13/11/2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - 13 A 19/11/16


17 - CÂMARA E SENADO

Estão arquitetando uma anistia geral para os mal-feitos em caixa dois e propinas. Está na hora de irmos para as ruas dar o recado de que, se tentarem, o risco é grande de o caldo entornar.


SEM PERDÃO PARA OS CORRUPTOS. 

E FORO PRIVILEGIADO APENAS PARA ATOS DO EXERCÍCIO DO MANDATO.


15 - DILMA, FARC, BREXIT, TRUMP

Na ressaca pós vitória de Trump, me fixo em dois fatos que se conectam nos 4 eventos citados no título: a afirmação, pela mídia, de que os institutos de pesquisas erraram e a margem de vitória.

Quanto às pesquisas, sinto muito, mas não erraram. A margem de erro é que pendeu para o "lado errado" ou lado não desejado pela mídia e especialistas de todas as vertentes.

Quanto à margem de vitória, apertada em todos os casos, esta sim me incomoda. Nos 4 casos, uma minoria de cidadãos foi responsável por uma decisão de grave importância para o futuro de curto e médio prazos de suas nações, o que, em última instância, significa afetar seus próprios destinos individuais. Se levarmos em conta os altos índices de abstenção, temos um fato que incomoda bastante a democracia (em tese, o regime da maioria): a responsabilidade da decisão foi da minoria!!!

O que pode estar por trás dessas rupturas? Lembrando que Dilma foi eleita e deposta (uma ruptura com as ideias petistas). Esta democracia conduzida pela visão de curtíssimo prazo do homem-eleitor comum tende a nos levar para onde?

A inovação tecnológica e a rapidez em que estas nos são impostas está aumentando o fosso entre as populações das metrópoles e as demais?  Em que medida a globalização está sendo questionada e ameaçada? A perda dos empregos, em alguns países, a queda dos salários dos não-formados em outros, justificam esta tendência ao protecionismo e, consequentemente, ao agravamento de manifestações nacionalistas e xenófobas? O desenvolvimentismo, visto até aqui pelos economistas como única saída para a humanidade, se sustenta?

De volta às cavernas, ou à barbárie da sobrevivência do mais forte, ou há uma alternativa ainda não formulada?


Resultados do voto popular:

BRASIL: ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE (out/2014) - 51,64% x 48,46% (Aécio) - Diferença: 3,5 milhões de votos - Abstenção: 19%


GRÃ BRETANHA: BREXIT (jun/2016) - 51,9% (sim para saída da UE) x 48,1% (permanência) - Diferença: 1,8 milhão de votos - Abstenção: 28%

COLÔMBIA: FARC (out/2016) - 50,2% (não ao acordo) x 49,8% (sim) - Diferença: 60 mil votos - Abstenção: 62,6%

ESTADOS UNIDOS: ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE (nov/2016) (*) - 47,2% (Trump) x 47,9% (Hillary) - Diferença: 900 mil votos - Abstenção: Não encontrei dado correto, mas historicamente é perto de 50%

(*) Fonte: CNN - A vitória de Trump se deu no colégio eleitoral com 306 delegados a seu favor.

13 - RADICAIS

O problema dos radicais é que eles estão, por definição, sempre errados. Radicalismos só têm utilidade como tentativa de ruptura, de colapso, de morte do conhecido e nascimento do incógnito. O radical não tem proposta de solução. Seu horizonte de percepção não existe porque sua cegueira é congênita.

Isto me vem quando ouço sobre invasões de escolas (incentivadas, alimentadas e coordenadas por psicopatas desalojados de posições nas instâncias de poder estatal) a pretexto dos alunos serem contra a proposta - superficial, diga-se - de flexibilização do ensino médio.

Todos os alunos de uma escolha são contra? E só de algumas escolas que o grupelho, no caso, de esquerdistas, conseguiu se infiltrar? Quer dizer que os alunos, pretensamente contra, preferem ser obrigados a adquirir conhecimentos que jamais irão fazer uso, ao invés de terem a liberdade de investir mais no que suas genéticas e escolhas desejam? Eles são contra a flexibilização no exato momento em que as formas de transmissão do saber estão sendo avassaladoramente questionadas pelas novas tecnologias de acesso à informação? Ou apenas estão tão famintos de debate de ideias e de alimento que estão aceitando receber sanduíche de mortadela como recompensa pela servidão a que se sujeitam de serem massa de manobra para quem não quer ver vingar ideias alheias?


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