25/06/2020

EU E MEUS AMIGOS FASCISTAS


A receita de torta "mata-fome"(*) política, sem autor identificado, mas cujo gosto está merecendo aprovação de um contingente de seres supraterrestres (porque se acham acima de "nosoutros"), leva ingredientes da digitrônica, da modernidade líquida, do politicamente correto (sic), da pós-verdade, das narrativas invertidas, de psicopatia crônica e de canalhice sem qualquer pudor em se mostrar.

Eu e meus amigos... "fascistas", achamos que as bases da democracia precisam ser revistas com o propósito de que boa parte de seus princípios dogmáticos sejam analisados sob a luz e lupa da digitrônica. Nós achamos que não dá para se ter estabilidade de governança em uma era em que a vontade de grupos radicais tem canais de manifestação capazes de perturbar a condução do país de tal modo que resulta em uma imobilização do poder executivo, paralisando a nação, prejudicando irremediavelmente a grande maioria da população, em única subserviência ao objetivo da retomada do poder por terem seus interesses escusos contrariados.

Eu e meus amigos... "fascistas", temos um entendimento de que eleições são, até aqui, o principal instrumento para identificar a vontade de uma maioria em um determinado momento através de um processo eleitoral cujo resultado deve ser respeitado pelo tempo aprazado legalmente e de antemão. Nós acreditamos que, até as próximas eleições, é lícito que os derrotados em um pleito se organizem em grupos de oposição e ofereçam alternativas de solução de problemas sempre que as ideias e ações do governo empossado  estejam em desacordo com suas crenças, utopias e convicções. Mas é fundamental aceitar que a democracia é um regime que lida em sua essência com a alternância de poder. Aqueles que não aceitam essa condição devem abrir mão de discursos "a favor da democracia" e, sem hipocrisia, proclamar em suas faixas o desejo real de implantação de uma regime ditatorial, quiçá totalitário. 

Por falar em convicções, eu e meus amigos... "fascistas", temos a firme convicção de que a "independência harmônica" dos três poderes, é cláusula pétrea de nossa Constituição, mesmo ela sendo de viés estatista, socialista e anti-liberal, características que não a invalidam como Carta Magna a que todos devemos nos submeter até que algumas PEC's ou nova Assembleia Constituinte a venha alterar ou substituir.

Meus amigos e eu, "fascistas" que somos, mesmo uns e outros ateus de prática ou discurso, cremos fervorosamente que um governante eleito só possa ser impedido de exercer seu mandato se cometer um ato absolutakente inconstitucional e, mesmo assim, depois de todo um processo legalmente conduzido. Eu disse um ato, nunca um pensamento, nunca uma ideia manifesta, nunca por uma frase fora de contexto, muito menos por uma "intenção" atribuída pela interpretação de um adversário. Não aceitamos as arbitrariedades, aqui sim, anti-democráticas de supressão da expressão de opinião, num verdadeiro "cala boca" hoje praticado pelo STF. 

Nós, "fascistas" por rotulagem hipócrita dos que odeiam a diversidade, defendemos uma imprensa livre, sem mordaças, sem rabo-preso, sem dependência de verbas estatais, sem orientação (sic) ideológica a seus repórteres, jornalistas e articulistas, na confecção de seus textos, matérias ou análises das circunstâncias (**).  

Do mesmo modo, pelo mesmo princípio, e ainda sob a obediência à Constituição vigente, somos "fascistas" intransigentes na defesa da liberdade de opinião e manifestação pacífica, seja em ambiente restrito ou público, independente de meio de divulgação, de qualidade do linguajar, limitações morais ou de qualquer outra espécie.

Para nós, "fascistas" sem carteirinha, sem filiação partidária, não obrigados a fazer rachadinha prevista em estatutos de partidos, ou não, professamos que um novo sistema para a escolha dos integrantes do Supremo Tribunal Federal seja criado com base em escolhas de juristas de notório saber não só da Constituição em vigor, como do direito em amplo senso, e, principalmente, cidadãos de conduta comprovadamente ilibada. 

Nós, eu e meus amigos, "fascistas" não praticantes de atos de vandalismo, de agressão física ou mesmo verbal, que acreditamos que o único caminho é o da diversidade de opinião para a construção de acordos que garantam a todos os indivíduos (integrantes de maiorias ou minorias) o direito e a liberdade de conduzirem suas vidas com a única, e absolutamente necessária, proteção do Estado quanto ao exercício dos direitos da plena cidadania que deveriam ser inalienáveis e inquestionáveis. 

Para nós, fascistas de ocasião por interesse de esquerdistas, a torta está pronta, quentinha e sendo servida para quem estiver com o nariz entupido e não percebendo o cheiro esquisito de receita que desandou, e que em vez de mata-fome parece estar causando um desarranjo cerebral. Mas o nosso olfato não está predudicado, pois nós entendemos que no mundo da pós-verdade, onde o que é não é, o que não é talvez seja, não sei; que no mundo da modernidade líquida onde tudo flui tal como água em correnteza de rio, o que hoje seria, já foi, não é mais; que nesta realidade inventada, aumentada, estuprada, não sabemos onde foi parar a ética, a moral, os sentimentos pelo outro (em todas as dimensões que "outro" possa ser considerado); que neste ambiente onde psicopatas crônicos que viveram nas tetas do Estado, mas escondidos nas trevas, nas sombras, no escuro, agora têm uma voz que nunca tiveram; que aqui, agora, somos todos poeira no vento, sem destino, sem controle, sem autonomia, sem vida que possa ser vivida!

Eu e meus amigos "fascistas" tínhamos a certeza, até poucos meses atrás, de que éramos democratas no fundo de nossas almas. Acreditávamos que respeitar e aceitar o decidido era uma consequência dos valores em um Estado Democrático de Direito. Jamais poderíamos imaginar que um dia os sentidos de direção seriam invertidos, onde ser liberal e conservador em geral, passou a ser pensamento fascista, e atacar a propriedade privada, se recusar a aceitar o resultado de eleições livres e tentar por todos os meios derrubar um governao, se tornaram valores de democratas!

Triste momento!

P.S.: Para não pensar que só acontece no Brasil, leia este artigo.

(*) A torta mata-fome é uma lembrança da minha infância. Na confeitaria da família, ao final do dia, sobravam unidades de pães, doces, tortas, cucas etc., que eram todas, ou quase todas (nunca tive conhecimento da receita) colocadas numa misturadeira, onde acrescentavam-se alguns ingredientes, e produzia-se uma massa que ia ao forno virando uma torta cujas fatias eram vendidas a 1 "dinheiro", e faziam a alegria da garotada na hora do recreio.

(**) A CNN, num arroubo hipócrita que eu creio vá para os anais do jornalismo televisivo, criou um quadro chamado "Grande Debate" para esconder o seu total alinhamento esquerdista, onde a apresentadora precisa introduzir o quadro sempre com o seguinte "alerta": "O tema desse quadro é apresentar temas relevantes com visões diferentes sobre o mesmo assunto. Tudo pra que você construa, então, sua  opinião, sua forma de pensar". Tão hipocritamente bonitinho/bonitinha!!!










10/06/2020

NEBLINAS DE OUTONO

"Neblina baixa, sol que racha." 
Ditado popular

Aqui na minha terra, em outono, os dias amanhecem com muita neblina, que toca o chão e nada enxergamos além de... neblina. Não há o que fazer, exceto esperar que a sabedoria popular se confirme em algum momento futuro e o sol apareça nos iluminando o caminho e revelando a paisagem em toda a sua exuberante realidade.

É assim que o Brasil amanhece todos os dias, coberto de uma espessa neblina que a tudo encobre e que tudo esconde de nossa compreensão. 

O que deseja o STF como instituição e desejam seus ministros individualmente quando são dúbios em suas decisões, tal como aquele que antes defendia com veemência o direito à manifestação de opinião mesmo a mais ácida até o dia em que a acidez lhe foi dirigida? Como se explica o outro que, sem apontar a prova, acusa o Presidente de ser dúbio quando este é o mais coerente e intransigente defensor da independência harmônica dos poderes e da plenitude do exercício democrático? Que interesses particulares, insólitos, autoritários, levam um decano a expor ao mundo uma reunião ministerial reservada abrindo um precedente perigosíssimo para a segurança do país?

Como entender que a quase totalidade da imprensa tradicional esteja em militância político-partidária-esquerdista empenhada em um flagrante ataque à democracia com o único objetivo de derrubar um governo legitimamente eleito por 58 milhões de eleitores? Que estratégia é essa de insistir em rotular o Presidente de fascista e antidemocrático apoiando manifestações fascistas e antidemocráticas, sem que se aponte ter ele cometido qualquer ato arbitrário e, ao contrário, defender diariamente as prerrogativas do legislativo, legislativo este empenhado em não deixá-lo governar engavetando todos os seus decretos? 

A neblina política está tão forte que não enxergo onde um ex e futuro candidato à presidência, depois de décadas atribuindo a um ex-presidente os piores e ofensivos atributos, aparecer em um debate chamando-o, agora, de "príncipe" e outros puxa-saquismos de ocasião!!!

Provavelmente por causa desta neblina, não estou enxergando nenhuma entidade empresarial vindo a público em favor de um governo claramente capitalista, a favor do livre-mercado, de um estado eficaz,  cujo Presidente é diariamente atacado e ameaçado de impedimento com os argumentos uns mais esdrúxulos que outros?

Eita! neblina espessa essa, pois não vejo nenhuma entidade representante de magistrados, ou advogados, ou promotores, ou enfim, qualquer daqueles encarregados de promover a justiça, virem apontar as agressões aos cidadãos brasileiros em total confronto com os mais caros direitos inseridos na Constituição?

O que será que se passa na cabeça, nas intenções, dos presidentes das duas casas legislativas que parecem ter entrado em "modo de espera", tal como o "stand by" de aparelhos eletrônicos? Que bote "antidemocrático" (também tenho o direito de usar a rodo a expressão da moda) estão eles tramando em conluio ou não com nossa mais alta corte?

A neblina parece não pairar sobre Washington, pois Trump enxergou coisas muito suspeitas nesta OMS, presidida por um amigo do ditador chinês e chegado, ao que parece, a alguns drinks, dadas suas declarações sobre a COVID-19 que ora segue em uma direção, ora em outra, parecendo ser um bêbado equilibrista na corda bamba da presidência de uma entidade, hoje, questionadíssima em sua integridade?

Falando em pandemia, que silêncio nebuloso é este sobre os dados estatísticos tanto das causa mortis quanto em relação aos perfís dos que foram a óbito (idade, sexo, atividade profissional, classe social, cormobidades etc.) por conta do corona-vírus? Onde estão, se é que estão sendo coletados, tais dados?

Antes da neblina, me foi possível enxergar que as decisões do Presidente incomodaram mais que 100 elefantes, e incomodaram muita, mas muita gente que foi lesada em seus vergonhosos privilégios ou escandalosos atos de assalto ao Estado. Mas por que estão calados os que formam o enorme contingente dos  que não participaram do butim dos esquerdopatas e seus inocentes úteis?

Não se pode esquecer a neblina que envolve e cega governadores e prefeitos que vão e voltam, dizem e se contradizem em suas decisões, não sabendo nem mais como se aproveitar da situação em proveito próprio, tão perdidos estão. Como também este "russo" que invadiu hospitais e secretarias de saúde induzindo-os a se recusarem a receitar medicamentos existentes no mercado a décadas, sem qualquer restrição (até mesmo sem necessidade de receita), pelo motivo... motivo... qual motivo mesmo?

Espero o tempo passar e esperançoso me mantenho de que a sabedoria popular vá se confirmar ao fim deste outono e a luz do sol venha iluminar nosso entendimento sobre tudo o que nos rodeia e nos conduz.

P.S.: Deixo algumas imagens e vídeos como complemento a esta minha prosopopéia na intenção de lhe provocar reflexões, independente de se tais conteúdos são falsos, verdadeiros, apócrifos ou, simplesmente,se  são só criativas fake news.