sexta-feira, junho 24, 2022

A PSICOPATIA VISTA POR OLAVO DE CARVALHO

Encontrei em meu baú de guardados um artigo de Olavo de Carvalho publicado em 5 de novembro de 2013 em seu blog "Mídia Sem Máscara". O texto foi uma resposta a acusações que ele recebera de 2 jornalistas. O título "Psicopatas" deixa claro o que ele pensava sobre seus detratores. Por considerar oportuno dado o que diariamente ouvimos e vemos das falas e ações de alguns personagens da vida pública atual, é que reproduzo aqui um extrato do que o professor pensava, contendo o que imagino ser de valor para qualquer pessoa que queira entender a personalidade dos atores da encenação política  e que, em suas sinas de preservação do phoder, tratam o povo como marionetes em suas mãos para se portarem de modo à satisfação de seus interesses.

Disse Olavo:


"Todo psicopata é, por definição, psicologicamente invencível. Por mais que você lhe mostre seus erros e prove os seus crimes, ele continuará não só proclamando inocência, mas cantando vitória.

O psicopata não sente culpa, não sabe o que é o arrependimento interior, mas foge da vergonha exterior com uma obstinação inflexível, defendendo com a ferocidade de mil leões o único patrimônio moral que possui: o amor próprio. Aquele mesmo amor próprio que o cristão destrói sistematicamente todos os dias ao confessar seus pecados num tribunal interior (...). Mesmo pego em flagrante, exibida ante os olhos do mundo a prova do seu crime, ele jamais admitirá: “Pequei, necessito do perdão.” Ele jamais sofrerá interiormente por ter feito o mal, por ter prejudicado um inocente, por ter lesado um irmão, por ter arruinado um amigo ou atacado covardemente um inimigo pelas costas. Em vez disso, produzirá do nada os mais extraordinários subterfúgios e racionalizações, (...) para não dar o braço a torcer. Nenhuma lágrima de arrependimento correrá sobre a sua face, nenhum sincero pedido de perdão brotará da sua boca.

Essa é a reação normal de um ser humano, mesmo sem fé religiosa. A religião pode aprimorar a consciência moral, mas só quando esta existe antes disso.

(Os psicopatas) não têm sentimentos morais, mas percebem os dos outros e sabem manipulá-los em vantagem própria. Isso acontece porque, diante de situações que normalmente deveriam tocar os seus corações, (...) com a maior facilidade, eles dissolvem a percepção moral alheia numa pasta confusa de subterfúgios verbais que bloqueiam a certeza intuitiva e a substituem por dúvidas e desconversas  desesperadoramente artificiosas.

Ver os seus sentimentos morais mais pessoais e autênticos ser remexidos, contestados, esfarelados com as artes de uma lógica infernal é, para a quase totalidade das pessoas, uma experiência atemorizante. Daí que, se não conseguem evitar a companhia dos psicopatas mediante uma precaução instintiva, podem acabar cedendo e se submetendo ao domínio da mente mais agressiva, mais veloz, mais maliciosa e mais hábil.

Se identifico no meu interlocutor algo de mais grave, não uma simples doença mental, uma neurose ou psicose, e sim uma psicopatia em sentido estrito, é preciso algo mais do que interromper um debate. É preciso advertir à plateia de que estamos todos na presença de um criminoso."

 

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