25/06/2009

A BURCA DE SARKOZY

"Na França, o presidente Nicolas Sarkozy causou polêmica ontem (...) ao dizer que a burca não é bem-vinda no território francês."

Sarkozy quer proibir o uso do traje nas ruas do país. Não é o primeiro de seus arroubos fascista, não será o último. Ele já disse outras asneiras. Ele, Berlusconi e Hugo, o amigo de Lula, poderiam montar uma confraria, a das bestas que têm o rabo no lugar da cabeça, e vice-versa.



A burca é ícone de uma cultura e símbolo unificador de expatriados por guerras e subdesenvolvimento. A burca incomoda porque lembra a Sarkozy tudo que franceses, e europeus em geral, têm perdido sistematicamente. A sociedade dos felizes e subsidiados agricultores não é mais possível. Sentir isso no dia-a-dia dói e dá medo.

A felicidade de Sarkozy e dos franceses que ele representa, seria extirpar do território francês 5 milhões de muçulmanos para sobrar um quinhão maior da economia decadente para os nativos. Seguir por este caminho não só não resolve como potencializa o problema. Antes ele tinha um incômodo, agora tem uma guerra em suas próprias terras, porque incentivou aqueles milhões que aceitam fazer o trabalho que os nativos não querem a se unirem para a luta. Para Sarkozy, fundamentalismo imbecil se rebate com fundamentalismo imbecil. Será que vai adiante em seu intento? Quais serão seus métodos 70 anos depois das técnicas e do insucesso de Hitler?

Infelizmente não vai parar por aí. Nem as perdas, nem a imigração que nada mais é que o exercício do direito da espécie humana de se mover em busca de condições de sobrevivência. Como Sarkozy não é mulher muçulmana, não sabe que a burca é para impedir a cobiça, protegê-la do olhar do outro. Ao contrário, ele a usa para não ver, para esconder de si mesmo a verdade de sua própria cobiça.

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