08/04/2020

NO DIA DEPOIS... - 2

Nos dias depois, quando pudermos voltar, de alguma maneira, a um jeito de viver minimamente produtivo sócio-economicamente considerado, muita coisa será diferente, muitas atividades desaparecerão, ou serão negativamente afetadas, ou levarão muito tempo para atingir um patamar que valha a pena mantê-la. A lista que começo a construir aqui - e agradeço contribuições -, é um exercício sobre o futuro de muitos setores de negócios e de hábitos da vida cotidiana. Para muitas situações, só tenho perguntas e nenhuma ideia de como será! O horizonte de tempo a considerar depende de quando cada um de 3 fatores se tornará uma realidade em nível mundial de cobertura próximo a 100% da população: 1) existência de kits para testar a presença do vírus 2) tratamento farmacológico comprovadamente eficaz; 3) uma vacina preventiva. Posto isto, convido você a fazer uma avaliação de cada item listado a seguir, estabelecendo um prazo para a recuperação total, parcial, ou morte, de cada um deles (junto a cada uma eu coloco a minha previsão). O objetivo é cada um construir uma perspectiva do dia depois de amanhã que, com absoluta certeza, não será mais como o dia de antes de ontem. Este exercício nos ajudará a tomar melhores decisões hoje quanto a uma provável realidade futura, seja no âmbito pessoal e familiar, seja quanto à proteção do patrimônio (quem ainda o tem), seja quanto a que caminho tomar para manter um nível mínimo de renda (independente da fonte), seja, por fim, que decisões de governo devemos cobrar e apoiar.


- O peso de cada nação no cenário mundial do comércio sofrerá alterações radicais. Estados Unidos já anunciaram que envidarão esforços para reduzir fortemente a dependência de produtos chineses. Uma consequência provável será o incentivo a nações parceiras para produção substituta (via oferecimento de tecnologia e financiamento). (A conferir em 2 anos.)

- Enquanto a China não provar ao resto do mundo que abandonou de vez hábitos alimentares que estão sendo considerados como origem desta e outras pandemias, irá perder mercado em função das restrições que as populações ao redor do mundo colocarão ao consumo de qualquer coisa que venha de lá. (Processo a se intensificar nos próximos meses.)

- A redução da atividade econômica tem como consequência a redução da arrecadação. Menos imposto, menos recursos para o Estado, implicando na alteração das prioridades de investimento. Arrisco-me dizer que o setor de saúde deverá subir alguns degraus, enquanto infra-estrutura de estradas terá projetos adiados. (Durante os próximos 5 anos.) 

- A desvalorização horizontal, para usar um termo dos tempos de COVID-19, das empresas listadas em bolsa vai levar a um rearranjo dos controles acionários em escala mundial. (Processo em andamento e pelo próximo ano e meio.) 

- O setor de viagens, seja a trabalho ou lazer, que já está paralisado, não se recuperará tão cedo (em março perda mundial estimada em R$ 14 bilhões). Companhias aéreas irão à falência brevemente; o mesmo acontecerá com o setor de) hotelaria (iremos ver com frequência prédios abandonados que antes abrigavam hotéis de 4 e 5 estrelas); todo o micro e pequeno comércio que até aqui vivia em função do turismo, simplesmente acaba; a indústria aeronáutica não terá encomendas por muitos anos (o que fazer com a atual frota de aeronaves que está no chão?). O que será de Dubai? Um deserto desabitado? (Processo em andamento e pelos próximos 5 a 10 anos.)

- Quando a indústria do entretenimento, hoje completamente aniquilada, retomará gradativamente as atividades? Quando uma Disney voltará a acolher hordas de visitantes como nas últimas décadas? Depois de a digitrônica ter dizimado a indústria fonográfica, que soluções artistas da música encontrarão para sobreviver sem a possibilidade de realizar shows ao vivo? (Talvez a partir de daqui a 3 anos.)

- A proibição de abertura do comércio está deixando uma enorme parcela da classe média brasileira absolutamente sem renda. Hoje, lojas em todas as cidades submetidas a quarentena, estão fechadas, com pequenos empresários tendo que cumprir compromissos trabalhistas, custos de instalação e dívidas com fornecedores, situação que levará parcela significativa a perderem a capacidade de recuperação/reabertura num futuro ainda incerto. Assumindo que este quadro venha a se tornar realidade, podemos imaginar os milhões de pequenos empreendedores que perderão sua fonte de sustento e que integrarão o contingente à procura de emprego que hoje já é de 12 milhões de cidadãos. (Processo em andamento.)

- O comércio eletrônico terá um crescimento relativo, dado que, se por um lado aumenta a demanda em função de se priorizar a compra pela internet, por outro a demanda de certos produtos se reduz em função da eliminação de algumas das razões de compra (p.ex., pra quê sapato novo se você não tem aonde ir?). (Já em andamento, veja este relatório com números de março/20.

- Se o e-commerce cresce, a contrapartida será (já é) a redução da participação do pequeno comércio local no volume total das transações comerciais. (A conferir no final dos próximos 2 anos.) 

- Além de virem a integrar o contingente de desempregados, qual o destino das famílias que até aqui viviam do trabalho informal diretamente ligado/dependente dos setores de lazer, turismo e entretenimento? (Processo em andamento.)

- Muitas indústrias de equipamentos, cuja demanda se reduz (ou acaba) por conta das pessoas sitiadas em casa (ou pela paralisação de algumas atidades, como já apontado acima), tentam redirecionar/adaptar seus recursos para, principalmente, a produção de equipamentos hospitalares. (Processo em andamento.)

- A educação que já vinha sendo questionada, criticada, por ainda não ter encontrado o novo papel do professor (imaginando que ele ainda terá algum papel) na nova era digitrônica, agora não terá mais desculpa. O ensino à distância, a formação fora das salas de aula, será a realidade, independente do que docentes conservadores ainda achem. (A conferir daqui a 3 anos.)

- O que está reservado ao futuro de nossos filhos e netos? Por quanto tempo ficarão presos dentro de casa, por horas conectados em atividades educativas ou "prejudicativas" na Rede? O que resultará do convívio com os pais 24/7? Que adultos serão depois das consequências desta pandemia enclausuradora? (Processo em andamento e enquanto durar o confinamento.)

- Não tenho dúvida de que a implantação, hoje obrigatóra, do trabalho em "home office" - tele-trabalho -, deixará como saldo a perda dos receios e restrições que até aqui impediam a adoção desta alternativa tecnológica. Portanto, uma redução significativa no trabalho presencial deverá ser observada, afetando em consequência a redução dos aluguéis de salas comerciais. (A conferir nos próximos 2 anos.)

- A infra-estrutura de comunicação, via cabo e satélites, vai receber investimentos para dar conta do incremento exponencial da demanda por mais banda. (Ao longo dos próximos 3 anos.)

- O uso obrigatório de máscara, tanto no convívio social, quanto no convívio público geral, seja em ambientes abertos ou fechados, é o principal fator de redução do índice de contaminação geral, seja deste COVID-19, seja de um eventual, mas provável, novo vírus de similar letalidade. Mas como vamos resolver nossos encontros com amigos para um encontro no restaurante, ou na laje, no final de semana? Como faremos nossas consultas médicas? Nossos exames de rotina? Quando os hospitais voltarão a nos dar assistência para os tantos males que hoje estão relegados a 5º plano? (Processo em andamento.)

- No âmbito individual a adoção intensa de hábitos de higiene pessoal, irá reduzir a propagação de outras viroses, resultando, portanto, em queda no número de atendimentos hospitalares por conta das mais vairadas infecções. (Conscientização em andamento. A conferir ano a ano.)

- Os acidentes (e as mortes) nas estradas se reduzirão em grande proporção como resultado da diminuição do tráfego já que viajar será restrito a motivos de absoluta necessidade. Mais uma consequência positiva para o sistema de saúde. (A conferir ano a ano.)

- Talvez academias sejam trocadas por equipamentos em casa, ou tele-aulas, ou por outras atividades que não impliquem em aglomeração. (A conferir no futuro próximo.)

- E os esportes, se e quando os eventos voltarem a ser realizados, por quanto tempo aguentares que sejam praticados em arenas e estádios fechados ao público? E como poderemos torcer e explodir em um grito monumental quando Gabi Gol, ou Everton Ribeiro, ou Bruno Henrique colocar a bola no fundo da rede em jogada sensacional!!!??? (Mengoooooo!!!). Desculpe, não resisti! (Próximos 12 meses.)

- As empresas de transporte de passageiros (táxi, ônibus, metrô, trem, avião, navio, ferryboats) serão obrigados a adotar procedimentos de higienização antes que seus veículos saiam das garagens para atenderem a população. (A partir de já.)

- Como se adequarão prestadores de serviços como: cabeleireiros e barbeiros, instaladores de equipamentos caseiros, garçons, marceneiros, pintores, dentistas, médicos clínicos em geral e tantos outros? (A conferir nos próximos meses.)

- Então, ficamos assim, com ou sem máscara e até que as condições voltem a permitir,  proibido abraçar, beijar, dar as mãos, dançar, manifestar a fé nos templos, confraternizar com amigos, colegas da escola, do trabalho, praticar esportes em equipe etc. etc. etc.  

- ...
Antes de me qualificar como arauto do apocalipse, tente imaginar sua vida e a da maioria dos humanos durante o tempo em que vamos nos sentir inseguros para agirmos como sempre agimos (lembre que isto perdurará enquanto não houver kit teste, medicação eficaz e vacina preventiva). Reflita, pense, avalie se há alternativas para o todo ou partes desta fotografia dos dias depois de hoje. Diga-me onde e por que estou errando. Ou me lembre de algo importante que esqueci de mencionar.

Mas não saia de casa SEM MÁSCARA. Não atenda clientes sem luva. Higienize tudo, sempre. Antes de consumir produtos horti-fruti, lave-os bem com sabão. Antes de manipular qualquer embalagem, passe álcool nas mãos e na própria embalagem. O novo mundo exige que você adquira novos hábitos. Para a sua sobrevivência e a minha. Até que um maravilhoso mundo nova possa ser compartilhado entre todos nós.

As máscaras nos vídeos abaixo são recursos para a falta daquelas cirúrgicas produzidas de acordo com as Normas Técnicas vigentes. Enquanto você não as encontra elas são algo muito, muito melhor do que nenhuma.





MÁSCARA DE PAPEL TOALHA, SIMPLES E RÁPIDA.


3 MODELOS DE MÁCARAS DE TECIDO DE ALGODÃO.


MÁSCARA DE JEANS LAVÁVEL.




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