anos. Para organizar suas análises, ele apresenta duas ideias. A primeira, propõe que todos temos "visões" sobre a natureza humana, e ela é de duas categorias: a visão restrita - que considera e reconhece as limitações da natureza humana -, e a visão irrestrita - a que tem a convicção que a natureza humana pode ser aperfeiçoada, modificada. Basicamente, na minha interpretação, Sowell defende que a diversidade é a mola propulsora da evolução civilizatória e a melhor maneira de possibilitar ao indivíduo a busca pela felicidade, pois não há receita padrão para a felicidade na medida em que desejos e necessidades são únicos e, portanto, individuais.

Sowell também faz uma outra proposição. Esta é mais direta, mas popular, de fácil entendimento, qual seja a dos "ungidos" - aqueles que se autoproclamam como sendo "portadores da missão de guiar os outros para a realização de uma vida melhor" -, e a dos "ignorantes" - todos os demais identificados como incapazes de gerir as próprias vidas. Para a "elite ungida", liderada pelo subgrupo da intelligentsia, encastelada nas universidades, em toda a estrutura do ensino público (mas não só), nos sindicatos, partidos políticos e ONGs de toda espécie, "os males da sociedade são vistos fundamentalmente como um problema de ordem moral e intelectual, para a extinção dos quais os intelectuais estão especialmente equipados (...)". Eles não param por aí. No delírio dos ungidos, cabe até a capacidade de "poder resolver problemas psicológicos das pessoas, como os estigmas sociais e os traumas de guerra".

Instigado a refletir, moldei uma outra proposição para satisfazer nossas angústias de entendimento da realidade, em particular, brasileira. Partindo da constatação de que existe por aqui uma "elite" política que perdeu as últimas eleições; cujas campanhas foram financiadas por grandes empresas nacionais que acabaram por sofrer um revés significativo em suas intenções, desejos e lucros; de que muitos de seus proeminentes políticos estão na cadeia ou em casa de tornozeleira; e que tal conjunto de consequências motivou a aliança de todos em torno de um projeto de não aceitação da perda de poder, achei de criar um novo rótulo dicotômico: o dos "negacionistas" (*) - aqueles que negam, além da própria condição de imperfeição da natureza humana, negam tudo o que venha daqueles que foram eleitos, sejam opiniões, ações, decisões, propostas, projetos etc -, e os "aturdidos" -, todos nós que, a cada minuto, a cada hipocrisia no noticiário da "grande mídia", estamos nos perguntando: onde diabos isto vai parar!!!



(*) É evidente que estou me contrapondo à aplicação do rótulo "negacionista" como conceituado pelos tais perdedores e seus inspiradores e financiadores internacionais, ou seja, que negacionistas somos todos nós que não concordamos com as teses deles. Ex.: eu, particularmente, não concordo com a tese do aquecimento global, portanto, sou um negacionista por mais argumentos que eu tenha.