13/05/2015

LEGALIDADE CORROMPIDA

O senhor Luiz Inácio esteve por trás do mensalão desde a concepção, que o diga seu "amigo da onça" José Mujica, por razões de caráter: era, no entender dele, "a única maneira de governar o país" (sic) então, em sua incompetência declarada, faz dos fins a justificativa dos meios.

Este episódio comprova o que Cacá Diegues vaticinou no texto A Mosca do Alvo:


"Para termos a ilusão de estarmos protegidos e com nossos direitos acima dos direitos dos outros, somos capazes de inventar as mais sórdidas saídas para situações difíceis que poderiam se resolver de um modo mais humano."


O senhor Luiz Inácio esteve - formalmente, pois informalmente continua - como chefe supremo da nação por 12 longuíssimos anos, mas continua a afirmar desconhecer na sua totalidade as incompetências e roubalheiras praticadas nas estatais e fundos de pensão, tudo sob suas barbas.

Ele também, agora, diz que só conhecia Paulo Roberto Costa superficialmente, apesar de toda Brasília saber que aquele senhor foi parar na diretoria de Abastecimento da Petrobras com seu total conhecimento, até por que foi pressionado para que fizesse a nomeação, como contou o doleiro Youssef. 




Isto sem citar o depoimento do ex-deputado Pedro Corrêa na CPI do Petrolão que aponta Luiz Inácio como o responsável pela escolha de Paulo Roberto.

Ele quer que nós aceitemos o nonsense de que todos os denunciantes da Lava Jato são desequilibrados mentais pois, apesar de correrem alto risco de passar o resto da vida na cadeia, insistem em fazer estas "falsas" acusações a ele, Luiz Inácio, e aos dirigentes máximos desta supra-central. 

Mas para mim o mais crítico de tudo é o senhor Luiz Inácio e a cúpula da sua organização repetirem, diariamente, quando questionados sobre os aportes à agremiação, que "todas as doações foram legais"!!!

Vamos acordar uma coisa: corrupção em licitações de governo e de estatais (e até em empresas privadas) sempre houve, sempre haverá. O que os companheiros da supra-central fizeram foi instituir um sistema financeiro de roubo do dinheiro público para sustentação de um projeto ditatorial de 30 e, preferencialmente, mais anos. Não sou eu que digo, é, entre outros, Roberto Jefferson desde 2005, em entrevistas, depoimentos no Congresso e em seu livro Nervos de Aço.

Atentemo-nos todos para o fato de que não há nos aparatos jurídicos da República, desde a Constituição até uma decisão de juiz de primeira instância da menor cidade do Brasil, repito, não há nenhuma norma que diga que agremiações políticas e seus dirigentes, especialmente ocupantes do poder executivo, devam ser sustentados, subsidiados, financiados, mantidos através de doações impostas a fornecedores que ficam livres para praticar sobrepreço desde que depois desviem parte do recebido para seus cofres usando o artifício legal do "tudo com recibo de doação".

Merval Pereira em O Quebra-Cabeça de Lula, avalia que:


"A cada dia que passa o ex-presidente Lula vai perdendo sua aura de intocável. Surgem aqui e ali histórias envolvendo seu santo nome, quase nunca em vão. As mais recentes são exemplares de como os fatos acabam sendo revelados, mesmo que se queira escondê-los."

A minha pergunta é: não está mais que na hora de alguma instância do Judiciário acabar com este monstruoso discurso farsante botando todos eles para fora do poder executivo? Será que não está na hora de, já que não temos um sistema parlamentarista, pelo menos termos um mecanismo de encerrar um governo declaradamente inepto e corrupto, que, principalmente nos 4 últimos anos, acabou nos levando a uma falência branca?

Mas vou acreditar na aposta do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, em discurso ao receber o Prêmio de Pessoa do Ano, em maio/15 (O Globo, 13/5/15, pág.6): 


"Por mais astuciosos que sejam os truques para mostrar que está certo o que está errado, eles têm vida curta"

Que instituição, portanto, vai exercer seu poder para expor estes astuciosos que insistem no truque desta hipocrisia de LEGALIDADE CORROMPIDA?




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