16/07/2020

O PRESENTE E O FUTURO DAS REDES DE TELEVISÃO

Sentado no meu sofá,  subjugado por uma quarentena imposta pela incompetente parceria OMS/China/Governadores/Prefeitos, entediado na minha décima oitava semana de confinamento, assisto pelo Youtube a conteúdos de minha livre escolha, idem para filmes na Netflix. Se assistir canais abertos não faz parte da minha vida há muitos anos, manter uma assinatura na TV paga se justificava exclusivamente pelo futebol, já que a partir da posse de Bolsonaro o jornalismo dos principais canais fechados ficou a serviço da militância de esquerda, gerando factóides para vingança dos perdedores que foram devida e oportunamente defenestrados do Estado e estão revoltados com o fato das torneiras da corrupção terem sido fechadas. Mas eis que veio o Corona. O futebol ficou suspenso por 4 meses e um tal de Jair Messias canetou um decreto acabando com o monopólio da Globo, e por extensão, de qualquer outra emissora. Pergunta-se: como ficará a mídia televisiva depois que a maioria da classe média consumidora se certificar de que os canais de internet dão conta com muito mais vantagens de nos suprir com informação e entretenimento?

No Youtube eu tenho a meu dispor jornalistas, analistas políticosn e financeiros, blogueiros de infinitos conteúdos (cozinha, marcenaria, medicina de todas as especialidades, astronomia, vídeos de todos os lugares do mundo, aulas das mais diversas especialidades etc. e tudo isto no meu horário, na minha ordem, podendo dar pauses, avanços, retrocessos, sem precisar me preocupar em ter que gravar pois tudo estará lá sempre. O que pode haver de melhor? Quem precisa dos jurássicos canais de TV?

Na Netflix, a 24,90 mensais, acesso filmes, documentários e séries. Recebo sugestões de acordo com o que já assisti e, como no Youtube, com os mesmos recursos de operação,e,  de novo, tudo sempre estará lá à espera da minha conveniência. O que mais preciso?

A partir desta realidade ululante, em minha humilde opinião, a Globo está se preocupando com o adversário errado. A cúpula do, ainda mas talvez por pouco tempo mais, maior grupo de comunicação do país precisa rapidamente redirecionar sua artilharia para estas novas tecnologias e esquecer Bolsonaro, pois, o mais provável,considerando a queda de audiência gradativa e consistente, é que ela mesma não venha a ter mais tanto interessse em renovar sua concessão. Veja print a segir e se quiser saber mais acess este link.   


Ou seja, o streaming veio para ficar e dominar. A televisão, aberta ou fechada, continuará a ter sua audiência reduzida até o dia em que mudará seu modelo de conteúdo e de comercialização para atender um determinado nicho de mercado, tal como, por exemplo, aconteceu com o rádio.

Só que não há impunidade neste processo. Já em 2018, portanto antes de Bolsonaro, a Globo contratou uma consultoria internacional para re-estruturar toda a sua operação (acabou a farra dos globais) pois, não só os lucros vinham apresentando tendência de queda, como as empresas vinham redirecionando suas verbas para outros canais de comunicação. Veja o print a seguir e se preferir veja a  matéria da Meio & Mensagem
Agora pense um pouco sobre os 4% a menos em 2019 e adicione para 2020 as consequências da pandemia! As pessoas descobrindo a mídia streaming; a perda do monopólio das transmissões do futebol; a perda que seguramente ela está absorvendo pela redução no número de provas da F-1; a óbvia redução dos valores de negociação dos intervalos comerciais em função da queda de audiência; etc.

Finalizando, a exemplo do que milhares (dezenas de, centenas de?) já fizeram, estou em meus preparativos finais para providenciar o cancelamento de minha TV por assinatura. E sua experiência/vivência como está sendo? Comente aqui.,


Veja a matéria do print acima aqui.